Comentar filmes é algo que gosto de fazer, por que entre um e outro comentário inteiramente destinado ao filme sempre entra algo extra, alguma coisa que estava boiando na minha cabeça a espera de oportunidade de ser compartilhada com o mundo. Como Asimov disse certa vez sobre seu hábito de escrever: “Sinto um prazer inocente em fazer isso. Afinal de contas, tenho muita coisa a dizer, e procurar manter tudo comprimido dentro de mim facilmente poderia danificar meus órgãos internos”. Faço minhas as palavras dele (quanta audácia!), e toco o bonde.
Então, vou comentar dois filmes e o primeiro filme que vou comentar é “Perfume – A história de um assassino”. Baseado em um livro de um autor que confesso a vocês que não lembro o nome (Santo Pai Google me soprou agora: o autor chama-se Patrick Süskind, e é alemão, como pode-se notar pelo sobrenome heterodoxo do tiozinho), conta a história de um garoto que tem um dom incrível: um olfato supra humano. A ambição da vida dele é produzir um perfume irresistível, e o jeito que dá para fazê-lo é extraindo a essência de 13 virgens. Para extrair a tal essência, e ele encara isso como mero detalhe, ele mata as jovens, e isso acaba levando as outras pessoas da história, de mentes menos libertas dos conceitos mundanos e portanto pessoas que não vêem com bons olhos o hábito do protagonista de matar jovens e emplastar os seus corpos nus para extrair seus cheiros, a persegui-lo.
A sensação de olhar esse filme é semelhante à de ler um bom livro. O que quer dizer, baseado em uma lógica simples, que esse é um ótimo filme. Não é previsível, não pode-se distinguir rapidamente bonzinhos de mauzinhos e nem pode-se rotular o final de feliz ou triste, então não recomende esse filme para algum espectador assíduo da Mamãe Globo, porque ele não vai gostar.
Ao contrário de outras tantas histórias que estamos acostumados a assistir, essa não tem uma moral ou algo que possamos levar dali. É a arte pela arte, dá pra dizer. Seu final não é triste nem feliz, é apenas um final. Final feliz é coisa de sessão da tarde, e quando algum autor escapa do beco escuro da falta de criatividade que é esse clichê, e cria uma história do calibre do “Perfume”, devemos dar graças a Deus, dançar ao redor da fogueira e acender velas para Buda, só pra ter certeza.
Enfim, recomendado para quem tem um gosto parecido com o meu, que gosta de novidades ou para quem quer ver as virgens nuas.
O segundo filme que eu gostaria de comentar e indicar para vocês é “V de Vingança”. Igualmente ao anterior, esse não tem bons e maus, embora tenha bastante evidenciado quem é “nós” e quem são “eles”.
O pano de fundo para a história é uma Inglaterra do futuro onde fanáticos religiosos tomaram o poder e instauraram um regime totalitário dos mais completos: repressão da opinião, preconceito a gays/lésbicas/ateus/muçulmanos/outros-grupos-minoritários, lavagem cerebral, toque de recolher... etc. A pena, por exemplo, para alguém que é descoberto com um Al Corão em casa, é a de morte por fuzilamento. Totalitarismo totalmente triste.
A história em si é sobre um revolucionário, chamado simplesmente de “V”, e sobre os mistérios que o envolvem. Nesse filme é preciso pensar mais do que em Perfume, já que aqui o roteiro é mais amarrado e pensado (não que Perfume seja burro, mas é passível de ser olhado sem pensar muito). É baseado em uma graphic novel de mesmo nome, e talvez por isso tenha tantas idéias complexas internas.
Graphic Novel, para quem não sabe, é o nome bonito para História em Quadrinhos. Adulto nenhum, ou pelo menos não um adulto que seja plenamente aceito pela sociedade atual, admite publicamente gostar de HQ. Mas é chique ler graphic novels, e uma revista com esse nome dá a impressão de que só se pode ler enquanto beberica um champanhe francês frente a lareira.
V de Vingança, então, está fortemente recomendado também.
Recado dado, cabeça esvaziada, já me vou.
Abraço!
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sábado, 23 de maio de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
A Minha Alegria de Pobre
E amanhã termina as minhas férias. Logo agora que eu estava tão no ritmo do blog e dessa vida de nadafazência. Nadafazência, a propósito, vem do francês vagaboundàge, a título de curiosidade.
Recomeçam os trabalhos sérios, as preocupações que me estressam, enfim, as coisas ruins. Por outro lado, recomeçam as notas boas (ou não, mas eu tenho uma autoconfiança perigosa e um otimismo pouco espontâneo mas muito eficiente), o aprendizado, por que eu de fato vou a escola para aprender, recomeçam as amizades e tal. No fim, a balança pende para o lado bom e todo mundo fica bem.
E tudo indica que este ano será o melhor, como foi o ano passado. Por que ano retrasado eu achava que ia ser difícil o ano seguinte, e de fato foi, mas por causa disso também foi o melhor. Isso que ano passado eu não estava lá muito próximo de alguns amigos de fora da escola, e como esse ano estou, então será perfeito e ai de quem achar o contrário.
***
Um ano perfeito começando pelas férias perfeitas. Li muuuuito¹²³, tanto quanto as outras atividades deixavam, e um pouco além. Escrevi algumas coisas ficcionais, de terror e ficção científica. É ótimo não ter nada de fora para turvar a criatividade ou para postergar uma escrita. Dormi muuuito, tanto quanto li, e realizei uma fantasia quase erótica que eu vinha nutrindo desde o início do ano letivo de 2008: passar o dia todo na cama, se não dormindo, assistindo filmes. E, por falar nisso, também assisti muuuitos filmes, não tanto quanto li ou dormi, mas assisti mais do que costumo.
Fora essas atividades sedentárias e solitárias (que eu amo de paixão), eu fui pra Imbé (praia) e comemorei o aniversário do Jader lá, visitei parentes, saí com amigos, com a minha guria, passeei pelo bairro, enfim, fiz tudo o que podia e não podia.
E, como vocês estão inteirados, eu escrevi algumas coisas legais aqui no blog.
***
Uma coisa que me preocupava era terminar as férias antes de sentir saudades da escola. Por sorte isso não vai acontecer. Ontem, às 23h e 56min, aproximadamente, eu senti saudades das aulas e do resto. Tardiamente, mas ela veio.
***
O tempo está muito louco. Do inferno mormacento que foi alguns dias atrás, passou-se para uma fraca era glacial agora. Estou exagerando, obviamente, por que adoro uma hipérbole exagerada, do mesmo modo que gosto de pleonasmos redundantes. Mas não deixa de ser. Foi dar 25°C que todo mundo desaposentou os casacos e foi à luta. O cheiro de naftalina da rua os denunciava.
Eu, pessoalmente, aproveitei para usar uma calça, sem passar calor. Na verdade, quase passei frio, apesar da camiseta grossa.
***
Ok, acho que era só isso mesmo. Tenho que me controlar e escrever menos hoje, por que tenho que ir pra cama daqui a pouco se eu quiser ter uma duração saudável de sono. Eu só vim escrever hoje por que queria dar um último suspiro antes de mergulhar de novo no submundo do colégio. Duvido que eu vá deixar o blog largado como ano passado, agora que o blog está totalmente agradável para mim, mas tudo é possível.
Tudo.
Abraço!
Recomeçam os trabalhos sérios, as preocupações que me estressam, enfim, as coisas ruins. Por outro lado, recomeçam as notas boas (ou não, mas eu tenho uma autoconfiança perigosa e um otimismo pouco espontâneo mas muito eficiente), o aprendizado, por que eu de fato vou a escola para aprender, recomeçam as amizades e tal. No fim, a balança pende para o lado bom e todo mundo fica bem.
E tudo indica que este ano será o melhor, como foi o ano passado. Por que ano retrasado eu achava que ia ser difícil o ano seguinte, e de fato foi, mas por causa disso também foi o melhor. Isso que ano passado eu não estava lá muito próximo de alguns amigos de fora da escola, e como esse ano estou, então será perfeito e ai de quem achar o contrário.
***
Um ano perfeito começando pelas férias perfeitas. Li muuuuito¹²³, tanto quanto as outras atividades deixavam, e um pouco além. Escrevi algumas coisas ficcionais, de terror e ficção científica. É ótimo não ter nada de fora para turvar a criatividade ou para postergar uma escrita. Dormi muuuito, tanto quanto li, e realizei uma fantasia quase erótica que eu vinha nutrindo desde o início do ano letivo de 2008: passar o dia todo na cama, se não dormindo, assistindo filmes. E, por falar nisso, também assisti muuuitos filmes, não tanto quanto li ou dormi, mas assisti mais do que costumo.
Fora essas atividades sedentárias e solitárias (que eu amo de paixão), eu fui pra Imbé (praia) e comemorei o aniversário do Jader lá, visitei parentes, saí com amigos, com a minha guria, passeei pelo bairro, enfim, fiz tudo o que podia e não podia.
E, como vocês estão inteirados, eu escrevi algumas coisas legais aqui no blog.
***
Uma coisa que me preocupava era terminar as férias antes de sentir saudades da escola. Por sorte isso não vai acontecer. Ontem, às 23h e 56min, aproximadamente, eu senti saudades das aulas e do resto. Tardiamente, mas ela veio.
***
O tempo está muito louco. Do inferno mormacento que foi alguns dias atrás, passou-se para uma fraca era glacial agora. Estou exagerando, obviamente, por que adoro uma hipérbole exagerada, do mesmo modo que gosto de pleonasmos redundantes. Mas não deixa de ser. Foi dar 25°C que todo mundo desaposentou os casacos e foi à luta. O cheiro de naftalina da rua os denunciava.
Eu, pessoalmente, aproveitei para usar uma calça, sem passar calor. Na verdade, quase passei frio, apesar da camiseta grossa.
***
Ok, acho que era só isso mesmo. Tenho que me controlar e escrever menos hoje, por que tenho que ir pra cama daqui a pouco se eu quiser ter uma duração saudável de sono. Eu só vim escrever hoje por que queria dar um último suspiro antes de mergulhar de novo no submundo do colégio. Duvido que eu vá deixar o blog largado como ano passado, agora que o blog está totalmente agradável para mim, mas tudo é possível.
Tudo.
Abraço!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Post Cultural
Cultura era o que estava faltando em um blog que leva a minha assinatura. Blogueiros de todos os tipos tem isso em comum: fazer com que o blog tenha sua cara. E seria impossível que o meu blog tivesse a minha cara sem que tivesse alguns posts sobre cultura. A cultura de verdade (literatura, cinema, música, diversão), além da já familiar cultura pop, tão presente aqui, nas diversas reflexões que eu meto entre uma piadinha mal-sucedida e outra.
Por que eu, do alto da minha falsa modéstia de mentira, não poderia fazer de conta que eu não gosto de cultura. Todas elas. Ta certo que abomino a banda Calipso, torço o nariz para best-sellers e tenho igual pé atrás com filmes superproduzidos, mas no geral, sou bem eclético e respeito razoavelmente as diferenças entre um estilo e outro. Então, o que eu quero dizer com essa introdução desconjuntada, é que a cultura faz parte da minha vida, e de mim, e portanto eu não posso ter um blog sem que ela faça parte dele também, e não posso perder a chance de espalhar um pouco bons memes, mesmo sabendo que quem de fato vem ler isso aqui já deve estar, em maior ou menor grau, infectado pelo gosto do conhecimento, da cultura, da inteligência.
Como post cultural inaugural, hoje eu vou deixar minha opinião sobre alguns filmes que olhei nas férias. Aguardem para breve (ou não), post sobre livros, sobre jogos de computador, talvez um sobre música e outros sobre os assuntos culturais que me vierem na telha, quando eu não tiver causos como o do ônibus para contar ou uma opinião polêmica que eu tenha para discretamente compartilhar com vocês.
Hancock
Bem diferente dos demais filmes sobre super-herois. A idéia de um super-heroi (com essa reforma, como afinal se escreve super herói?) bêbado, que voa bêbado, e que causa furos gigantescos no orçamento do governo é uma coisa que ocorre a poucos de nós. A idéia do orçamento furado pode nos atingir quando vemos o super homem tocando um prédio em cima do vilão, mas só quando temos um senso crítico um pouco acima da média. Os efeitos especiais são ótimos, bem reais mesmo, e nos extras do DVD pode-se ver o quanto a tecnologia está no cinema: inventaram uma máquina, meio que uma esfera, e o ator fica dentro dela, fazendo as expressões que o diretor pedir; então, de vários pontos diferentes da máquina começam flashes e fotos (uma de cada vez, mas extremamente rápido), para ver perfeitamente como a pele do rosto reage com a luz. Segundo um dos carinhas que trabalha com isso, a pele não só reflete a luz, como também a refrata e a desvia, algo assim, que no mais quer dizer que não é brincadeira de criança fazer um rosto que pareça real no computador, mas que com aquela máquina isso pode ficar bem mais fácil.
Tecnologias à parte, eu sempre gosto dos filmes em que o Will Smith trabalha, e a moral desse filme é bem boa. Não posso dizer com certeza se as atuações são verossímeis, por que não sou a pessoa mais sensível do mundo para isso, mas posso dizer que se o filme não é ótimo nesse quesito, ele engana bem.
O Dia em que a Terra Parou
Os efeitos especiais desse são mais impressionantes do que os do Hancock, beeem mais, só que no resto deixa a desejar. A idéia é ótima, uma raça alienígena manda um representante para falar com os líderes mundiais sobre salvar a Terra. Mas é só isso. As demais surpresas durante o filme são derivações dessa idéia base. Comentei com alguns amigos que esse filme ficaria ótimo como um conto, ou uma noveleta, mas como filme... não foi tão feliz. Poderiam ter explorado mais o lado ficção científica do filme, que não teria ficado pesado.
Uma coisa que notei com esse filme, é que o Keanu Reeves de fato não é tão bom ator assim. Eu achei ótima a atuação dele no Matrix e nesse filme agora, por que aquela cara de nada dele combina com os papéis. Mas aquilo não atuação, é ele mesmo. Por isso que tantos falam mal dele. Não vou apedreja-lo, mas preferia o Christian Bale pra esse papel, como para qualquer papel dele.
Vale a pena assistir pelos efeitos, e por que a idéia é bem forte, o tipo que faz amantes de FC se emocionarem. Se tu não se propor a achar as falhas que apontei, você vai gostar bastante do filme.
Quebrando a Banca
Não é tão novo quanto os outros dois, mas ainda assim é recente. O que deixa a história de alunos gênios do MIT que usam a matemática para se dar bem no blackjack ainda mais fascinante, é que ela é real. O jeito que eles fazem para ganhar dinheiro existe e funciona, e de fato os cassinos não gostam disso. E amo de paixão filmes como esse, que fazem pensar sem ter lição de moral. Outros nesse rol são Número 23, Uma mente Brilhante e um que deu há poucos dias de madrugada na Globo, Kinsey: vamos falar de sexo.
Não há muito o que dizer desse filme. Nota dez, com nota extra se você for alguém que gosta de matemática tanto quanto eu. Se não gosta, depois de olhar esse filme talvez goste. Se não gostar de matemática depois de olhar o filme, provavelmente vai estar apaixonado por jogos de baralho.
Well, me estendi demais com esse post. Esse é um assunto tão simples de falar, e tão extenso! Com apenas três filmes, eu já excedi o tanto que eu escrevo em cada post. Se continuar, metade dos que me visitarem não vão ler metade desse post. Então por hoje é só.
Abraço!
Por que eu, do alto da minha falsa modéstia de mentira, não poderia fazer de conta que eu não gosto de cultura. Todas elas. Ta certo que abomino a banda Calipso, torço o nariz para best-sellers e tenho igual pé atrás com filmes superproduzidos, mas no geral, sou bem eclético e respeito razoavelmente as diferenças entre um estilo e outro. Então, o que eu quero dizer com essa introdução desconjuntada, é que a cultura faz parte da minha vida, e de mim, e portanto eu não posso ter um blog sem que ela faça parte dele também, e não posso perder a chance de espalhar um pouco bons memes, mesmo sabendo que quem de fato vem ler isso aqui já deve estar, em maior ou menor grau, infectado pelo gosto do conhecimento, da cultura, da inteligência.
Como post cultural inaugural, hoje eu vou deixar minha opinião sobre alguns filmes que olhei nas férias. Aguardem para breve (ou não), post sobre livros, sobre jogos de computador, talvez um sobre música e outros sobre os assuntos culturais que me vierem na telha, quando eu não tiver causos como o do ônibus para contar ou uma opinião polêmica que eu tenha para discretamente compartilhar com vocês.
Hancock
Bem diferente dos demais filmes sobre super-herois. A idéia de um super-heroi (com essa reforma, como afinal se escreve super herói?) bêbado, que voa bêbado, e que causa furos gigantescos no orçamento do governo é uma coisa que ocorre a poucos de nós. A idéia do orçamento furado pode nos atingir quando vemos o super homem tocando um prédio em cima do vilão, mas só quando temos um senso crítico um pouco acima da média. Os efeitos especiais são ótimos, bem reais mesmo, e nos extras do DVD pode-se ver o quanto a tecnologia está no cinema: inventaram uma máquina, meio que uma esfera, e o ator fica dentro dela, fazendo as expressões que o diretor pedir; então, de vários pontos diferentes da máquina começam flashes e fotos (uma de cada vez, mas extremamente rápido), para ver perfeitamente como a pele do rosto reage com a luz. Segundo um dos carinhas que trabalha com isso, a pele não só reflete a luz, como também a refrata e a desvia, algo assim, que no mais quer dizer que não é brincadeira de criança fazer um rosto que pareça real no computador, mas que com aquela máquina isso pode ficar bem mais fácil.
Tecnologias à parte, eu sempre gosto dos filmes em que o Will Smith trabalha, e a moral desse filme é bem boa. Não posso dizer com certeza se as atuações são verossímeis, por que não sou a pessoa mais sensível do mundo para isso, mas posso dizer que se o filme não é ótimo nesse quesito, ele engana bem.
O Dia em que a Terra Parou
Os efeitos especiais desse são mais impressionantes do que os do Hancock, beeem mais, só que no resto deixa a desejar. A idéia é ótima, uma raça alienígena manda um representante para falar com os líderes mundiais sobre salvar a Terra. Mas é só isso. As demais surpresas durante o filme são derivações dessa idéia base. Comentei com alguns amigos que esse filme ficaria ótimo como um conto, ou uma noveleta, mas como filme... não foi tão feliz. Poderiam ter explorado mais o lado ficção científica do filme, que não teria ficado pesado.
Uma coisa que notei com esse filme, é que o Keanu Reeves de fato não é tão bom ator assim. Eu achei ótima a atuação dele no Matrix e nesse filme agora, por que aquela cara de nada dele combina com os papéis. Mas aquilo não atuação, é ele mesmo. Por isso que tantos falam mal dele. Não vou apedreja-lo, mas preferia o Christian Bale pra esse papel, como para qualquer papel dele.
Vale a pena assistir pelos efeitos, e por que a idéia é bem forte, o tipo que faz amantes de FC se emocionarem. Se tu não se propor a achar as falhas que apontei, você vai gostar bastante do filme.
Quebrando a Banca
Não é tão novo quanto os outros dois, mas ainda assim é recente. O que deixa a história de alunos gênios do MIT que usam a matemática para se dar bem no blackjack ainda mais fascinante, é que ela é real. O jeito que eles fazem para ganhar dinheiro existe e funciona, e de fato os cassinos não gostam disso. E amo de paixão filmes como esse, que fazem pensar sem ter lição de moral. Outros nesse rol são Número 23, Uma mente Brilhante e um que deu há poucos dias de madrugada na Globo, Kinsey: vamos falar de sexo.
Não há muito o que dizer desse filme. Nota dez, com nota extra se você for alguém que gosta de matemática tanto quanto eu. Se não gosta, depois de olhar esse filme talvez goste. Se não gostar de matemática depois de olhar o filme, provavelmente vai estar apaixonado por jogos de baralho.
Well, me estendi demais com esse post. Esse é um assunto tão simples de falar, e tão extenso! Com apenas três filmes, eu já excedi o tanto que eu escrevo em cada post. Se continuar, metade dos que me visitarem não vão ler metade desse post. Então por hoje é só.
Abraço!
sábado, 10 de janeiro de 2009
Pensamento e Livros emocore
Graças ao fim da ressaca do reveillon, a agitação da vida voltou à internet, e às ruas. Pessoas felizes, mas no fundo desanimadas, voltam ao trabalho, enquanto eu, feliz estudante, ainda gozarei de dois meses de férias e mais um pouco. Mais dois meses dormindo tanto quanto eu mesmo não considere insalubre, comendo nas horas que eu mesmo não considere estar dormindo e lendo ou escrevendo nas horas que eu mesmo não considere estar comendo. De forma simples, minhas férias se resumem a isso.
Mas eu não sou simples, embora tente ser humilde e modesto. Mais da metade dos títulos que eu havia imaginado para o blog em sua nova fase fazia alusão à complexidade. Optei por um título que fizesse alusão às consequências (sequelas, que a propósito, fica bem sem graça sem o trema) da meditação, por que eu realmente tenho várias horas voltadas para o meu íntimo, e não raro saio de lá com a mente aberta a uma nova idéia (amém, Einstein). Isso, por si só, dá um chute na poupança da simplicidade e a expulsa do meu saloon, como nos filmes. Recomendo fortemente para todos que dediquem alguns minutos do dia, não necessariamente sempre à mesma hora, pois estas coisas funcionam mais através da vontade do dono da mente meditativa em questão, para de fato pensar nas questões mais fundamentais: De onde viemos? Para onde vamos? O que vai ter de almoço?
Agora, sem brincadeiras. Acho de verdade o pensamento profundo muito saudável, e bastante útil para vermos a vida de uma forma diferente. Portanto, desapegue-se das amarras da tradição e do preconceito, e passe a pensar verdadeiramente em por quê, por exemplo, existe o preconceito. Pense nas pessoas que o praticam, nas pessoas que o sofrem, nos tipos diferentes de preconceito, nos preconceitos que você mesmo tem e justifique-os. Nesta parte, se funcionar com vocês como funcionou comigo, vocês vão perceber que o preconceito não se justifica, exatamente por que ele não tem uma base racional para existir. É apenas uma idéia boa em se propagar, em infectar mentes com preguiça de fazer esse tipo de autoquestionamento e, infelizmente, já provocou e provoca ainda muito sofrimento. Pense nisso. As sequelas serão agradáveis.
Agora que já abordei uma questão importante pra hoje, posso abraçar-me alegremente naquilo a que os blogs inicialmente se propõem, que é falar do seu próprio dono.
O ano passado foi de grandes provações e de muito amadurecimento emocional e intelectual. Me senti triste algumas horas, no entanto a alegria predominou na maior parte do tempo. A escola ocupava uma boa parte do meu tempo e 90% da minha cabeça, já que eu não queria decepcionar a pessoa que eu mais amo nesse mundo inteiro: eu. Tanto esforço foi recompensado com boas notas, acima das minhas próprias expectativas. Em contrapartida, esse mesmo esforço que me presenteou com o prazer de um objetivo alcançado foi o que trouxe também um grande cansaço físico e mental pra mim, e em suma é por isso que essas estão sendo as minhas melhores férias até agora.
Como falei no início do post, estou dormindo, comendo, lendo e (bem pouco) escrevendo ao meu bel prazer. É maravilhoso. Dizer que estou nas nuvens seria insultar a altura a que essas atividades me levam. Notei, hoje mesmo, que o único revés das leituras é as despesas com livros. Ontem e hoje me dei de presente alguns livros novos, o que sugou quase todo o dinheiro que eu ganhei no meu aniversário, Natal e Ano-Novo. E, como vocês não sabem, mas devem imaginar, minha única fonte de renda são presentes e a mesada da minha vó. A bolsa que eu ganho em um curso de matemática que eu faço deveria ajudar, mas minha mãe é detentora dos direitos de ir e vir da conta e eu mesmo ainda não tive necessidade de mexer lá. A lógica que me faz não me sentir nauseado com esses gastos é a de que eu não preciso me sustentar, portanto se eu não gastar com isso, vou gastar com o quê? Nunca curti drogas, e meu namoro não faz nenhum estrago no orçamento, então gasto em livros mesmo.
Estou no segundo livro da série Crepúsculo, da Stephenie Meyer, autora nova. Apesar de encabeçar todas as listas possíveis dos mais vendidos e já ter até virado filme, é um ótimo livro. Mais viciante que Harry Potter, mais triste que Caçador de Pipas e mais emocionante que o Código Da Vinci. Devorei o primeiro da série e no dia seguinte ao que eu terminei de lê-lo, já fui comprar a sequência. É tão bom, que na noite em que ia terminar de ler ele, limpei o óculos com tal entusiasmo que uma das hastes caiu fora, a lente acompanhando-a alegre logo em seguida. Caráleos, pensei. Juntei as peças, e, com a ajuda de um adulto (isso não lembra os programas infantis que ensinavam a fazer coisas com tesoura sem ponta?), colei as partes com fita adesiva, e deste modo terminei de ler o livro. Nas três horas que se seguiram, eu não consegui dormir, e pesquisei na internet o preço médio do livro Lua Nova, que é o seguinte da série. Na manhã do outro dia fui no Centro para levar o óculos no conserto, e já passei na livraria perguntando o preço do tal livro. Passei a tarde sem ler coisa nenhuma, sem meus olhos reserva. Poderia ter lido, com o óculos antigo, mas nao me animei. Quando chegou a hora de buscar o óculos, desci lépido para o Centro. Comprei o livro, e na ótica, tendo que esperar o óculos ficar pronto, li o primeiro capítulo inteiro sem óculos, e me senti o deus grego da autossuficiência.
De filmes, olhei Hancock, a trilogia Piratas do Caribe, um American Pie dos novos, Quebrando a Banca e mais um que eu não vou lembrar agora. Todos ótimos, recomendo também.
Era isso, crianças, vou nessa.
Pensem sobre o que eu disse e tchau!
Mas eu não sou simples, embora tente ser humilde e modesto. Mais da metade dos títulos que eu havia imaginado para o blog em sua nova fase fazia alusão à complexidade. Optei por um título que fizesse alusão às consequências (sequelas, que a propósito, fica bem sem graça sem o trema) da meditação, por que eu realmente tenho várias horas voltadas para o meu íntimo, e não raro saio de lá com a mente aberta a uma nova idéia (amém, Einstein). Isso, por si só, dá um chute na poupança da simplicidade e a expulsa do meu saloon, como nos filmes. Recomendo fortemente para todos que dediquem alguns minutos do dia, não necessariamente sempre à mesma hora, pois estas coisas funcionam mais através da vontade do dono da mente meditativa em questão, para de fato pensar nas questões mais fundamentais: De onde viemos? Para onde vamos? O que vai ter de almoço?
Agora, sem brincadeiras. Acho de verdade o pensamento profundo muito saudável, e bastante útil para vermos a vida de uma forma diferente. Portanto, desapegue-se das amarras da tradição e do preconceito, e passe a pensar verdadeiramente em por quê, por exemplo, existe o preconceito. Pense nas pessoas que o praticam, nas pessoas que o sofrem, nos tipos diferentes de preconceito, nos preconceitos que você mesmo tem e justifique-os. Nesta parte, se funcionar com vocês como funcionou comigo, vocês vão perceber que o preconceito não se justifica, exatamente por que ele não tem uma base racional para existir. É apenas uma idéia boa em se propagar, em infectar mentes com preguiça de fazer esse tipo de autoquestionamento e, infelizmente, já provocou e provoca ainda muito sofrimento. Pense nisso. As sequelas serão agradáveis.
Agora que já abordei uma questão importante pra hoje, posso abraçar-me alegremente naquilo a que os blogs inicialmente se propõem, que é falar do seu próprio dono.
O ano passado foi de grandes provações e de muito amadurecimento emocional e intelectual. Me senti triste algumas horas, no entanto a alegria predominou na maior parte do tempo. A escola ocupava uma boa parte do meu tempo e 90% da minha cabeça, já que eu não queria decepcionar a pessoa que eu mais amo nesse mundo inteiro: eu. Tanto esforço foi recompensado com boas notas, acima das minhas próprias expectativas. Em contrapartida, esse mesmo esforço que me presenteou com o prazer de um objetivo alcançado foi o que trouxe também um grande cansaço físico e mental pra mim, e em suma é por isso que essas estão sendo as minhas melhores férias até agora.
Como falei no início do post, estou dormindo, comendo, lendo e (bem pouco) escrevendo ao meu bel prazer. É maravilhoso. Dizer que estou nas nuvens seria insultar a altura a que essas atividades me levam. Notei, hoje mesmo, que o único revés das leituras é as despesas com livros. Ontem e hoje me dei de presente alguns livros novos, o que sugou quase todo o dinheiro que eu ganhei no meu aniversário, Natal e Ano-Novo. E, como vocês não sabem, mas devem imaginar, minha única fonte de renda são presentes e a mesada da minha vó. A bolsa que eu ganho em um curso de matemática que eu faço deveria ajudar, mas minha mãe é detentora dos direitos de ir e vir da conta e eu mesmo ainda não tive necessidade de mexer lá. A lógica que me faz não me sentir nauseado com esses gastos é a de que eu não preciso me sustentar, portanto se eu não gastar com isso, vou gastar com o quê? Nunca curti drogas, e meu namoro não faz nenhum estrago no orçamento, então gasto em livros mesmo.
Estou no segundo livro da série Crepúsculo, da Stephenie Meyer, autora nova. Apesar de encabeçar todas as listas possíveis dos mais vendidos e já ter até virado filme, é um ótimo livro. Mais viciante que Harry Potter, mais triste que Caçador de Pipas e mais emocionante que o Código Da Vinci. Devorei o primeiro da série e no dia seguinte ao que eu terminei de lê-lo, já fui comprar a sequência. É tão bom, que na noite em que ia terminar de ler ele, limpei o óculos com tal entusiasmo que uma das hastes caiu fora, a lente acompanhando-a alegre logo em seguida. Caráleos, pensei. Juntei as peças, e, com a ajuda de um adulto (isso não lembra os programas infantis que ensinavam a fazer coisas com tesoura sem ponta?), colei as partes com fita adesiva, e deste modo terminei de ler o livro. Nas três horas que se seguiram, eu não consegui dormir, e pesquisei na internet o preço médio do livro Lua Nova, que é o seguinte da série. Na manhã do outro dia fui no Centro para levar o óculos no conserto, e já passei na livraria perguntando o preço do tal livro. Passei a tarde sem ler coisa nenhuma, sem meus olhos reserva. Poderia ter lido, com o óculos antigo, mas nao me animei. Quando chegou a hora de buscar o óculos, desci lépido para o Centro. Comprei o livro, e na ótica, tendo que esperar o óculos ficar pronto, li o primeiro capítulo inteiro sem óculos, e me senti o deus grego da autossuficiência.
De filmes, olhei Hancock, a trilogia Piratas do Caribe, um American Pie dos novos, Quebrando a Banca e mais um que eu não vou lembrar agora. Todos ótimos, recomendo também.
Era isso, crianças, vou nessa.
Pensem sobre o que eu disse e tchau!
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