<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212</id><updated>2012-01-27T13:50:19.072-02:00</updated><category term='loucura'/><category term='sexo'/><category term='nostalgia'/><category term='ônibus'/><category term='festas'/><category term='religião'/><category term='crepúsculo'/><category term='bactérias'/><category term='férias'/><category term='feira'/><category term='inglês'/><category term='linguística'/><category term='douglas adams'/><category term='ateísmo'/><category term='desapontamento'/><category term='debate'/><category term='conto'/><category term='pensar'/><category term='preconceito'/><category term='academia'/><category term='física'/><category term='destino'/><category term='cultura'/><category term='história'/><category term='mãe'/><category term='coelho'/><category term='modinhas'/><category term='desejo'/><category term='promessas'/><category term='nonsense'/><category term='reflexão'/><category term='filmes'/><category term='méxico'/><category term='humor'/><category term='praia'/><category term='harry potter'/><category term='mudança'/><category term='dança'/><category term='memória'/><category term='poesia'/><category term='escola'/><category term='mudanças'/><category term='emoção'/><category term='maionese'/><category term='pensamento'/><category term='ócio'/><category term='mente'/><category term='inútil'/><category term='início'/><category term='pessimismo'/><category term='tempo'/><category term='páscoa'/><category term='liberato'/><category term='livros'/><category term='baratas'/><category term='ciência'/><category term='amizade colorida'/><category term='morte'/><category term='fogo'/><category term='otimismo'/><category term='lógica'/><category term='solidão'/><category term='coral'/><category term='baile'/><category term='pai'/><category term='mil-folhas'/><category term='felicidade'/><category term='uruguai'/><category term='criacionismo'/><category term='lua'/><category term='seguir'/><category term='família'/><category term='sentimento'/><category term='meditação'/><category term='condicionamento'/><category term='esoterismo'/><category term='natal'/><category term='literatura'/><category term='recomeço'/><category term='evolucionismo'/><category term='internet'/><category term='cazaquistão'/><category term='filosofia'/><category term='cérebro'/><category term='gorda'/><category term='nojo'/><category term='ratos'/><category term='autor convidado'/><category term='preguiça'/><category term='ano novo'/><category term='viagem'/><category term='nero'/><category term='cruel'/><category term='ego'/><category term='amor'/><category term='moldávia'/><category term='pessoas'/><category term='garotas'/><category term='sex appeal'/><category term='crítica'/><category term='delírio'/><category term='racional'/><category term='cinema'/><category term='matemática'/><category term='saúde'/><category term='mostratec'/><category term='opinião'/><title type='text'>Sequelas do Pensamento</title><subtitle type='html'>Um blog sobre tudo e mais...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1980563379952677360</id><published>2012-01-27T03:50:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T03:50:46.132-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desapontamento'/><title type='text'>Espírito de Nero</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Nesses dias ociosos de férias que, no geral, nada produzem de essencial para a humanidade, eu acabei me entregando a uma atividade digna de recém aposentados: cuidar do jardim. No meu caso, não foi bem do jardim, uma vez que nem temos um jardim propriamente dito. O que eu fiz foi tentar dar fim a alguns galhos secos que estão no pátio servindo de toca para ratos, baratas e outros monstros terríveis. Para isso, fiz uma mini churrasqueira com alguns tijolos perdidos e pus-me a tacar fogo em todos os galhos que me olhassem torto (nenhum me olhou, mas todos eram tortos, então...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;No meio de minha diversão pirotécnica minha mãe passou e fez graça para mim. Disse que eu tinha “espírito de Nero”, e foi embora para os afazeres dela. Achei graça, pois de fato eu estava sentindo prazer no crepitar e gemer da madeira morta, assim como supostamente Nero teria sentido ao ver o incêndio de Roma. Diz-se que na verdade Nero não foi responsável pelo fogo, afinal ele precisaria de muita vontade de reconstruir Roma a seu gosto, ou muito ódio pela raça humana e sua inconstância, ou ainda uma poderosa combinação dessas duas coisas; mas sobre o meu deleite em ver meus galhos queimarem não se tem dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Isso deve inclusive ser genético, porque meu pai também tinha gosto por fogueiras. Algumas vezes era só para se aquecer dentro de casa, com o fogo no forno a lenha, mas na maioria das vezes era uma versão ligeiramente maior da higienização que eu mesmo estava fazendo. Recordo que certa vez uma das vizinhas reclamou demais da fumaça, ia deixar fedendo as roupas do arame, estava difícil de respirar e coisa e tal. Meu pai ia lá e botava madeira verde no fogo, ninguém tinha que se meter nos seus assuntos incendiários. Mesmo meu pai tinha seus momentos incompreensíveis de crueldade gratuita (se bem que, tratando-se da minha vizinha, com certeza não era tão gratuito assim).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Vocês podem ficar tranqüilos, que eu não fiz o mesmo. Na verdade, antes de fazer o fogo avisei-a, para que tirasse a roupa do varal e tal. Ela inclusive me deu um pouco de cola de sapato – xodó do pessoal da esquina das antigas, quando o crack e o oxy ainda não eram famosos – para iniciar o fogo. Devo dizer que fiquei impressionado pelo impulso de prestatividade que isso significava para a vizinha, principalmente levando em conta os fatos do passado pelos quais julguei que a atitude do meu pai não tinha sido tão gratuita. (mas cuidado: cola de sapato não é apenas inflamável, ela praticamente explode!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Eu estava lá, tranqüilo, pensando na vida como ela é, queimando alguns gravetos imaginando o que estaria passando pelas suas mentes enquanto queimavam, quando percebi que havia avisado apenas uma das vizinhas. Sabe como é, por uma dessas conclusões de Topologia Avançada, sabemos com certeza que numa vizinhança completamente ocupada tem-se – no mínimo – duas casas adjacentes à nossa, cujas moradoras são, por definição, chamadas de vizinhas. E elas quase sempre são chatas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Uma eu avisei, tanto que me deu a cola e tudo o mais, a outra... Tinha acabado de pendurar suas roupas no varal. Depois daqueles microssegundos de pavor, em que o estômago cai cinco centímetros, se torce 15° no sentido horário e depois volta pra posição original torcido, pensei “azar do goleiro”. E continuei: “Essa vizinha sempre usa o forno a lenha dela quando minha mãe pendura roupas no varal, às vezes em dias que nem está frio! E a chaminé dela foi colocada de forma que é impossível não suspeitar que ela faça isso deliberadamente para que nossa roupa fique defumada.” Quando dei por mim, estava continuando o fogo, sem resquício de remorso ou vergonha. Tenho direito a alguns momentos de irracionalidade, suponho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E não se preocupem também com a segurança. Cuidei para que fosse longe de qualquer palha que pudesse irromper em chamas com a proximidade, e que fosse pequena o suficiente para que não tivesse labaredas muito altas. A mangueira estava próxima, é claro, para qualquer eventualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Arrisco-me a dizer, no entanto, que agora sei lidar com o fogo. Apesar de (o fogo) ser temperamental, ele ainda é mais compreensível que muita gente por aí, gente que faz coisas que até a Luiza, que voltou do Canadá, duvidaria. A gente pensa (eu, pelo menos, penso) que entendemos as pessoas, que sacamos as suas motivações e interesses, que fomos fundo na empatia e as compreendemos mesmo, até que em alguns momentos tu percebe que as pessoas vão lá e botam madeira verde para incomodar, como meu pai, ou as pessoas acendem o forno à lenha quando botamos as roupas no varal, como minha vizinha má, ou as pessoas fazem coisas impensadas e dolorosas, como algumas que não comentarei fizeram, e nesses momentos – especialmente por causa das últimas – eu entendo Nero.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1980563379952677360?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1980563379952677360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1980563379952677360&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1980563379952677360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1980563379952677360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2012/01/espirito-de-nero.html' title='Espírito de Nero'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-3965986526816831649</id><published>2011-09-14T22:52:00.001-03:00</published><updated>2011-09-14T22:53:01.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destino'/><title type='text'>Destino</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O bom de ter tarefas importantes a serem feitas, trabalhos a serem digitados e exercícios a serem enfrentados, é que os momentos nos quais se consegue ignorar totalmente a sensação de culpa e o impulso de ficar no cantinho choramingando sobre a vida, nesses momentos é que vem uma vontade louca de falar sobre qualquer coisa, e parece que essa vontade é compartilhada com as pessoas próximas de forma mágica e – voilà – de repente estamos conversando sobre questões nada mais nada menos importantes que o destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;É impressionante o quanto esse assunto pode dar pano pra manga. Ambos os lados da questão tem variadas maneiras de argumentar e no fim, pelo menos para este que vos fala, a conclusão sempre é que não é tão fácil assim chegar a uma conclusão, e o que nos resta é continuar pensando e pensando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Por abstrato que pareça o assunto, é questão de primeira grandeza caso fôssemos todos filósofos. Afinal, é ou não é importante sabermos se temos alguma influência nos eventos do nosso futuro? E temos? Ou não? Se não tivermos, será que temos como saber? O que me entristece um pouco são algumas pessoas que não vêem a beleza do tema e se entregam a conclusões fáceis, corriqueiras e antigas. Ser antiga, no entanto, não é atestado de veracidade; apenas atesta que está errada há mais tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O tarô, por exemplo. Ou cartas, búzios, palitinho, quiromancia, mesa redonda de futebol, programação em C# (tá, na real isso não tem nada a ver com o assunto), qualquer que seja o método de previsão do futuro. É (são) uma baita enganação. Vem da idéia antiga (antiiiiga) de que os Deuses se comunicam conosco, formiguinhas na lupa ao sol, através de eventos que são aleatórios, como borrão no fundo do café, o resultado de um dado não viciado ao ser lançado, ou de vários dados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Isto é, claro, uma baita mentira. Primeiro, se os Deuses se comunicam conosco através de eventos aleatórios, os eventos não são mais aleatórios, certo? Questão de definição. E mesmo que se comuniquem, como saber quais eventos aleatórios carregam uma mensagem e quais simplesmente são aleatórios mesmo é um problema interessante, provavelmente resolvido da seguinte forma “eles falaram diretamente comigo, em sonho, e eu SEI que os dados querem dizer que você tem que me dar todo seu dinheiro”. Impossível argumentar, é melhor dar todo seu dinheiro para a cigana que lhe disser isso, ela deve estar com a razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Sem falar que a chance de uma previsão (não adulterada) te dizer que tu vai morrer é a mesma de dizer que tu vai ganhar na loteria ou algo assim, quando na real eventos diferentes tem probabilidade diferentes de acontecerem. A aplicação do raciocínio matemático em uma mesa da tarô, ao contrário do que acontece em um cassino ou bingo, não leva a uma estratégia vencedora, e a única pessoa que ganha ao tu gastar teu dinheiro na sorte é a cigana. (caso alguém queira saber como ganhar dinheiro no cassino, pergunte-me, mas não prometo fórmulas infalíveis).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Abaixo, uma foto que tirei de um ônibus em movimento. Eu queria captar apenas a paisagem, acabei captando algo mais:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ksTB55pqZa8/TnFaMqg5wjI/AAAAAAAAAHo/8SI5t6r7tlg/s1600/DSC03051.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://4.bp.blogspot.com/-ksTB55pqZa8/TnFaMqg5wjI/AAAAAAAAAHo/8SI5t6r7tlg/s640/DSC03051.jpg" width="640" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Não dá também para eu me esquivar das profecias autorrealizadoras. J.K. Rowling usou isso de forma muito genial na série Harry Potter, mas o público não dá muita atenção para isso. Enfim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Profecias autorrealizadoras são aquelas que, por terem sido profetizadas, acabam fazendo com que aquilo que profetizam aconteça de fato. Tipo a) na frente do gol, preparando-se para chutar um pênalti, o jogador escuta alguém gritar “vai errar”, e por isso se desconcentra e acaba errando mesmo, ou b) após receber uma previsão de morte nas cartas, uma pessoa se tranca dentro de casa e, pelo stress do medo de morrer, acaba tendo um ataque ou, de forma contrária, decide aproveitar a vida adoidado e morre numa das festas que está fazendo. A literatura tá cheia desses, e são bem legais, amarram a história e o leitor maaaaas, na vida real, temos que nos ligar de que o que atuou não foi a magia da previsão do futuro, não foram as ondas do futuro que mandaram um recado para nós, não foi um Dedo Divino que veio nos avisar de algo, e sim simplesmente somos impressionáveis e temos uma mente que tende, muitas vezes, excessivas vezes, a não pensar objetivamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O que eu acho, pessoalmente, é que não dá para saber o futuro. Isso não responde à pergunta “existe destino?”, mas acho que é uma boa conclusão preliminar. “Conclusão”, é claro, pessoal, porque não encerra a questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Prevejo que mais posts sobre o assunto virão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Boas meditações a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-3965986526816831649?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/3965986526816831649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=3965986526816831649&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3965986526816831649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3965986526816831649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2011/09/destino.html' title='Destino'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ksTB55pqZa8/TnFaMqg5wjI/AAAAAAAAAHo/8SI5t6r7tlg/s72-c/DSC03051.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-8940163218235027005</id><published>2011-08-24T00:09:00.003-03:00</published><updated>2011-08-24T00:13:09.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças'/><title type='text'>Mas Tchê!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Pois eu estava olhando de novo meus textos aqui no blog, relembrando alguns fatos interessantes sobre o meu passado, vendo que na verdade muitas das idéias e opiniões que tenho hoje foram se construindo gradativamente com o passar do tempo, e outras mudaram completamente... enfim, estava nesse ritmo, nostálgico, melancólico, proparoxítono, quando me dei conta: o último comentário feito aqui no blog, sem contar os comentários feitos nas últimas duas semanas (os quais, sinceramente, foram o que me lembrou que o blog existia), terminava com um abraço e um “Feliz Páscoa”. Poxa! Não lembrava que há tanto tempo não escrevia por essas bandas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Foram tantas as mudanças de pensamento que me acometeram nesses tempos de eremita (fui eremita em relação ao blog, mas desconfio que nunca fui tão da galera e dado a festas), que não conseguiria falar sobre cada uma nem se quisesse. Oportunamente, eu não quero falar sobre cada uma, mas sim sobre uma descoberta maior que sempre me desequilibra quando estou de pé e me balança quando estou sentado, uma descoberta que tem a ver com todas as mudanças de que falei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;*Abre parênteses*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quando falo em mudanças, provavelmente poucos pensam exatamente o que eu. Segundo o Westhelle, grande amigo meu e apaixonado por Lingüística, existe o “signo” na nossa mente, que expressamos por meio de um “significante”, que pode ser uma palavra, um gesto, um olhar, um míssil intercontinental anti-radar, enfim, que ao ser recebido por nosso interlocutor, é reconvertido na forma de signo novamente. O interessante é que o signo na nossa mente e o signo na mente do interlocutor são diferentes, embora o significante seja o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O parágrafo anterior não explicou muito bem o que eu quis dizer. O que eu quero dizer é que uma mudança, mesmo que muito pequena, pode ser muito significativa. A menor parte de um pentelhésimo de quase nada de mudança na declividade de uma reta faz com que ela deixe de ser paralela a outra reta, sua amiga, que estava ao lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O parágrafo anterior também não explicou muito bem o que eu quis dizer. O fato é que eu mudei, e pronto, ok?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;*Fecha parênteses*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A descoberta foi...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Bom, primeiramente, deixem-me dizer que não se preocupem nem fiquem decepcionados caso a descoberta não atinja as suas expectativas. Reservei especialmente para o meu público exigente e chato uma descoberta mais legal, que vai vir como um post scriptum. Se quiser, dá uma olhada no fim do texto e volta para cá, mas eu sugiro que continue o texto na ordem correta, como Alá disse que todos os não-infiéis devem fazer (ok, inventei essa última).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Então, a descoberta é um pouco complicada. É algo óbvio, mas que tem um algo mais na sua obviedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Sempre se tem algo pra aprender; não simplesmente um fato, uma informação nova, não uma relação entre objetos, não apenas uma nova forma de produzir um míssil intercontinental anti-radar. Falo de como ver as coisas, de como lidar com essa fonte inesgotável de paradoxos que é a condição humana. (essa frase resume tudo o que eu possa dizer, mas resume demais...). É como se (lá vem um exemplo do tipo tradicional: péssimo) durante a segunda guerra os cientistas de Hitler tivessem injetado tinta azul nos olhos de algum bebê para produzir nele uma característica da “pura raça ariana”, e esse bebê tivesse crescido e virado adulto. Lá pelas tantas, esse adulto de olhos azuis dá um espirro e tchum!, a tinta escapa como lágrima e ele passa a ver tudo com cores novas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Agora imagine que possamos fazer isso inúmeras vezes, e que sempre – SEMPRE – será possível encontrar algum ponto a mudar. Sem chorar tinta, mas vendo tudo novo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Agora, isso com certeza é óbvio, porque ou a) você já teve essa sensação ou b) você não teve essa sensação, e só vai ver que isso não é tão óbvio quando tiver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;É como passar a vida num espaço euclidiano, e descobrir que existem muitos outros espaços possíveis...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Bem, o fumo acabou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Deixo um grande abraço, um agradecimento pra &lt;a href="http://noasteroideb-612.blogspot.com/"&gt;Bibiana&lt;/a&gt; que me fez voltar a escrever, e os votos que todos tenham um feliz Ano Novo (só para garantir).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;PS: a outra descoberta, na verdade, é uma experiência que pode acabar com a crença que muitos tem na energia elétrica. Peguem um toca-discos, daqueles que tocam vinil, e ponham uma música para tocar. Abaixem o volume até zero ou desconectem os alto-falantes (isso pode requerer domínio de Eletrônica – ou proficiência no manejo da tesoura e, mais tarde, fita isolante). Aproximem os ouvidos da agulha que arranha o disco (um de cada vez, não creio ser possível aproximar os dois). O que se houve? A música. Exatamente como se estivesse saindo nos alto-falantes, só que porra, aquilo ali é só uma agulha arranhando um disco. Ok, parece bobo, mas no momento foi mágico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;PPS: imaginem o título sendo dito por um gaudério que encontra um amigo há muito tempo afastado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-8940163218235027005?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/8940163218235027005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=8940163218235027005&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/8940163218235027005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/8940163218235027005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2011/08/mas-tche.html' title='Mas Tchê!'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-3163289169115064263</id><published>2011-02-21T21:27:00.002-03:00</published><updated>2011-02-21T21:27:52.642-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lógica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>"Associações"</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Numa Ilha Hipotética, localizada em algum lugar ao norte do Pólo Sul e ao sul do Pólo Norte, as pessoas têm a obsessão por associações. São tão obsessivas que inclusive criaram o Computador Associativo, um mainframe ultrainteligente que escaneia o tempo todo os interesses dos habitantes da Ilha, conferindo se eles não estão de fora de alguma associação a que pertençam ou se não estão ligados a uma associação com a qual não devem mais ter vínculo. Quando encontra um caso, imediatamente envia o cartão de boas-vindas, o que torna a pessoa oficialmente parte da associação em questão, ou envia um Agente que toma de volta o cartão. Não se pode recusar um convite: se você preenche os requisitos, é como se já pertencesse ao grupo. No entanto, se você deixa de preencher os requisitos, é imediatamente retirado do grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Desta forma, existem muitos grupos na Ilha. O “Clube de Golfe”, o “Clube de Xadrez”, o “Clube de Amantes de Cavalos”, o “Clube Para Pessoas Que Gostam de Morangos” etc. Existe até mesmo o “Clube Para Quem Gosta De Et Caetera”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O Governo dessa ilha, numa tentativa de incentivar a criação de novos grupos, paga ao criador de cada grupo uma quantia equivalente à quantidade de membros do grupo. Isso faz com que seja muito lucrativo criar um grupo: basta perceber uma brecha, uma ligação entre pessoas, que ainda não tenha sido agraciada com a criação de um grupo sobre isso, ir na Central de Grupos (onde se encontra o Computador Associativo) e registrar o grupo. Em questão de segundos o CA encontra todos os habitantes que podem participar e envia os cartões de sócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Um revés do processo é que os Criadores geralmente não pertencem ao grupo que criam. Eles o fazem somente pelo dinheiro. O criador do Grupo de Carne Vermelha é um vegan assumido, por exemplo. Em razão disso, existem muitos velhos ricos, avarentos e tristes que não fazem parte do grupo que criaram, às vezes de nenhum, e isso é muito ruim para eles, pois a participação em um grupo é o que rege a maioria das vidas dos habitantes dessa Ilha Hipotética; é lá que conhecem seus futuros maridos e esposas, e também é lá que conhecem os amigos que convidarão para padrinhos dos seus casamentos. Não fazer parte de nenhum grupo é uma grande tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O Senhor A. percebeu isso. Ele mesmo nunca tinha criado um grupo, participava de alguns, e estava numa pindaíba desgraçada, precisava do dinheiro. Foi então que resolveu criar um grupo, e o grupo se chamaria “Associação Para Criadores de Grupos que Não Participam do Próprio Grupo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Já vislumbrava o que faria com o dinheiro ganho quando estava se dirigindo para a Central de Associações. Entrou, explicou-se com a atendente e assinou alguns papéis. Em seguida a atendente inseriu os dados no Computador Associativo. O Sr. A. olhava tudo com olhos atentos. Quando ela inseriu os dados, pequenas lâmpadas começaram a piscar por toda a grande máquina, demonstrando a atividade que estava se desenrolando em seus circuitos internos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Depois de alguns segundos, um bipe soou e uma grande remessa de cartões de boas-vindas saíram da impressora do CA. Um grupo de Agentes irrompeu pela sala, e dividiram igualmente os cartões para todos. Se detiveram olhando para os nomes e endereços nos cartões, e em seguida todos saíram pela porta, maquinalmente. O último ia saindo quando olhou para trás e viu o Sr. A. parado admirando o processo. Voltou-se e disse “Esse convite é para o senhor”. A. achou engraçado, mas fazia sentido: ele mesmo não participava do grupo que criara, e esse é o único requisito necessário para participar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;No exato momento que A. pegou o cartão, o Computador Associativo emitiu mais um bipe, uma oitava abaixo do bipe anterior. Uma Ordem saiu pela impressora, e o Agente foi verificar. Olhou para o Sr. A. e voltou andando depressa, dizendo: “Desculpe, mas o senhor não faz mais parte desse grupo” e tomou o cartão das mãos de A. antes que este terminasse de ler os detalhes no verso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Afinal, A. tinha passado a pertencer ao grupo que criara, o que fazia com que deixasse de preencher o requisito necessário para participar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quando o Agente rasgou o cartão de A., mais um cartão saiu pela impressora do CA. Era para A. O Agente entregou o cartão para A., que o aceitou, para logo em seguida ver-se entregando de volta o cartão para o Agente, que o rasgava. Em seguida, mais um cartão saía do CA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Enquanto isso acontecia, as luzes do CA começaram a piscar mais repetidamente, e no décimo cartão o computador começou a emitir vários bipes, desodernadamente. No vigésimo cartão, quando o Agente e A. já estavam fartos da situação, uma fumaça esverdeada saiu de trás do computador, e uma sirene de emergência soou no local. Policiais emergiram das janelas, das portas e do teto, e então prenderam A. Os cartões de boas-vindas e as Ordens de Retirada amontoavam-se ao redor da impressora. A atendente, então, em uma manobra muito inteligente, deletou o grupo do computador, o que fez com que toda balbúrdia de sons e luzes parasse na hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O Sr. A. encontra-se atualmente no Presídio Hipotético, aguardando julgamento por violar as Leis da Lógica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-3163289169115064263?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/3163289169115064263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=3163289169115064263&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3163289169115064263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3163289169115064263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2011/02/associacoes.html' title='&quot;Associações&quot;'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2833632294828716157</id><published>2011-02-09T16:32:00.002-02:00</published><updated>2011-02-09T16:52:55.995-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maionese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mãe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>O Domínio da Mãe</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Depois de um ano particularmente puxado, não tem nada como merecidas férias. E, depois de já ter enjoado de não fazer nada em casa, nada melhor do que ir fazer nada com os amigos na praia, e foi o que eu fiz, porque tive um ano particularmente puxado e porque já estava enjoado de não fazer nada sozinho em casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A praia que eu fui não é bem praia, no sentido mais limitado do termo, isto é, litoral, mar, água salgada, maresia, essas coisas. Fui pra Arambaré, que é praia de água doce e, segundo o seu próprio (e por isso mesmo muito suspeito) jornal turístico, “a melhor praia da Lagoa dos Patos”. Segue um trecho do que escrevi no meu diário/registro/bloco de notas enquanto estive lá, sobre lá:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;“[falo extensamente sobre o fato de que escrevo muito mais no diário quando estou lá] [...] Existem outras propriedades interessantes nesse pedacinho de céu. Umas delas é a atemporalidade: facilmente perde-se nos dias do mês e nos da semana, 3 dias parecem todo o tempo do mundo, 2 semanas parecem passar num piscar de olhos; no fim, é tudo um emaranhado estranho de boas e alegres lembranças. [...]”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;“Outra propriedade é a do espaço. Não se tem noção de onde de fato se está. [...] Talvez a preguiça e o cansaço ajudem nessa sensação de fluidez, de harmonia com o universo, de estar no todo ao mesmo tempo do não-estar absoluto.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;“As duas facetas retiram de Arambaré a dimensão temporal e as 3 de espaço, tornando-a uma cidade-ponto que é-sempre-foi.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O resto descia para um nível absurdamente filosófico, físico e de certo modo cheirado, portanto não convém para ninguém mostrar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Lá ficamos eu e mais três pessoas, com quem passei momentos maravilhosos e únicos. Foi uma experiência interessante, pois estávamos, na prática, sozinhos. Portanto boa parte do que comíamos era preparado por ninguém menos que nós mesmos. (Às vezes a vó da minha prima fazia o almoço, mas as demais refeições eram por nossa conta). Deve existir alguma coisa, sobre a qual falarei algum dia desses (quando o “algum dia desses” chegar, terei tanta coisa para escrever que não sei se vou conseguir fazer qualquer outra coisa), que faz com que quando produzimos para nós mesmos o prazer de consumir seja consideravelmente mais interessante; mesmo lavar a louça, nesse sentido, torna-se uma atividade boa, saudável. Sentir-se inútil passa a ser insalubre, e chega a dar a sensação de claustrofobia por estar preso a você mesmo (poético, né?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Creio fortemente que o futuro mais aceitável é aquele em que as pessoas fazem suas próprias coisas, plantam sua própria comida e se expressam em uma ou mais formas de arte. É um futuro em que a simples lembrança de já ter se comprado compulsivamente, só para comprar, por causa desse superconsumismo irracional, gera em todos a repulsa que merece. Espero ver isso acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Voltando ao presente, eu estava falando sobre as atividades da praia. Elas não se limitavam à diversão, portanto, também incluíam o trato doméstico (lavar as cuecas durante o banho! Quem diria!) e o financeiro (reuniões de cúpula entre nós quatro eram freqüentes, para decidir quanto de queijo, pão, essas coisas, comprar, e para decidir quando podíamos nos dar o luxo de beber Pepsi, ou comer Trakinas).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Foi muito legal, voltei de alma lavada. De certa forma, desinfetada também, com álcool, mas isso já é outra história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Já em casa, fui fazer uma presença pra minha mãe e quis ajudar ela a fazer pastéis. Ela sempre reclamava que eu passava todo o tempo que estava em casa lendo ou no computador, nunca ajudando ela na cozinha, então resolvi ajudar, ainda mais agora que estava com toda a prática de cozinha fresquinha na mente, tendo participado da manufatura de dois rodízios de pastéis na praia. Me pus a fazer os de queijo com orégano, enquanto ela fazia a carne. Ela achou estranho, mas continuou na carne. Foi quando sugeri que ela botasse só cebola, como tínhamos feito na praia, e não botasse os outros temperos que costumava botar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;{Parênteses 1 de 2: imagina eu sugerindo uma mudança na forma de preparar comida! É o sinal dos tempos. Sempre fui familiarizado com leis físicas, leis da natureza, leis da matemática... mas sempre fui um zero à esquerda no que tange à como limpar, como varrer, como cozinhar, a ponto de muitas vezes não saber se o que eu gostava era de nata, margarina ou maionese no pão. Se alguém me perguntasse se gostava de tal ou tal tempero, aí sim, suava frio, começava a tremer as mãos e os pés, olhava com olhos suplicantes para alguém ao redor para que viesse em meu socorro, mas no geral quem perguntava logo notava minha angústia e fazia de conta que eu tinha respondido algo mais inteligente do que um “tanto faz”, ou o famoso e mentiroso “eu como de tudo, não importa”. Portanto, o evento de eu sugerir para minha mãe que não pusesse pimentão nem tomate, mas somente cebola e um pouquinho de sal, e mais do que isso, fazer essa sugestão de forma plenamente consciente, de mente limpa e certo do resultado que tal manobra resultaria, era digno, na minha opinião, de abrir um champanhe e sair pra comemorar.}&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;{Parênteses 2 de 2: ao contrário do que pensam as mulheres, nós homens somos sim sensíveis, no sentido de que sentimos o que acontece ao nosso redor. Digo isso dos homens que sejam parecidos comigo, pelo menos, mas não duvido muito que seja bem geral essa característica. O que muda das mulheres para nós, é que na imensa maioria das vezes nós não nos importamos. Se você, leitora mulher, alguma vez respondeu “não sei, tanto faz” para uma pergunta de um homem, quando na verdade sabia exatamente o que queria mas queria que ele adivinhasse o que você queria para te “surpreender” com tamanha clarividência, e em seguida se viu verdadeiramente surpreendida porque “aquele insensível” não fez o que você imaginava que ele fizesse levando em conta o que você queria, não seja injusta ao dizer que ele não sabia qual era a sua preferência. Ele sabia. Mas como você não expressou isso claramente, provavelmente ele achou que foi imaginação dele ou pensou que se você não disse claramente é porque claramente não queria aquilo de verdade, ficando desse modo a cargo do homem decidir sozinho, levando em conta somente o que ele achasse melhor. Um homem que faz sempre o que a mulher quer não é sensível; é um grande idiota.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Mas disse isso porque quando sugeri a mudança de tempero para minha mãe, logo vi que não estava agradando. O tempo fechou ao redor dela, sumiram o sol e o arco-íris, os passarinhos pararam de cantar e uma aura de insatisfação começou a girar na cozinha. Fiz de conta que não notei, e continuei nos meus pastéis de queijo com orégano.}&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Depois disso, a atmosfera da cozinha ficou um pouco mais pesada. Uma tensão claramente crescia no ar. Sentia como se a qualquer momento se rompesse a rigidez dielétrica do ar e se visse fagulhas saindo da minha mãe. Eu estava no domínio dela, não importa se estava ajudando. Não importa se estávamos em um programa legal de mãe e filho. Não importa se foram incontáveis as vezes em que ela quis que eu fizesse exatamente isso que estava fazendo. Ultrapassei os limites na hierarquia da caverna pré-histórica, no lugar onde a Mulher sempre reinou, mesmo antes de queimar seu Sutiã: a Cozinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Anos de vida em sociedade impediram minha mãe de me expulsar a vassouradas. Tudo isso eu captava com a antena da minha sensibilidade. Foi quando a antena do meu celular captou uma mensagem SMS dizendo que eu era aguardado no MSN para marcar uma festa. Minha mãe mais do que prontamente disse “Pode ir, eu cuido do resto aqui”. Com a minha antena captei também que existia duas páginas de senãos escondidos nessa permissão, e foi aí que decidi acatar o que captei, e fui pro quarto. Já tinha terminado os pastéis de queijo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Mais tarde, metade dos pastéis de carne tinham temperos a mais, mas os meus só tinham cebola. Acho que isso foi uma forma de dizer que tudo bem dessa vez, entendia, até tinha gostado, mas que não se repetisse nunca mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Eu que fique com a louça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2833632294828716157?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2833632294828716157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2833632294828716157&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2833632294828716157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2833632294828716157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2011/02/o-dominio-da-mae.html' title='O Domínio da Mãe'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-6677593519847000374</id><published>2010-11-25T16:37:00.000-02:00</published><updated>2010-11-25T16:37:59.129-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>#50 - Uou</title><content type='html'>E o quinquagésimo post me chega&lt;br /&gt;Assim, de mansinho&lt;br /&gt;Quase sem ser notado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tanta graça&lt;br /&gt;Nem trema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pode passar em branco&lt;br /&gt;Ou preto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa com um poema tal&lt;br /&gt;Tão amador&lt;br /&gt;Que só rima no final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-6677593519847000374?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/6677593519847000374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=6677593519847000374&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6677593519847000374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6677593519847000374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/11/50-uou.html' title='#50 - Uou'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2729344442004354865</id><published>2010-10-13T21:15:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T21:15:50.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='debate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mil-folhas'/><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Pois então, como estava dizendo: não tem como argumentar com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Hum-hum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Entende, simplesmente usamos partes diferentes do cérebro para pensar a mesma coisa. Quero dizer, pelo menos eu uso alguma parte do meu cérebro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Não entendi o ponto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- O ponto é o seguinte: não adianta discutir. Não serve pra nada esse monte de discussões; eu sei que eles estão errados, mas eles não notam. Se parassem para entender o que eu estou dizendo, com certeza mudariam de opinião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Hmm, acho que entendi. Passei pela mesma situação hoje mais cedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- É? Como foi?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Foi normal. Eu fui comprar uma milfolhas, você sabe, cobertura de açúcar, recheio com aquele negócio amarelo com que se faz quindim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Também não lembro o nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- ...ok. Recheio com aquele negócio, e, sabe, a massa folhada com as tais mil folhas. Eu sou particularmente tarado pela cobertura de açúcar, o resto me é até dispensável. Então, como eu dizia, eu fui comprar a milfolhas na padaria aqui perto, e pedi pra atendente da padaria...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- A padeira?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Não, acho que não. Essa é a que fica lá atrás, não vem pra atender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Ah, sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Eu pedi pra atendente da padaria o pedaço de milfolhas que tivesse a camada mais grossa de açúcar. Expliquei pra ela minha tara secreta pelo açúcar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- ...e ela te deu um tapa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Não! Quer dizer, eu não expliquei pra ela nesses termos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Hum-hum. Tá, mas o que isso tem a ver com o que eu te disse?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- É... poxa, me esqueci. Ah, não, me lembrei. Então, quando eu falei pra ela da minha predileção pela camada de açúcar, ela falou que para ela essa era a parte menos gostosa, e que quando ela comia milfolhas ela deixava essa parte inteira no prato. Eu fiquei embasbacado. Como podia alguém não gostar da parte do açúcar? Ainda mais uma profissional da área! Ela dizer isso era praticamente um argumento de autoridade, eu não tinha muitas armas com as quais ir contra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- De fato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Bem, me recompus e vim-me embora com aquilo na cabeça. Cheguei em casa e me decidi a entender como alguém poderia não gostar. Sério, enquanto comia eu saboreava a parte do açúcar e as outras partes, me esforçando por encontrar alguma falácia no sabor, alguma inconsistência lógica que justificasse o gosto da atendente da padaria. Queria entender como era possível não gostar do açúcar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- E aí?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- E aí que eu agora não suporto mais a parte do açúcar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Ué, mas por quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;- Porque eu entendi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.capitalgourmet.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/mil-folhas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.capitalgourmet.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/mil-folhas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Certos debates não irão nunca a lugar nenhum, porque ambos os lados da questão estão mais interessados em vencer o debate do que em mudar de opinião caso se descubra que a própria opinião é equivocada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que você acha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2729344442004354865?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2729344442004354865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2729344442004354865&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2729344442004354865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2729344442004354865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/10/dialogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-7722628561545279251</id><published>2010-09-23T17:41:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:41:13.396-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autor convidado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Autor Convidado - Marcus V. de Oliveira Gomes</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Caso vocês não saiam muito de casa, não tenham acesso à televisão ou internet, eu tenho uma notícia para lhes dar: nós vivemos num mundo dividido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;De uma lado, temos delírios de pessoas que estudam e trabalham. Se houver algum outro verbo em meio a esses dois, é lucro. Delírios consumistas, o motor de uma sociedade que se importa mais com o lucro e luxo do que com o próprio progresso. Uma sociedade programada, onde a liberdade é uma utopia jamais conquistada. Somos condicionados. Tudo o que desejamos, o que almejamos, nós somos treinados para querer. Somos, até agora, uma geração sem expressão na história. Não vivenciamos alguma grande guerra, não sobrevivemos alguma grande crise que deixou todo mundo na miséria, nem derrubamos algum grande ditador ou presidente corrupto. Não temos a nossa face, a nossa marca. Não temos os nossos "anos 80" nem nosso "woodstock".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Do outro lado temos uma força nova, com um poder que não imaginamos, mas fazemos alguma ideia. Um terror inimaginável que cresce e se espalha, tomando novas formas e proporções. São essas as pessoas que passam a vida inteira de bunda pra cima rezando pra um ser imaginário. Uma alienação de mentes em massa que aterroriza quem? O nosso lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;E essas são as duas grandes massas que formam essa guerra fantasma. Duas facções de alienados, explorados, pequenos seres iludidos que não podem sequer imaginar que a existência ou não deles não fará a mínima diferença na ordem do universo. Somos egoístas em pensar que somos uma raça importante. Não pensamos quando travamos guerras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;E em meio a esse caos, há os outros. E eu te pergunto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;... e nós?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Esse texto foi escrito pelo Marcus, que escreve no blog I Only Own My Mind, muitíssimo recomendado por mim, ;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;Muito obrigado pela participação, xará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;Abraços pra todos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-7722628561545279251?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/7722628561545279251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=7722628561545279251&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7722628561545279251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7722628561545279251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/09/autor-convidado-marcus-v-de-oliveira.html' title='Autor Convidado - Marcus V. de Oliveira Gomes'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-4141247232230860096</id><published>2010-09-11T23:53:00.003-03:00</published><updated>2010-09-11T23:57:03.708-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Pra não deixar passar</title><content type='html'>Em um dia fatídico como hoje, eu não poderia deixar de escrever alguma coisa.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, o dia 11 de setembro é a prova cabal de duas coisas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a) o argumento &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_nauseam"&gt;ad nauseam&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;e a lavagem cerebral funcionam;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;b) a fé move montanhas. E derruba prédios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraço!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que Alá esteja com vocês!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-4141247232230860096?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/4141247232230860096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=4141247232230860096&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4141247232230860096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4141247232230860096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/09/pra-nao-deixar-passar.html' title='Pra não deixar passar'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-3756567038846538119</id><published>2010-09-08T23:21:00.000-03:00</published><updated>2010-09-08T23:22:44.449-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Fogo nos Olhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;As discussões sobre direitos e igualdades entre os homens são sempre eventos interessantes e estimulantes, como a maior parte das discussões filosóficas. Mas, por outro lado, e ainda como a maior parte das discussões filosóficas, elas podem levar a alguns becos sem saída, algumas verdades que comem o próprio rabo (também conhecidas pelo nome musical “paradoxo”) e outras coisas que devem ficar uma maravilha na feijoada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Todos concordam que ninguém é mais do que ninguém, que todo mundo deve ser tratado igual, que somos todos iguais e que julgar os outros é errado. Isso é uma verdade universal, veio escrita na pedra e todos devem aceitar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A hipocrisia, é claro, é um mal humano e também devemos aceitá-lo. Eu sempre tentei não julgar ninguém, sempre esperar o melhor das pessoas e de um modo geral pressupor que todos que eu não conheço são pessoas interessantes. Mas não dá, não sei se porque eu sou muito cricri e vou ser um velho solitário que só conversa com as enfermeiras no asilo, ou se porque a maioria das pessoas é desprezível mesmo, mas é dessa forma que as coisas me parecem agora: algumas pessoas simplesmente não estão conectadas ao mundo como as outras. Algumas pessoas tem aquela centelha nos olhos, a fagulha de consciência que demonstra que ela está funcionando em ressonância com os demais ao redor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Essa coisa sutil de que falo é um sentimento que às vezes tenho em relação a algumas pessoas. Não se trata apenas de inteligência, ou apenas de esperteza, ou apenas de consciência*; essas pessoas são aquelas que têm uma boa conversa, que dão a impressão de terem sido crianças curiosas (e, por isso, terem crescido com essa característica). Elas estão em equilíbrio entre o mundo de cá, que todos partilhamos, e o mundo de lá, que é de cada um de nós separadamente. Ou o mundo de fora e o de dentro, depende o ponto de vista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;As pessoas que não tem essa faísca no fundo dos olhos são as “outras”. Não tenho vocabulário para expressar o que acho exatamente delas. É só que simplesmente elas parecem ser personagens fracos de uma novela escrita por um amador; são puramente reativas, suas ações podem ser facilmente previstas a partir dos estímulos que recebem; são aquelas que são sempre manobradas** nas discussões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ter que lidar com gente assim é uma das coisas que me enfudece a paciência, mas isso é assunto para outro post.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Eu me sinto um pouco mal por pensar assim – me impaciento com as pessoas “apagadas”, porque acho uma afronta pessoal elas passarem pela vida tão a passeio, e porque não me sinto superior o suficiente para simplesmente ignorá-las – mas não consigo evitar. E isso também pode vir em outro post.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Acho que já desabafei o que estava querendo escorrer pela orelha. Olhar o horário político me faz pensar muito na natureza humana e, entre outras coisas, me assustar com o quanto algumas pessoas se esforçam para serem vermes. Espero ter passado bem a ideia da centelha, é algo que me acompanha já desde antes do horário político.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;*A consciência que falo aqui é aquela de se estar presente quando se está fazendo algo. Talvez não o tempo todo, porque em alguns momentos nos obrigamos a fazer algo mecanicamente; mas (e isso também me deixa puto) determinados indivíduos parecem viver a vida inteira no piloto automático.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;**Essa manobra não quer dizer que eles têm a vontade manobrada. Quero significar aquelas pessoas que ou nunca mudam de opinião ou nunca têm uma opinião. Os “café-com-leite” que ninguém leva realmente a sério, cujos insultos ninguém acata, cuja ausência ninguém lamenta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-3756567038846538119?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/3756567038846538119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=3756567038846538119&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3756567038846538119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3756567038846538119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/09/fogo-nos-olhos.html' title='Fogo nos Olhos'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2172036094402875474</id><published>2010-08-10T23:54:00.000-03:00</published><updated>2010-08-10T23:56:49.581-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='harry potter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crepúsculo'/><title type='text'>Modinhas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Que mundo feliz seria um em que quem lesse esse título não entendesse de primeira sobre o que eu quero falar. Os mais vividos talvez pensaram naquelas musiquinhas, cantigas cantadas com violão e tal, da infância, mas os mais urbanos sabem que me refiro a algo mais atual. As modinhas são essas idéias (memes, diria Richard Dawkins) que pegam rápido, e que logo desaparecem, mas não sem antes deixar alguns estragos cerebrais pelo caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O exemplo mais antigo de que lembro é Harry Potter. Eu mesmo fui e sou um fã ardoroso da série, mas só posso responder por mim, que sei que li a série do bruxo adolescente e que gosto dela não apenas porque o resto do mundo também gosta, mas porque gosto do ritmo de leitura dela e porque a escritora de fato escreve bem. A maioria dos fãs, no entanto, não leu por causa disso; leu porque virou moda ler Harry Potter.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Mais tarde, ainda me detendo ao âmbito literário da coisa, a série chegou ao sétimo livro e acabou. Os editores mais espertos perceberam a óbvia vaga de nicho que a série deixou ao abaixar os 200 graus de febre, e vieram numerosas tentativas de atingir novamente o público-alvo, dos quais o relançamento daquele livro sobre um bruxo de óculos que tem uma coruja (só que esse voa em um skate; acho que é Livros da Magia, *ACHO*) e a Trilogia da Aliança (Eragon, Eldest, Brisingr) são só duas que me vieram na cabeça agora. Foi isso até que...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;...até que uma escritora(?) mórmon, deitada confortavelmente em sua cama a noite, teve um sonho em que via um casal conversando. O homem era um vampiro que brilhava ao sol, a mulher era na verdade uma garota que estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele. No dia seguinte ela começou a escrever a série Crepúsculo. Pegou. Volto a ela mais tarde, porque não é só de literatura de que vivem as modinhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;As modinhas também ocorrem na música, e aqui estão intimamente relacionadas com o vestuário de quem escuta. Primeiro eram os metaleiros e maloqueiros; a seguir os góticos; então os emos; seguindo estes, os “happyemo” e os coloridos, que eu já nem sei mais se não são ambos a mesma coisa. Cada grupo teve suas bandas favoritas (e efêmeras) e costumes favoritos (precisa dizer da duração também?).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Não tenho nada contra nenhum deles, no geral, até porque pelo Politicamente Correto ninguém pode ter nada de grave contra ninguém mesmo, mas o que me chama a atenção é a de que muitos dos que seguem essas modas só o fazem por... por algum motivo que não sabem. Talvez os primeiros metaleiros de fato gostariam de experimentar uma vida sem medo de dor; os demais vieram ser metaleiros como desculpa para acabar com a voz fazendo guturais e bater em homossexuais a noite. Os primeiros emos estavam mesmo chateados com a individualização nefasta (rá!) que os avanços tecnológicos nos trouxeram, e procuraram mesmo a emoção em um mundo cada vez mais racional; mas os demais se tornaram emos porque queriam ser diferentes, porque queriam mostrar para todo mundo como gostavam de Simple Plan e de NxZero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Dos coloridos nem se fala. Esses eu não consigo visualizar como um grupo que começou com os “de verdade”. Mesmo os primeiros já eram coloridos por quererem ser diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;{ Os hippies queriam um novo estilo de vida, menos consumista, menos guerra, mais amor. Os comunistas brasileiros queriam o fim da ditadura, mais democracia, menos ganância, mais justiça. Os jovens de hoje querem o quê mesmo?}&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Não quero ser o dono da verdade aqui, até porque criticar modinhas também é modinha, de certa forma. Pelo menos no Orkut (que era modinha, agora virou essencial; Twitter, formspring e assemelhados vieram tentar fazer o que o Orkut fez, mas não tiveram tamanho êxito), onde também havia, por exemplo, a modinha das comunidades dos trechos de livros (geralmente Harry Potter ou Crepúsculo), e agora tem a das comunidades “enumeradoras”: 10 coisas para se fazer na aula, 100 formas de criar uma modinha, 947 verdades sobre Chuck Norris. Eu estou na do Chuck Norris, me dobro de rir das piadinhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Como eu dizia, não quero ser o dono da verdade. Nunca escutei Cine, Restart, Justin Bieber e outras bandas coloridas para dizer se é bom ou não, mas também não tenho interesse. Independente da qualidade, por quê as criaturas se entregam a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BXfEBlmd5xY&amp;amp;feature=related"&gt;esse tipo&lt;/a&gt; de fanatismo? Ou no caso de Crepúsculo, &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=19536870"&gt;esse tipo&lt;/a&gt;?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;(voltando aos vampiros purpurinados, como eu disse que faria)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Não é uma série ruim, ela te prende e faz ter vontade de ler mais, como o Dan Brown faz. Dizem que ele tem um Gerador Dan Brown que produz histórias (mistérios antigos + teorias novas + sociedades secretas + o mundo depender disso), mas vende. Crepúsculo também, do ponto de vista “técnico” de escrita é ruim, mas as pessoas gostam. Eu mesmo só parei de ler porque me anojei da série, porque virou modinha e tal. Harry Potter ainda tem algumas reflexões sobre a morte, idéias profundas sobre o que é a amizade e tramas lógicas; em Crepúsculo o que tem é ignorado por quem lê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A pergunta que fica é: POR QUÊ fazem tanto sucesso essas séries e essas bandas que, embora não sejam ruins no fim das contas, não perdem em nada para outras coisas do tipo? O que leva os fãs a serem tão (aparentemente) descerebrados e rebeldes, mesmo com tanto acesso a informação, educação, com tantas facilidades?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A resposta (a parte mais difícil do texto), eu deixo com você, leitor fiel, meu irmão camarada. O que você acha?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2172036094402875474?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2172036094402875474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2172036094402875474&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2172036094402875474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2172036094402875474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/08/modinhas.html' title='Modinhas'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-4723853672957411288</id><published>2010-07-23T00:26:00.000-03:00</published><updated>2010-07-23T00:27:52.508-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maionese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Férias de Inverno</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Não são muitos os que ainda vêm aqui, e eu mesmo sou um blogueiro insensível que não tem passeado pelos blogs amigos nem para dar um oi (até o ponto em que é possível “vir” até um site, “passear” por blogs ou “dar um oi” pela internet; mais estranho que escrever isso é saber que não geraria estranheza nenhuma se eu não comentasse), mas, para os alegres leitores que ainda estão aí, ou para os que acabaram de chegar, meu muito obrigado por estarem onde estão. É muito bom saber que tem alguém que lê o que eu escrevo, mesmo que seja raramente que ambas coisas aconteçam (eu escrever e alguém ler o que eu escrevo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Uma teoria científica é diferente da ideia que geralmente se tem de “teoria”, algo hipotético e frágil. Uma teoria científica é uma explicação de alguma coisa, que consegue dizer corretamente como essa alguma coisa vai se comportar se você fizer ela ser estimulada de determinado jeito. Uma teoria científica é sempre inocente até que se prove o contrário, ou seja, enquanto não aparecer uma teoria melhor, é a antiga que prevalece; como, pela lógica, novas teorias são sempre mais próximas da Verdade do que as teorias antigas, o que acontece é que se uma teoria, hoje, é tida como correta, ela provavelmente está correta mesmo, a menos que apareça algum gênio com uma ideia melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Por exemplo. Até o início do século passado ninguém pensava se o tempo passava rápido demais ou lento demais; todo mundo tinha o mesmo tempo, sem choro. Mas então veio Einstein com a Relatividade e tocou todo o conceito de tempo imutável no lixo, pisou em cima da lixeira, tocou fogo no que restou e espalhou as cinzas em uma sala escura, onde entrava um filete de luz pela janela, e deu uma aula sobre o movimento browniano das partículas de poeira por lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Aí as coisas fizeram sentido. Afinal, não era possível que, com um tempo imutável, o tempo parecesse tão curto de manhã quando você está atrasado pra sair ou tão longo quando você está louco para voltar para casa. Ou porque o caminho fica três vezes mais longo quando você está cansado, apesar de ter de fazer o mesmo caminho todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Mas como isso é só uma teoria (das boas, mas ainda assim com as imperfeições inerentes às criações humanas), já estão querendo desbancá-la. Atualmente o submundo dos cientistas está fervendo atrás de uma Teoria de Tudo, algo assim que explicaria desde por quê o universo se expandiu assim e não assado até por quê a graça da programação de TV de domingo tende à zero. Uma das teorias que surgiram, julgo eu, em uma reunião de físicos teóricos, em que deve ter rolado muita marijuana e etcéteras (muitas etcéteras), é uma que simplesmente gospe no tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Na verdade, segundo essa teoria, o tempo não existe, é apenas uma relação entre as coisas. Tipo o dinheiro, que não tem valor algum em si, mas serve para comparar coisas que tenham valor; só faz sentido dizer que um par de tênis custa R$100 porque a gente sabe quanto custam outras coisas. E essa é uma explicação de um leigo que leu uma explicação um pouco menos ruim em uma revista que fez um apanhado geral sobre o assunto, ou seja, a quantidade de verdade que você está lendo nesse parágrafo é inversamente proporcional ao que seria exigido em um texto sério. Portanto, se quiser algo mais confiável, leia a Scientific American (desse mês, eu acho).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Agora eu consigo pelo menos justificar para mim mesmo por que os trabalhos que meus queridos professores me deram para fazer nas férias ainda não estão feitos. Eles, aparentemente, não estão sabendo das reviravoltas científicas e acham que eu sou totalmente capaz de dilatar o tempo e assim fazer tudo dentro do prazo; mas, como agora já sei, eu nunca tive tempo de fazer trabalho algum, por que o Tempo não existe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Ai, essa Física Moderna ainda me mata.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Vou ir dormir umas 10 horas, que, mesmo que não existam, serão bem agradáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-4723853672957411288?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/4723853672957411288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=4723853672957411288&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4723853672957411288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4723853672957411288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/07/ferias-de-inverno.html' title='Férias de Inverno'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-7681582947942093218</id><published>2010-06-12T03:26:00.001-03:00</published><updated>2010-06-12T03:36:24.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade colorida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolucionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criacionismo'/><title type='text'>Nem preto, nem branco: cinza</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em tempos mais felizes de ignorância e rudeza, o homem tinha mais liberdade. Não sei a mulher, mas o homem tinha. Tinha toda uma tribo de opções para copular, e sem apego. Mas veio a Evolução e determinou que os casais que tivessem relações sexuais também deveriam ter relações emocionais, assim tendo mais chances de cuidar dos seus rebentos até que esses, por sua vez, estivessem em idade suficiente para afogar o ganso e passar adiante os genes da monogamia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E aqui cabe um salve pro pessoal da Xurupita. Eu sou um defensor ferrenho da Evolução, face às teorias pseudo-científicas que fazem tanto barulho dizendo que existem falhas no evolucionismo, desde o criacionismo mais bitolado, passando pelo criacionismo “episódico” até o mais enfeitado Design Inteligente. Só não sou mais militante porque me foi demonstrado empiricamente, obedecendo a um método científico, que eu não conseguiria manter um bom círculo de amizade caso virasse um desses fanáticos que não conseguem guardar o riso para o interior, que sentem sempre necessidade de polemizar, geralmente em momentos pouco oportunos. A maioria das pessoas vai seguir feliz a sua vida, mesmo que não se evangelize ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;desevangelize&lt;/i&gt; elas. O que eu quis dizer, mas acabei não dizendo pela emoção do momento, é que apesar de ser um partidário da evolução, acho que ela errou feio em instituir o casamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bom, feito o salve, retorno aos momentos felizes. E eram mesmo. Antes da Evolução meter o bedelho, a vida era uma festa: enquanto não nos matávamos caçando, nos matávamos em orgias selvagens, sem pudores, sem valores morais, sem roupas. Se tivesse sido inventado o vinho, lá estaria ele também. Mas não. Surgiu o namoro e o compromisso de cuidar de uma fêmea por vez. Game over, fim da festa Neandertal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não fosse a fundação do namoro, não existiria casamento, nem separação. Nossa, não existiriam as ex’s. Gente: não existiriam sogras. Isso, vocês terão de concordar comigo, é argumento suficiente. Mas enfim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A maior parte dos problemas que temos hoje deriva daí. Sem o seu pilar mais fundamental que é a família, o governo não existiria, não poderia nos roubar nem zoar com nossa cara. Outras organizações, trabalho, escola, toda essa parafernália que usamos para dar algum sentido a nossa existência, para sanar a carência de que a Evolução nos impingiu ao cortar parte de nossa felicidade, não estariam aí. Zero por cento de estresse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É claro, falarão, esses são maus necessários. O trabalho dignifica o homem; o estudo enleva o espírito; o homem é mais homem quando vive em sociedade. E eu concordo. Confraternizar com Baco o dia inteiro deve ser interessante, mas há algo que falta aí, alguma coisa na nossa cabeça não acha isso suficiente, decerto essa dúvida tenha sido plantada pela própria Evolução, como forma de evitar que se fizesse o que faço hoje aqui: falar mal de alguma escolha dEla. Que seja. Ela estava correta, ou pelo menos suponho que estava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas nós não somos joguetes do destino. Estamos aí não só como peças no jogo, mas como participantes, que jogam também. Todos ao mesmo tempo, sim, gritando e falando juntos, sim, como em um pregão da bolsa. É o jeito. Mas inventamos a camisinha, o anticoncepcional e outros artigos de lazer. E notamos algumas coisas que o compromisso sugere: a) estando com alguém, acaba-se criando por esse alguém aquilo que chamamos de Amor, com letra maiúscula, e diz-se que isso é ótimo, perfeito, imaculado, idolatrado, salve, salve!, e também, no caso de não haver amor, pelo menos pode haver o resto; b) estando-se com alguém, você só pode estar com esse alguém; c) estando sozinho, pode-se estar com quem você quiser; d) geralmente, quando você está sozinho, nunca encontra ninguém para estar com você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É a história da grama verde do vizinho. O homem é um eterno insatisfeito, que sempre quer mais. E por isso inventou aquilo que provou ser mais útil que o transistor, mais bonito do que eu, e não é um pássaro, não é um avião e nem o Super-Homem. É o relacionamento aberto. Vulgarmente conhecido como amizade colorida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Une o melhor de dois mundos, e satisfaz os insatisfeitos. Em um mundo de mente aberta como o nosso, vai estar cada vez mais presente, vocês verão. Os nossos antepassados se orgulhariam de nos ver hoje: evoluídos o suficiente para reinventar os modos de nos relacionarmos uns com os outros, de certa forma retornando às antigas, e apesar de toda a desconcentração que isso gera, ainda manter vivos a Física Quântica, o Cálculo Diferencial e Integral e a série Lost, criações supremas da mente humana, outrora acorrentada a um parceiro pelo resto da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um abraço aí pra todos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-7681582947942093218?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/7681582947942093218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=7681582947942093218&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7681582947942093218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7681582947942093218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/06/nem-preto-nem-branco-cinza.html' title='Nem preto, nem branco: cinza'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1277436328473647794</id><published>2010-05-25T00:42:00.001-03:00</published><updated>2010-05-26T23:14:07.716-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='douglas adams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>42</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2560, AD.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois da roda, da lâmpada, do laser e do desodorante roll-on, a invenção mais útil da humanidade foi a viagem no tempo. Os seus criadores jamais poderiam ter imaginado que um dia seria usada tão largamente como hoje, para os mais variados fins. Claro que, por necessitar-se de uma grande quantidade de matéria exótica para manter o buraco de minhoca aberto tempo suficiente para viajar no tempo e por ser a matéria exótica tão difícil de ser obtida em um universo chato como o nosso sem altíssimas quantidades de energia, os únicos que conseguem pagar por uma viagem são aqueles que têm dinheiro suficiente para alugar uma estrela e extrair, a partir dela, toda a energia necessária. Uma vez podendo-se viajar no tempo, basta voltar consideravelmente e abrir uma conta-poupança no seu próprio nome para que no futuro (o seu presente) você tenha (com os juros sobre juros sobre juros) todo o dinheiro que um dia você sonhou em ter para manter ativa a sua máquina do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Resolvido o problema do “como fazer”, as pessoas se voltaram para o problema mais interessante de “o que” fazer. Então as possibilidades encheram os olhos de todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dentre elas uma bastante interessante foi também o fim das reuniões de terapia em grupo como as conhecemos. As terapias de grupo consistem em uma pessoa ouvir o problema da outra e consolá-la, talvez até ajudá-la a resolver seu problema; quanto melhor uma entender a outra, mais fácil de resolver o problema. Ora, quem é que conhece você melhor do que ninguém? Você mesmo! Ou seja, conversando consigo mesmo você tem muito mais chances de resolver o seu próprio problema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para isso os viajantes do tempo faziam o seguinte: alugavam uma sala e ficavam sozinhos nessa sala o tempo que achassem suficiente para uma reunião ser bem-sucedida; ao fim desse tempo, voltavam no tempo até o início da reunião, onde se encontravam consigo mesmos; então, ao fim dessa reunião, voltavam ao início novamente, onde se encontravam com outras duas versões de si; e assim sucessivamente, quantas vezes se quisesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse macete nem sempre era usado com o objetivo de uma melhor terapia. Vladmir Tempobobalhov, o Muito Multiplexado (como é mais conhecido), que o diga. Em 2483 ele promoveu um jogo de futebol em que era, simultaneamente: o árbitro, os 11 jogadores de cada time, os bandeirinhas, os vendedores de cachorro-quente, os câmeras, os técnicos, o locutor, os gandulas, os animadores de torcida, os guardas e todos os 200 mil torcedores. O jogo terminou em 4 x 2 para o time dele. Ele é até hoje reconhecido mundialmente como o exemplo final de organização, autodisciplina e, por ter vivido o jogo uma vez em cada lugar possível, envelhecendo 40 anos no processo, burrice.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outro uso que não poderia ter passado em branco, a humanidade sendo assim tão libidinosa, foi a auto-orgia. Esse fetiche é também chamado de eufilia, ou mais musicalmente de euísmo. Consiste, como deve ter ficado claro, em voltar no tempo para manter relações sexuais consigo mesmo, ou com vários “consigos mesmos”. Isso levantou questões polêmicas entre os mais radicais. Por exemplo: “Quem volta no tempo para fazer sexo consigo mesmo é homossexual? Está se masturbando?”. Depois de dias quebrando a cabeça com isso, os radicais decidiram finalmente deixar essa dúvida de lado, voltar no tempo e se foder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Algo comum foi as pessoas tentarem voltar no tempo para mudar algo que tivessem feito de errado. Não deu certo. Não deu certo porque a) geralmente só pioravam a situação e b) a Matemática envolvida em alterar o rumo da História é tão complexa que o Universo, quando se depara com esse tipo de problema, simplesmente dá as costas e continua se esforçando em Não Fazer Nenhum Sentido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso tudo se refletiu, também, na criação de provérbios novos, como, por exemplo “deu uma de Tempobobalhov”, quando alguém faz uma idiotice, ou o muitíssimo moralizador “não faça a si mesmo aquilo que você não quer que mais tarde você acabe fazendo consigo mesmo”, de certo modo alertando para os perigos do euísmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A idéia aqui não é fazer sentido, e se você achou alguma inconsistência na lógica toda, parabéns, você tem cérebro. Se não se importou, parabéns, tem senso de humor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A idéia, na verdade, é fazer com que ninguém esqueça a sua toalha hoje, 25/05, dia Internacional da Toalha, em homenagem a um dos seis caras mais fodas da história: Douglas Noel Adams, o verdadeiro DNA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque tudo depende da flexibilidade do rabo do jacaré.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;Adendo: não sei como, mas eu (sim, eu) acabei esquecendo que dia 25/05 também é o Dia Internacional do Orgulho Nerd. Nerds do mundo, parabéns! (entretanto o post continua adequado, hehehe)&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1277436328473647794?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1277436328473647794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1277436328473647794&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1277436328473647794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1277436328473647794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/05/42.html' title='42'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2386899648120867726</id><published>2010-05-16T02:26:00.001-03:00</published><updated>2010-05-16T02:28:30.553-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>No Geral, Nada Útil</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Identificar padrões é uma habilidade bastante admirada quando se trata de competição entre espécies: o grupo que souber melhor quando vai chover, abrir sol, ou quando a manada de mamutes de carne suculenta vai estar mais desprevenida e portanto souber o momento crucial para atacar e encher a barriga das famílias do clã por alguns dias, é o grupo que terá mais chance de prosperar e ser feliz nesse mundo indiferente e insensível. Rotular situações e coisas foi, pois, muito importante para nós até aqui, e continua sendo, mas alguns exemplares de homo sapiens levam as coisas meio além do satisfatório, e isso não é satisfatório.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse costume se traduziu, em uma versão moderna, na padronização maluca da revolução industrial. Se “tal jeito” funciona, que todos façam desse “tal jeito”. Criou-se a ilusão de que existia um jeito único de fazer determinada tarefa; esse jeito é o mais lucrativo, menos trabalhoso e que traz todo o benefício que todo dono de fábrica quer: dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ou seja: o belo é magro. O descolado é irresponsável. O homem é ignorante, bruto, forte. A mulher é submissa, delicada, tem peito, bunda e gosta de sexo. Etc (parênteses: acho lindíssima a expressão latina et caetera. Deve ser porque é proparoxítona. Adoro proparoxítonas. Fecha parênteses).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um viva para quem bitola a mente desse modo. “Bem aventurados sejam os inocentes, pois deles é o reino do céu”, ou algo assim, estou citando de cabeça. A ignorância é uma bênção, mas nesse caso (e em muitos outros), prefiro pensar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por que se pensa que um ateu não pode freqüentar um grupo de jovens cristãos? É preciso acreditar em tudo que “é preciso” acreditar para ser bom? Afinal, fé é ou não é pré-requisito para se ter ética e senso moral?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mesmo se aplica a uma hipotética situação inversa. Por que uma pessoa religiosa, que baseia suas crenças religiosas na fé, não poderia acreditar nas questões baseadas na razão? Não são só pontos de vista diferentes, são campos de pensamento diferentes, são formas de pensar diferentes. Qualquer intromissão de uma nos assuntos da outra é criminosa ou contraproducente, e todos deveriam saber separar as duas coisas. Quando um crente tenta provar a criação do mundo em 7 dias, é porque ainda não entendeu o que é fé; quando um intelectual acha que agradecer a Deus pelo dia ou pela refeição é perda de tempo, é por que ainda não entendeu os poderes do sentimento de gratidão, e porque esquece-se das limitações psicológicas de ser um humano. Mesmo que não faça sentido, se isso fizer a pessoa se sentir bem e “funcionando” melhor, já está aí um sentido pronto; não é irracional, só que é racional em um ponto mais fundo da coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um outro caso de padronização que me ocorreu agora, por nenhum motivo, foi o dos menores. Poxa, o que custa me deixar, digo, deixar entrarem menores em festas noturnas? Sabe, 16 anos é quase 18 (16 foi um número qualquer, nada a ver com o fato de ser a minha idade). E (agora sim, é sério), quem disse que um ser humano de 18 anos é mais responsável que um de 16? Eu sei que se fosse permitida a entrada de menores de 18 em todas as festas, seria um caos, por que no geral os menores de 18 são sujeitos escrotos com pouco ou nada de cérebro, que vão estragar a diversão (às vezes não muito sadia) dos mais velhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, mimimi adolescente. Mas hão de concordar comigo que é foda ser considerado um delinqüente em potencial só porque todos os outros adolescentes o são. Excluído de dois modos: de um pelos adolescentes que são de fato delinquentes em potencial e de outro pelo resto do mundo, que pensa que eu sou um delinqüente em potencial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas não há o que fazer. Quando eu ultrapassar a barreira etária mágica que separa os que podem e os que não podem beber bebidas alcoólicas (bebidas essas que em excesso continuam matando os neurônios, mesmo que quem as beba tenha mais de 18), eu também não deixarei a ralé menor de 16 entrar nas minhas festas, por mais altos que sejam seus QI’s.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah, estou com sono. Me desculpem se eu ofendi alguém, as vezes não é a intenção. Mas no geral, se ser considerado um idiota “que não entende Deus” ou um inconformado que reclama da vida for o preço por eu estar sendo eu mesmo, está valendo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E tá barato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2386899648120867726?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2386899648120867726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2386899648120867726&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2386899648120867726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2386899648120867726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/05/no-geral-nada-util.html' title='No Geral, Nada Útil'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1698358443846651862</id><published>2010-05-08T02:55:00.001-03:00</published><updated>2010-05-08T02:57:18.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='garotas'/><title type='text'>Deficiência</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Deficiência, segundo o dicionário, é uma “imperfeição, falta, lacuna”. Deficiente, então, é alguém que tem alguma característica ruim que foge ao normal, comum, da maioria. Um cego, por exemplo, é alguém em que falta a visão, no surdo a lacuna é a audição, no deficiente mental a agilidade nas ideias, o discernimento etc.&lt;br /&gt;Mas aqui eu quero falar de uma deficiência mais sutil, que me atormenta desde antes que eu a percebesse. Não consigo gostar de outra pessoa.&lt;br /&gt;O que, é claro, tem suas exceções. Minha mãe, por exemplo, é uma pessoa que eu amo, que é essencial para mim, e portanto está fora disso. Meus amigos, a quem dispenso um amor diferenciado e lindo também podem se considerar fora de perigo, por que eles também estão no meu coração. Quando digo que não consigo gostar de alguém me refiro àquele amor de que os poetas falam, àquele amor de suspirar por alguém que está longe (ou perto; não sei se o suspiro deixaria de vir com a pessoa ao lado).&lt;br /&gt;Eu olho os outros, amigos e conhecidos, todos com suas namoradas. Tão bonito, as relações simbióticas que se formam, um fazendo parte do outro, ambos se amparando e sendo uma referência firme num mundo de conceitos moles. Um é “essencial” para o outro, como eu falei da minha mãe e dos meus amigos. Só que com a mãe é diferente: ela está lá desde sempre, e há algo no amor de mãe que sempre foi e sempre será, por mais que se brigue e se discuta ela nunca deixa de ser mãe. Com os amigos também é diferente: embora sejam próximos, eles apenas fazem parte da nossa vida, não compartilham da “mesma” vida, como nas simbioses que eu falei ter visto entre os meus amigos e suas respectivas namoradas.&lt;br /&gt;É aí que eu chego na parte da choradeira, que você leitor estava torcendo para que não chegasse, que fosse apenas uma brincadeira. Até suponho que estranhem eu estar falando de um assunto assim tão próximo da Terra, esquecendo por um momento as questões transcendentais da religião (fiz um retiro por esses tempos, onde pude constatar que o meu ateísmo é firme, forte e está aí para ficar; mas que, porém, não me impede de ser não só tolerante em relação à religião de modo geral, como também tratá-la de forma utilitária para fins de bem-estar psicológico [ponto pacífico: felicidade, bem-estar e prazer é diferente de realidade e verdade; pode-se ter as primeiras mesmo aceitando as segundas]) e da ciência. Mas é que esse (a deficiência) é um assunto em que tenho pensado muito ultimamente.&lt;br /&gt;Eu quero ter alguém próximo de mim, com amor verdadeiro. Coisa de filme. Coisa de menininha, podem dizer, só que para mim é um avanço e tanto assumir essas coisas.&lt;br /&gt;O ruim, o porquê de eu achar que tenho essa deficiência, é que eu não acho a pessoa que pode preencher essa lacuna. Existem muitas meninas bonitas, muitas simpáticas, a maioria já tem namorado, nenhuma que me inspire a “simbiose”. Pode ser porque eu penso no significado de “para sempre” e “eterno”. Pode ser porque eu sou individualista demais e não admito que alguém entre na minha vida. Pode ser porque nenhuma parece ser boa o suficiente. Pode ser porque eu sou imaturo e não consigo lidar com a responsabilidade de ter o sentimento de alguém nas mãos.&lt;br /&gt;Pode ser por uma miríade de coisas. E não sei por qual delas é realmente. Só sei que esse sentimento me falta e que na busca por ele muitas pessoas (que não têm a mesma deficiência que eu, que tem facilidade de se entregar) saem machucadas. Eu quero um pouco de constância nesse mar de hormônio e um pouco de chamego nesse mundo de espinho. (poético, né? Deve ser o fundo do poço.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem seis bilhões de pessoas no mundo. Três bilhões são do sexo feminino. Matematicamente é impossível que entre elas não exista uma que dê certo comigo. Mas e se eu já a conheci e deixei passar? Certas coisas são únicas na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro por aqui, antes que eu deprima algum leitor, que tem os próprios problemas com os quais se entristecer. Se quiserem deixar algum conselho, ou mesmo um oi, deixem nos comentários ou me mandem um e-mail, ;’)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1698358443846651862?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1698358443846651862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1698358443846651862&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1698358443846651862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1698358443846651862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/05/deficiencia.html' title='Deficiência'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-5504877448078097962</id><published>2010-04-04T02:18:00.000-03:00</published><updated>2010-04-04T02:19:02.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='páscoa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Páscoa</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para alguém que se presta a escrever sobre assuntos tão áridos quanto a lua (vide post anterior) ou o Nada (espalhado quase uniformemente por todos os posts anteriores), impossível esquivar-se de escrever sobre qualquer assunto que seja mesmo só um pouco importante; que dizer, então, de uma grande comemoração religiosa/comercial como a Páscoa? Dela, evidentemente, eu tenho que falar.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é segredo, ou pelo menos não deveria ser, o fato de que eu não sou lá a pessoa mais religiosa do mundo. Minha visão sobre a religião é às vezes agressiva (quando em relação aos 11’s de setembro que acontecem pelo mundo), mas na maior parte das vezes é compreensiva, levemente zombeteira. Então se você sentir-se ofendido com algo daqui, poxa, morda-se de raiva. (risos)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Páscoa Cristã refere-se - como todos nós estamos cansados de saber devido àquelas aulas sutilmente proselitistas que tínhamos no ensino fundamental em que a “tia” nos ensinava a rezar antes de comer pedindo fartura e depois de batermos no nosso colega, pedindo perdão - à Ressurreição de Cristo, que descarta apresentações. Como a suposta ressurreição (a morte eu consigo aceitar; a ressurreição é mais complicada...) ocorreu no período do Pessach, em que os judeus comemoram a sua fuga do Egito (segundo a Wikipédia), acabou que os acontecimentos se misturaram na mentalidade das pessoas e como a Igreja Católica, como instituição, é mais poderosa $$$ que o Judaísmo, o que nos chegou na pré-escola foi a comemoração da renovação, do tempo de fazer a faxina na vida (Papa says: esqc u êxodo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem o chocolate aí no meio, óbvio, porque evitar que alguém queira ganhar dinheiro em cima de uma data é tão impossível quanto alguém ressuscitar e em seguida subir aos céus. Mas vai saber, né.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A idéia aqui é aquela velha idéia que eu sempre retomo com todos: vamos pensar sobre o que é isso. Independente da nossa concordância ou não sobre os detalhes absurdos, todos devemos parar e analisar a nossa vida em busca de coisas em que devemos morrer; situações que já deram o que tinham que dar e que precisam que nós nos renovamos, subamos aos céus e vejamos tudo sob (ou sobre?) um ângulo diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É pra isso que serve a religião. Sem uma data dessas, quando que o Seu Zé faria uma reflexão dessas? Talvez ele fizesse, mas nem todos fariam. Como verdade absoluta (no sentido racional de “verdade”, que é no fim das contas o que conta) a religião não presta, mas se a tomarmos por um lado mais utilitário, como no parágrafo anterior, aproveitando a data para refletir (e comprar chocolate), temos todos muito a ganhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Boas reflexões, e uma Feliz Páscoa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-5504877448078097962?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/5504877448078097962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=5504877448078097962&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5504877448078097962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5504877448078097962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/04/pascoa.html' title='Páscoa'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-9027303263444292122</id><published>2010-03-18T01:17:00.002-03:00</published><updated>2010-03-24T16:13:10.468-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Inspiração Lunática</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitos nascerão e muitos morrerão antes que se descubra tudo que há para se descobrir a respeito da inspiração. De onde vem, pra onde vai, o que fazer para que ela nos sorria quando olhamos em sua direção pedindo, suplicando, mendigando idéias... Por que é triste ter a vontade, mas não ter uma idéia em cima da qual trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A lua, por exemplo. Quantas pessoas já escreveram a seu respeito? Quero dizer, ela deve ter alguma coisa mágica, pois de tudo já foi falado a seu respeito. Mundo de queijo, paraíso dos ratos; parceira dos enamorados (nos romances água com açúcar em que pesaram a mão no açúcar); arquiinimiga dos lobisomens, ou pelo menos era, até antes da Stephenie Meyer vampirizar com as histórias de vampiros e lobisomens, com essas histórias tão divulgadas e supervalorizadas que circulam pelos adolescentes. Sim, há uma referência a lobisomens “de verdade”, em alguma parte do quarto livro, só que isso não redime de forma nenhuma o que essa monstra fez com o Drácula.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como eu dizia, a lua deve ter algo de mágico. Basta pegar uma cadeira e se sentar em uma noite de céu limpo e lua visível para se ter uma experiência religiosa contemplando o astro mais brilhante do firmamento noturno. O fato de que não tem luz própria, e que depende do sol para que o vejamos, é só uma de suas infinitas possibilidades de filosofar, pensando a respeito de ser dependente, de não ter “luz” própria, de estar sempre eclipsado por outra pessoa...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu é que não caio nessa. Sou como um drogado que está tentando se recolocar na sociedade, então tento não provar muito do meu vício, que é o pensamento maionesístico. Divertido, dá até um barato... mas hoje não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que me proponho é algo mais leve. A minha metadona, se me permitem dizer assim. Algo meio científico, por que disso não me privo, nem quero me privar, mas ainda assim com um pé na realidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois bem. Girando a uma distância de aproximadamente quatrocentos mil quilômetros da Terra, esse pedaço de pedra pesando 73 sextilhões de quilos tem a audácia de nunca nos mostrar a bunda. O seu período de rotação é igual ao de translação, ou seja, a face que vemos da lua é sempre a mesma. O que teria do outro lado da lua é uma questão interessante e fecunda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estaria lá o Papai Noel lendo as cartinhas das crianças famintas da África? (ponto para quem disse que o lado científico da coisa e a minha promessa de me manter longe da maionese terminaram no parágrafo anterior) Ou o Coelhinho da Páscoa, fabricando ovos? Os chineses (ou os japoneses, mas isso tampouco importa) acreditam (não que todos acreditem; com isso quero dizer que isso é uma crença tradicional de lá. Até porque, caso se tratar dos chineses, há um bocado deles pelo mundo, muito chinês meeeesmo, e seria bobice achar que todos acreditariam na mesma mentira, mesmo que às vezes aconteça) que na Lua estão vários coelhinhos fazendo bolinhos de arroz. Posso imaginar, contudo, que a imagem verdadeira hoje seria a seguinte: o Coelhinho da Páscoa, há muito vampirizado (não como os lobisomens) pelo capitalismo e consumismo desenfreado (ver EUA, em qualquer enciclopédia), desenvolveu um gosto excessivo pelo dinheiro, esquecendo mesmo do sexo com a Coelhinha da Páscoa, que morreu de desgosto. Vendo que não conseguiria produzir sozinho o que a demanda pedia de ovos de chocolate, ele hoje explora o trabalho dos coelhos chineses, obrigando-os a fabricar seus ovos de chocolate ao invés dos bolinhos de arroz que há tanto produziam. Dizem que ele planeja alcançar o público adulto, nas próximas páscoas, desenvolvendo mais a idéia dos licores de chocolate, uma mistura exótica com o saquê feito com o arroz excedente (tipo, pararam de fazer bolinhos; alguma coisa tem que ser feita com todo aquele arroz) que deixaria meio mundo bêbado. O Papai Noel faria parte do setor de qualidade, estando portanto impossibilitado de dirigir seu trenó.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez, em uma visão menos pascal-imperialista da coisa, no lado escuro da lua exista uma cidade de seres lunáticos que desconhecemos. Os moonies. Grandes prédios, carros voadores, portas giratórias, tudo muitíssimo bonito, em aço inox ou em algum tom de branco. A cidade seria pequena em questão de largura, mas ela poderia muito bem entrar Lua adentro, em um complexo sistema de cidade subterrânea. Tudo isso seria ainda mais impressionante por que os moonies, grandes moonies, tem só uma perna saindo de um corpo peludo e fofo, do qual um olho (apenas um), sempre com um olhar melancólico e pidão (ver Gato do Shrek, não confundir com Gato de Schroedinger), perscruta o ambiente em busca de uma criança que possa afagar os seus pelos macios e sedosos. Eles nunca acham, e esse é o porquê do olhar melancólico. Como eles construíram tudo aquilo é a pergunta chave para entender por que isso tudo seria impressionante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Existe ainda a possibilidade de existir, bem no meio do outro lado da lua (assumindo, é claro, que esse outro lado exista), um senhor grisalho, barbudo, olhar profundo de Eu-Sei-Tudo-E-Entendo-A-Sua-Inquietude, túnica branca como a lua, apoiado em um cajado de madeira e sentado em cima de um baú onde, como imediatamente se percebe, estão trancados todos os Segredos e Respostas. Onde está a ilha de Lost? Onde está o padre dos balões? Onde está aquela menina desaparecida? Onde está Wally? O velhinho sabe. Seu nome (o do velhinho) é Arnoldo, e quando questionado sobre como respira se na Lua não tem atmosfera ele só sorri e balança a cabeça, como fazem as pessoas que não escutam muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De todos os mistérios trancafiados no baú do velhinho, ou no cofre dos arquivos empresariais do Coelho, ou na mente dos moonies, um que nunca terá resposta, ou que terá mas que muitos nascerão e muitos morrerão antes de descobri-la, é sobre a inspiração. Não dá, ela é um Grande Mistério. De onde vem, para onde vai...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só sei que falar da lua funciona.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-9027303263444292122?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/9027303263444292122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=9027303263444292122&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/9027303263444292122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/9027303263444292122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/03/inspiracao-lunatica.html' title='Inspiração Lunática'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-306937544741706613</id><published>2010-02-21T00:35:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T00:36:07.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Mundinho Grande</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Venho notado algo ultimamente. Aliás, vocês estão bem cientes de que eu tenho notado muitas coisas desde que eu comecei a escrever aqui, e talvez não estejam cientes de que muitas das coisas que noto eu não chego a publicar, pondo a seu escrutínio, mas isso também acontece, apesar do seu desconhecimento. Ainda não consegui condensar minha visão de mundo em uma frase só, e sempre que tento explicar em mais de uma frase a tal visão, a coisa toda acaba saindo um pouco do controle e no fim o melhor é ir deixando um pedaço aqui e outro ali, para que no fim os sensíveis e inteligentes leitores acabem percebendo o que eu acho da Vida, do Universo e do Resto. Quem não perceber, poxa, lamento, mas a seleção natural é um processo cego, automático e totalmente lógico, que nada tem contra quem ela não beneficia, e nada a favor de quem ela não se desfaz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E como eu dizia, venho notado algo ultimamente. “Ultimamente”, como em muitas das outras vezes que eu notei algo, é aproximadamente nos últimos 16 anos. E dessas vem, pasmem, não é algo tão complicado de explicar. Pode ser um pouco de entender, mas já falei sobre isso no primeiro parágrafo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mundo tem ficado cada vez menor, e no entanto cada vez maior também. Menor por que agora eu já consigo olhar em cima da mesa sem subir em uma cadeira, e menor por que o mundo agora não termina mais onde termina minha casa, entendem? Perceber isso é um trabalho e tanto, apesar de nos parecer fácil, agora que já percebemos isso cada um em seu tempo. Talvez muitos dos problemas que as pessoas alegam, aqueles internos cuja culpa não pode ser relacionada diretamente com o mundo em, venham do fato de uma percepção errada das coisas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando olhava a mesa por baixo, tudo estava ao redor e por cima, ainda que eu estivesse protegido pelos meus pais, e os problemas pra lá do muro não eram problemas, eles sequer existiam. Hoje, embora minha mãe ainda esteja lá, não é mais a mesma coisa, por que agora eu já posso olhar os problemas de cima (aqui está o grande lance; alguns depressivos não percebem o poder que tem de segurar as rédeas dos próprios problemas, de dar significado ao próprio tempo) e ela tem os problemas dela mesma para segurar. O mundo não acaba no muro, mas não é para te amedrontar, só para possibilitar o seu crescimento no trato com as outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem, eu não espero que entendam, mas é que eu precisava externar isso. O recomeço das aulas é na terça, junto com um compromisso importante do coral que participo, e ambas as coisas (estressantes se eu não tomar o cuidado de focá-los do modo que tentei mostrar acima) me fazem pensar nisso tudo, e em mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sei, não é culpa de vocês que eu tenha a compulsão de tentar entender a mente humana e a minha própria, então por que postar aqui para vocês lerem? “Esse é o mistério da nossa fé”, ok?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-306937544741706613?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/306937544741706613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=306937544741706613&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/306937544741706613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/306937544741706613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/02/mundinho-grande.html' title='Mundinho Grande'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-7555524976345436797</id><published>2010-02-17T03:42:00.000-02:00</published><updated>2010-02-17T03:43:07.740-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>O Homem</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso tudo começa com um homem saindo de casa para ir ao trabalho, em um dia qualquer. E quero aqui que vocês notem que, se eu não der maiores informações acerca desse homem, vocês provavelmente já criaram nas suas mentes uma imagem dele. Se não criaram, é porque já foram longe demais na luta contra preconceitos inexistentes, e se distanciaram perigosamente da realidade, a ponto de desenvolverem algum tipo de patologia que não é minha obrigação determinar. Então, pelo bem da saúde mental de vocês, admitam que vocês têm, sim, alguns preconceitos, e que a imagem do homem que vocês criaram nas suas mentes não depende do que eu disse e sim daquilo que vocês previamente estabeleceram do que é um homem normal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, por que o homem de cuja casa saiu, no início do texto, é um homem normal. Aparência normal, vida normal, trabalho normal, itinerário normal. Para ir ao trabalho, ele toma um ônibus normal, desses com dois faróis, grandes rodas, muita inércia, inércia o suficiente para não conseguir frear a tempo de atropelar vocês, caso vocês se atravessem na frente dele. Mas não se preocupem, não haverá sangue nesse texto, isso aqui não é um começo de um gancho retomado mais a frente, embora ficasse legal se o fosse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O ônibus normal, em que adentrou o sujeito normal de que falei, pode ser diferente conforme a imagem que vocês já tem de um ônibus normal. Ainda mais por que ninguém, exceto eu, sabe em que época e horário essa história está se desenrolando. Por exemplo, se for manhã, como de fato é (já estou lhes adiantando), haverão várias pessoas indo trabalhar, vários estudantes indo estudar, essas coisas. O humor das pessoas seria diferente caso eu especificasse se isso aqui se trata de uma história na segunda-feira, ou na terça-feira, assim por diante. Os alunos, também, poderiam não estar ali caso isso tudo se passasse em um momento de férias, mas eles estão. Alguns deles estão com fone de ouvido, escutando suas bandas sem conteúdo, outros estão só fazendo aquilo que estudantes fazem de melhor: nada. Se o ônibus estiver no caminho de uma escola um pouco melhor do que a média, ainda haverá um deles lendo um livro, e os outros estarão escutando algo um pouco mais inteligente. Caso o ônibus passe em uma escola ainda melhor, não haveriam estudantes dentro dele, pois eles teriam ido de carro, não é? Enfim, esqueçamos os passageiros, fato é que o importante é que é um ônibus normal, em um dia normal, época normal, horário normal, no qual um sujeito normal entrou. De fato, ele é o único passageiro que nos importa. Deu oi ao cobrador, que lhe devolveu um rosnado e o troco; o homem pensou que o cobrador está de mau humor por ainda ter todo um dia de cobranças e de trocos e rosnados, e pensou também que no fim do dia o cobrador estaria de mau humor por que o dia foi ruim. Mas isso já era problema do cobrador mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem andou e sentou em um assento vazio. Nenhum de nós acorda com vontade de emplacar uma conversa com um desconhecido em um ônibus, ainda mais quando todos os desconhecidos estão sendo deliberadamente ignorados pelo narrador. E se algum de vocês acorda assim, fiquem sabendo que será um milagre estatístico você se sentar do lado de outra pessoa como você, então se segure antes de entrar em uma conversa constrangedora repleta de silêncios igualmente constrangedores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem, enquanto olhava pela janela o movimento passivo das árvores e das casas, pensou nos seus próprios problemas. Não é de se espantar, em um ônibus cheio do vazio das pessoas, que um homem normal pense nos seus problemas. E agora ele percebe, como percebe em todas as vezes em que pensa nos seus problemas, que o remédio é tentar ser mais ativo nos problemas em que se encontra. Deixar de ser como a paisagem, que se move por causa do ônibus e não o contrário. Tem que deixar de ser tão flexível, a ponto de não delimitar a própria opinião, como tem feito por tantas vezes que agora nem sabe se consegue reverter o costume. Mas não quer se tornar inflexível demais, a ponto de ser um chato. E vê, mais uma vez, que a arte de viver está aí, encontrar nesse degradê de cinzas o cinza correto, nem preto nem branco demais. E também vê que tem que decidir melhor quais situações ele deve ser frio, em quais deve ser terno, para deixar de ser tão morno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O homem olhou então ao redor, para os outros passageiros, aqueles que decidimos ignorar. Quais deles pensavam nisso? Será que era só ele que tinha dessas? Será que os outros não as tinham por já saberem, por já terem tido, ou são eles paisagem, e nem sabem que existe a possibilidade de pensar sobre isso? Ele não sabe. Prefere então pensar no seu próprio raciocínio, e depois de cansar dele, decide pensar no seu trabalho, que a propósito, já está a chegar perto. O homem puxa a cordinha, dá tchau para o motorista, que acena da forma mais profissional e masculina que consegue, e desce para ir para o seu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No caminho nós o perdemos de vista, por que já agora ele nos é só como era os passageiros do ônibus, e não nos interessa mais seus pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não se devem fazer suposições de comparação entre mim e o homem normal. Uma que nem me considero homem; na hierarquia da tribo, ainda sou um garoto. Embora as amigas da minha mãe falem “nossa, já está um homem” elas não comentariam isso de alguém que considerassem de fato um homem, mas enfim. Outra por que o que se passou foi tudo invenção, alegoria para expor pensamentos que venho tendo; se sobre minha própria vida, tira a graça se contar. É a mágica do eu-lírico, do personagem com sentimentos e tal. São poucos os sentimentos do personagem, todos simples, por que, poxa, não se pode esperar outra coisa de um personagem criado por um garoto que já não é lá essas coisas no que diz respeito a sentimento, que dirá de expressar-se. Se não consigo esbofetear o meu interlocutor com aquilo que sinto, por carregá-lo na cara, supõe-se nisso um defeito? Ou uma característica?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu é que não sei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vou nessa que está na hora do ônibus. Por que é assim que termina, comigo voltando para casa, ou algo assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-7555524976345436797?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/7555524976345436797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=7555524976345436797&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7555524976345436797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7555524976345436797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/02/o-homem.html' title='O Homem'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-5855863200150340511</id><published>2010-02-09T02:19:00.000-02:00</published><updated>2010-02-09T02:20:53.218-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nostalgia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>O Passado</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesses tempos em que o presente não passa de uma longa espera calorenta por scraps novos no Orkut e o futuro não reserva, no geral, nada além do início das aulas, atemorizantes, eu estive pensando no passado, quando a visão era mais curta e não abrangia os problemas a todo o momento. Ainda hoje consigo alguns segundos dessa tranqüilidade, mas logo em seguida essa panorâmica mental acaba lembrando-se das intempéries do mundo, e mais uma vez entra em parafuso. Diferente de antigamente, quando era preciso esforço para expandir essa vista, e “amadurecer”... Não sou superior a ninguém, ninguém é, para dizer que seria melhor ter continuado inocente e sem entender o mundo assim como entendo hoje, mas tenho autoridade o suficiente para duvidar de que o que aconteceu tenha sido o melhor. Se não tivesse acontecido, teria sido tudo diferente, fato, mas diferente quanto?&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas então. Estava pensando no passado, quando saía com minha mãe e meu pai nos domingos, para ir nas cachoeiras de Dois Irmãos, cidade perto da minha. Essa lembrança é antiga o suficiente para ter aquelas névoas nos cantos, para não ser precisa e leal com a realidade, já que as memórias envelhecem com a gente, e mudam um pouco no processo. Acho muito interessante que essas lembranças, essas que guardamos de criança, sempre estão associadas com um sentimento. Como uma cor, ou um cheiro, que está presente na lembrança, mas ainda assim diferente, por que cor e cheiro se sentem com os olhos e com o nariz, e sentimentos... apenas se sentem. Por exemplo, quando meu pai andava na beira de uma cachoeira, enquanto eu e minha mãe olhávamos com admiração e ansiedade. Essa lembrança tem cheiro de “meu pai é herói”, cor de “amor protetor materno”. A placa que está logo atrás, onde está escrito “é bonito, mas é perigoso; cuidado com as corredeiras”, que com certeza tinha algum erro de português que na época me escapou, ainda conserva o sentimento de “vocês que se matem afogados, contanto que paguem a entrada antes de morrerem ou deixem a carteira à vista”. E assim por diante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como eu dizia, conforme o tempo passa as lembranças vão mudando. Aqui eu poderia dizer que elas mudam de “essência”, ou de “formato”, mas estaria mentindo se dissesse algo tão simples. Conforme o tempo passa, as lembranças continuam dizendo aquilo que diziam, mas não estão mais ali, como estavam antes, só sobrou o buraco que elas deixaram na mente, o encaixe como de uma chave. Só tem o formato antigo, e você preenche com os materiais da imaginação, abusando dos projetos das outras lembranças, menos alteradas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na tal lembrança, ainda, só lembro de um céu laranja, e de sentir que está logo na hora de ir para casa. De querer ir aonde meu pai estava, ao mesmo tempo que queria que ele saísse dali antes que escorregasse e me deixasse órfão de pai. Eu tinha muito medo disso, desde sempre fui dado a reflexões perigosas. Mas não aconteceu, na ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A lembrança do meu pai, um ser humano, não um cenário ou um episódio como com a cachoeira, é ainda mais estranha. Era um herói, como disse antes, honesto, correto, inteligente, engraçadíssimo quando queria, muito cricri, estressado como eu serei se não mudar, extremamente amoroso com a família, sempre presente. Quando ele estava junto de amigos, não mudava, tinha sempre o mesmo caráter, mas com os amigos ele se tornava tão... humano, sabe? Na época eu ainda não sabia que ele também era um ser humano. Tinha vaga idéia de que ele não sabia voar, nem conseguia puxar um Boeing 737 com os dentes, mas a sutileza da mente infantil não é passível de explicação, apesar dos esforços meus e de todos que sentem a necessidade de explicar o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, além de pensar no passado, pensei também nisso que disse no parágrafo anterior, e nas idéias seguintes inevitáveis. Por que na época que meu pai era vivo eu era criança e minha mente hoje só mantém os alicerces morais daquele tempo, quase todo o resto já foi mudado. Se conservo ainda alguma noção residual que criei naqueles dias, conservo sem querer. Alguma coisa que meu pai ou minha mãe me disse naquele tempo que eu nem sequer cogitei não ser totalmente verdade, mas que se parar para pensar melhor não condiz com o resto que eu sei... entendem? Mas acho que esse tipo de memória eu quase não tenho mais, mas pelas suas próprias características, eu não saberia se tivesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E estou me desviando do assunto. Continuando, como dizia: além do passado, pensei também no que disse no parágrafo anterior (que, agora, é o anterior ao anterior). Por que como eu era diferente ao que sou hoje, talvez eu não esteja tão certo sobre como meu pai era. Me diziam que ele era inteligente, mas eu não era lá essas coisas de esperteza então, o que significa que pela perspectiva talvez meu pai não fosse tão inteligente como dizem. Memórias objetivas escasseiam, a respeito dele só tenho aquelas lembranças de que falei, como fendas de chaves.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que dizem a respeito das memórias que temos dos entes queridos que morrem, é que quando conhecemos uma pessoa nós criamos um profile dessa pessoa na nossa cabeça, onde guardamos tudo que temos e sentimos em relação a ela; quando ela morre, não entendemos a morte totalmente. Afinal, a uma aceleração de 9,8m/s², em quanto tempo uma simples palavra, “morte”, teria energia suficiente para acabar com todo um dicionário de palavras que construímos sobre uma pessoa, todas elas dizendo que ela ainda vive? Pois é. A partir daí vem a noção de vida após a morte, a sensação de que a pessoa ainda está por aí, olhando por nós, de que ela não deixou de existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No dia em que tiraram a vida do meu pai em um assalto, iniciou-se em mim um processo que me distanciou cada vez mais daquilo que eu era. Mudei idéias, valores, mudei eu. Por causa daquele dia, não sei se hoje o que penso sobre meu pai condiz com a realidade, sei que não importa, pois sei que independente do que eu sei, ou não sei, ele foi um grande homem. Mas eu não tenho mesmo como saber, isso é uma questão em que a única posição possível mesmo é algo como o agnosticismo, o “saber que não tem como saber”, e saber que a única coisa boa que provém disso tudo é entender os próprios limites. Por mais que progredirmos, certas questões ficarão para sempre nos instigando a continuar a procurar a resposta, eternamente escondida. E são elas que importam de fato, são elas que nos mostram que as intempéries do mundo são coisas minúsculas, perto do resto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E foi mais ou menos aí que eu parei de pensar, não por achar ter ido longe demais, mas por achar ter ido longe o suficiente para haver ainda mais mudança aqui dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-5855863200150340511?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/5855863200150340511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=5855863200150340511&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5855863200150340511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5855863200150340511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/02/o-passado.html' title='O Passado'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1781346486433409173</id><published>2010-02-01T02:10:00.003-02:00</published><updated>2010-02-01T02:13:54.142-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Sou fã, dã.</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nunca fui muito fã de nada, quero dizer, nunca fui daqueles fanáticos xiitas que amam alguém ou algo acima de tudo, que pintam o rosto com as cores do time, que tem cartazes de bandas ou que se vestem como os ídolos da tevê se vestem. Talvez nunca fui um desses pelo medo de não ter opinião própria e, paradoxalmente, não ter opinião nenhuma. Por exemplo, eu li muitas vezes Harry Potter, todos livros da série, até chegar a saber a história de frente pra trás, de trás pra frente, da metade pra diante, enfim, mas não me sentia bem sabendo que outros 300 milhões de fãs também o faziam, de forma que quando alguém ficava sabendo que eu gostava de Harry Potter achava que eu o fazia por que era modinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Daí eu deixei de ser fã, até por que eu lia outras coisas, abria a mente, ao contrário de muitos fás por aí que usam aquelas coisas de cavalo que eu nunca lembro o nome, muito coerentemente, aliás. Mas daí também tive de tomar o cuidado de não entrar na modinha de “não gostar de HP”, como existem pessoas que fazem, por que, afirmam, é coisa de criança, não é literatura de verdade, “é um lixo”. A esses o mundo os rotula de pseudointelectuais, e não existe adjetivo que mais me afeta que esse, me sinto um lixo quando alguém insinua algo assim para mim, me sinto pior que o cocô do cavalo do bandido de filme B.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora, e aí me encontro em mais um daqueles paradoxos cotidianos em que muitos se encontram, mas poucos tem a coragem (coragem?, eu quis dizer ousadia, loucura, falta de bom senso) de comentar isso com outras pessoas, por que isso não é impessoal o suficiente, porque ao trazer esse tipo de loucura pro meio do diálogo é capaz de alguém perceber que não consegue entender o que o outro fala. E atestar a própria ignorância é algo que todos temem, inclusive eu, como dito no parágrafo anterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O paradoxo é o seguinte (nem tem paradoxo nenhum aí, se procurar atentamente não há uma verdade que morda o próprio rabo nem nenhuma lógica com realimentação perigosa): não tem como saber quem está com a razão em uma discussão; enquanto a outra pessoa não concorda com você, você tende a achar que essa pessoa ainda não entendeu a sua posição, e isso também pode ser abordado pelo outro lado, ou seja, você só não concordou com a pessoa com a qual está discutindo por que ainda não entendeu o ponto de vista dela. Pense em algo em que você discorda de alguém; se essa pessoa entendesse o seu ponto de vista, você acha que ela continuaria tendo uma visão diferente da Verdade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Trazendo agora para o exemplo que eu dei, como sempre, mostrando que eu tenho uma péssima habilidade de exemplificar, e que no fundo eu só complico com as coisas (como era mesmo que o Chacrinha falava?). Existem os que gostam de Harry Potter (ou Crepúsculo), e existem os que acham que Harry Potter (ou Crepúsculo) é mau-escrito / idéia ruim / extremamente “feito para vender” / coisa de jovem / modinha. Ninguém, nunca, sob circunstancia nenhuma, no planeta Terra, ou pelo menos num Universo que tenha uma Lógica como a nossa, vai poder dizer quem desses dois grupos está certo. Os que gostam desses best-sellers dirão que os críticos não tem base o suficiente para criticar, que não sabem sobre o que estão falando, que são pseudointelectuais (deusolivre). Os que não gostam dirão que os fãs dos ditos livros bem vendidos são passivos do Sistema, que não sabem o que é um bom livro e que há algo errado nesse mundo capitalista consumista em que uma porcaria de roteiro como Crepúsculo vende.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Claro que se pode continuar avançando nessa helicóide (sempre avança em Y, passando pelos mesmos lugares em X, ou seja, aumenta a consciência mudando de lado da discussão várias vezes, no melhor estilo de “eu supunha saber que você sabia que eu pensava que você conhecia exatamente o quanto eu sabia que você tinha conhecimento sobre o que passava pela minha cabeça”), com um crítico voltando a hastear a bandeira do fanatismo, ou um fanático hasteando a bandeira da Crítica, sei lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como sempre, não sei se fui tão claro quanto eu sempre pretendo ser; e não fui tão claro quanto é possível, fato. Gosto de botar as coisas como eu gosto de botá-las, e não como elas ficam melhor apreciáveis, por que esse modo nem sempre carrega o sentido que eu quero que carregue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para os muitos que acham que perderam cinco minutos da vida em um texto sem pernas nem cabeças (sim, no plural), uma mensagem puramente explícita (e muito mais simples que a mensagem até aqui): não leiam somente best-sellers; eles são bons, muitos são ótimos, alguns são só bons lances de mercado, mas a maioria presta; agora, se ater a eles e não ler nada além deles é no mínimo jogar fora a oportunidade de aprendizado e diversão que a vida é, com tantos livros bons a espera de serem lidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;PS: hora dessas eu escrevo sobre o que eu realmente queria escrever, e tento não sucumbir à tentação de prolongar o que era pra ser só um parêntesis na introdução, [risos].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1781346486433409173?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1781346486433409173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1781346486433409173&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1781346486433409173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1781346486433409173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/02/sou-fa-da.html' title='Sou fã, dã.'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1035646131772694434</id><published>2010-01-07T03:39:00.003-02:00</published><updated>2010-01-07T03:42:37.297-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ano novo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='racional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='promessas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Happy Two Thousand Ten. Or Twenty Ten. Or Whatever.</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais um ano se passou. Foi, como alguns dos seus antecedentes, o melhor até então exceto pelos seus defeitos o que, é claro, faz com que qualquer coisa seja a melhor de sua própria maneira, como o leitor lógico poderia apontar. Mas apesar dos pesares, foi um bom ano, muitos crescimentos e muitas perdas. Já falei em outra oportunidade sobre como é estranho ter que esperar um ciclo para analisar a vida, então nem vou comentar sobre o fato de que todo mundo está fazendo promessas agora, sendo que a única coisa que aconteceu foi que um planeta azul-esverdeado insignificante deu uma volta completa em um sol amarelo igualmente insignificante, e também não vou nem comentar no comentário sobre o fato de que não tem motivo nenhum para “começarmos” o ano nesse ponto da translação do nosso planetinha, e seria até mais legal e coerente com as atuais Divagações Em Copenhague da vida, se o ano começasse em 1° de abril, e não em 1° de janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas eu já desisti de lutar sem propósito por um mundo inteiramente racional, &lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;que não veja sentido em coisas que não têm sentido e que não invente propósitos para as babaquices que têm que ser feitas graças à nossa carga genética repleta de resquícios dos tempos das cavernas. Comer, com a tecnologia atual (ou com a tecnologia de aqui alguns anos) poderia ser substituído por, sei lá, pastilhas supervitamínicas que suprissem nossas necessidades energéticas; dormir poderia ser substituído por alguma coisa que limpasse nossa cabeça a cada período de 24 horas; aprender ficaria mais fácil com um chip na cabeça; mesmo o sexo poderia ser deixado de lado, se aprendêssemos a fazer in vitro, além da inseminação, também a gestação. Esse último item, como vêm, é um bom exemplo de por que não devemos pensar tão racionalmente (sexo nunca deixará de ser sexo). A emoção nos mantêm unidos à nossa humanidade, e viver totalmente sem ela não é lá uma escolha muito feliz. Comer, dormir, aprender e fazer sexo talvez mudem com o passar do tempo, mas quem o faz (nós) não muda, só o suficiente para deixar de agüentar ficar, por exemplo, uma semana sem internet.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Espero sinceramente que nesse ano tudo de bom ocorra a todos nós, e que a mensagem que eu sempre passo para todos (conhecer sempre mais e refletir são o caminho para uma vida mais plena de sensações e de felicidade no geral) possa realmente ultrapassar as barreiras cotidianas que existem entre as mentes das pessoas (no caso, a minha e a de vocês) e ultrapassar ainda a barreira inesperada que existe na minha estilística às vezes truncada, que nem sempre leva a compreensão de quem lê em primeiro lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que me lembra das minhas promessas para esse novo ciclo irracional: ser menos ranzinza com as pessoas, o que engloba também refletir antes de dizer as coisas que não podem ser desditas; ser mais observador e manter a língua no lugar mais seguro para ela, ou seja, dentro da boca, sempre que possível e suportável; dar importância maior para as coisas que têm importância maior; ser, genericamente, o menos desagradável que eu conseguir com os outros; continuar lendo de tudo, não é possível saber se há algo que você não conhece se você não procurar por esse algo (quando você achá-lo, já não será desconhecido, o que te propõe a continuar a busca); e por último, mas não desimportante, nem de maneira alguma fechando a lista já que esse lista contem com certeza muitos elementos omissos e que eu não vou me lembrar mesmo, tentar sempre melhorar a escrita, no que diz respeito a escrever para mim e também no escrever para os outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem, caros, era isso que eu queria escrever hoje, e está aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bom 2010 a todos, que todos os seus desejos e mesmo as coisas boas que vocês esqueceram-se de desejar lhes aconteçam nesse novo ano que começa depois do Carnaval (até lá, bom Limbo de Férias Escolares para vocês!)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1035646131772694434?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1035646131772694434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1035646131772694434&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1035646131772694434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1035646131772694434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2010/01/happy-two-thousand-ten-or-twenty-ten-or.html' title='Happy Two Thousand Ten. Or Twenty Ten. Or Whatever.'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-8385617009934520165</id><published>2009-12-24T00:54:00.001-02:00</published><updated>2009-12-24T00:55:59.868-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='otimismo'/><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Mais um final de ano chega, com todos as suas festas, despedidas, promessas, amigos-secretos, presentes, apelos comerciais e reuniões familiares e de amigos. Muita gente vai brigar por causa do último pedaço do chester, muita gente vai brigar por que não tem pedaço algum de chester pra comer, mas todos são, de alguma forma, atingidos pela magia natalina. Por que isso? O que tem essa data de tão importante e comovente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Há uns 2500 anos, quando o reino davídico de Judá existiu, os judeus estavam certos de que Deus era o juiz do mundo, e que ele castigava os infratores e beneficiava os bons e justos ainda em vida, na forma de bênçãos ou maldições, dependendo o caso. (seja o que for que eles considerassem bondade ou justiça, na época). O que aconteceu-lhes, em seguida, pôs em cheque algumas de suas crenças sobre justiça: todos eles, judeus bons e judeus maus, sofreram quando o seu reino foi destruído pelos caldeus. O azar da guerra não escolheu quem atingir: atingiu quem estava mais perto e mais indefeso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Mas eles não largaram suas crenças. De alguma forma, para eles, Deus tinha que restabelecer o equilíbrio e lhes dar de volta o reino que tiveram, lhes dar de volta uma “Era de Ouro”, como era chamada a época antes da destruição do reino. Começou a crescer a crença de que Deus enviaria um rei que seria bom para eles e que faria o reino crescer novamente, e por isso muitos falavam da vinda do Messias (ou seja, “o ungido”, já que o rei era ungido com óleo como parte do ritual de entronização). Divagações sobre como seria a nova Era de Ouro mantinham as pessoas esperançosas a respeito de suas vidas; você também acreditaria no que lhe contassem se essa crença lhe fizesse agüentar a vida desgraçada que você levaria lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Por algum motivo irracional (existe algum racional?), os judeus foram perseguidos então, o que só fez aumentar a crença em um futuro dourado. Surgiu também a idéia de que o rei que os salvaria seria o Filho do Homem, como diz-se no Livro de Daniel. Mais tarde, houve um popular pregador da Judéia, João Batista (o próprio), cuja mensagem dizia que estava próximo o dia em que o salvador chegaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;E dessa forma a expectativa de que alguém chegaria pela porta de emergência com um extintor de incêndio divino era grande e bem difundida, e não tardaram a aparecer os candidatos. Houveram vários, mas um em especial se salientou em relação aos demais, por efetivamente ter juntado seguidores (os outros não levaram a nada). Seu nome era Jesus de Nazaré.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Se ele nasceu de uma virgem, se ele era realmente filho de um ente superior, se ele realizou milagres (puxa, imagina transformar água em vinho!), enfim, se o que falam dele é verdade, isso não me compete concluir. Muitos falam a favor e muitos contra, mas o que ninguém pode negar é a sua mensagem. Apesar de ter sido morto como um perigo para a ordem pública, por que nenhum governante é bobo de deixar vivo alguém que boa parte do povo considera como sendo aquele que vai acabar com o domínio daquele que boa parte do povo considera como sendo um tirano sem escrúpulos, sua mensagem de paz era simples e verdadeira: fazer o bem sem olhar pra quem, como uma parenta minha falava. Suas lições de altruísmo e bondade precederam Gandhi em uns dois mil anos, e de alguma forma ele conseguiu convencer bastante gente disso, apesar do atraso da época.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;O Natal é a época em que todos nós devemos parar e pensar no que aquele fulano falou, e no que muitos depois dele falaram também. É uma época para repensarmos nosso conceitos de moral e de ética, e de repensarmos nossa vida como um todo. Se estamos fazendo tudo o que poderíamos fazer, se estamos fazendo algo que seria melhor que não fizéssemos, essas coisas. Pelo certo deveríamos fazer isso todos os dias, a todo momento, mas temos o costume de não apreciar a beleza de um jardim sem especular sobre as fadas que nele se escondem. Acho, pessoalmente, que a religião é um freio, mas acho também que analisando impessoalmente ela traz mais benefícios do que danos. Não fosse ela, ninguém pararia para pensar na mensagem pacifista de um revolucionário milenar, e muito menos fariam as reflexões conseqüentes de pensar sobre isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Por essa e por outras, camaradas, façam, neste Natal, aquilo que eu digo para vocês fazerem sempre: pensar, refletir. Mas nessa data pensem especialmente no próximo, e no que vocês podem fazer para aumentar a quantidade de felicidade no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Se mais pessoas fizessem isso, acredito que a Era de Ouro de fato retornaria...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Boas Festas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-8385617009934520165?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/8385617009934520165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=8385617009934520165&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/8385617009934520165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/8385617009934520165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/12/mais-um-final-de-ano-chega-com-todos-as.html' title='Natal'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2618078555046086987</id><published>2009-12-20T01:38:00.006-02:00</published><updated>2009-12-20T01:51:25.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autor convidado'/><title type='text'>Autor Convidado - Victor Stéfano - Pink Floyd, minimalismo e o problema da comunicação</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;“For millions of years, mankind lived just like the animals. Then something happened, which unleashed the power of our imagination. We learned to talk”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Aqueles que já leram alguma coisa minha talvez já tenham percebido que eu adoro citar. Especialmente, eu adoro citar o Pink Floyd. Primeiro, porque repetir o que já foi falado, ainda mais o que já foi falado numa música, é um ótimo jeito de se sobressair quando você não tem a menor idéia do que quer ou do que vai acabar dizendo. Por exemplo: seus amigos junkies estão falando de chá de cogumelo e o máximo que você já chegou perto disso foi sopa de champignon. Pra não boiar, você puxa o violão e manda um Ventania ou um Raulzito e tudo resolvido, pode voltar pro seu silêncio drug-free em paz. “All we need to do is make sure we keep talking”.Mas o segundo motivo é talvez o mais importante, que é o modo como eu posso simplesmente escolher qualquer letra do Pulse ou do Atom Heart Mother e sempre tem algo lá pra mim, sempre um ou dois versos rimados que resumem e talvez até algumas vezes resolvam as questões que martelam minha cabeça o dia inteiro e que lá dentro parecem render cadernos e mais cadernos de dissertações. Talvez eu e outros milhões de fãs fanáticos estejamos errados e o Pink Floyd nem seja uma banda fantástica assim, mas uma coisa é inegável: eles se comunicam perfeitamente ou pelo menos chegam muito perto disso. O que pra uns poderia levar um romance inteiro pra expressar, pra eles é uma questão de simplesmente juntar os versos que formam as imagens certas. E isso porque estou falando só da parte “literária”, que é a mais pertinente ao assunto a que eu estou tentando chegar, que é o problema da comunicação, e talvez falar de como a sonoridade influi nisso seja perda de tempo – com certeza não quero discutir gostos aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;O que talvez eu esteja sim disposto a perder algum tempo discutindo, é a habilidade de transmitir o que quer que seja que se queira ou que se acabe transmitindo, com as palavras certas. Não estou nem falando de forma. Estou falando de posicionar a antena e achar uma freqüência... muitas vezes você não sabe o que vai captar quando escreve – eu nunca sei - você pode pegar o finalzinho da novela, a TV Senado, a Rede Vida ou passar o resto da noite encarando a tela cheia de moscas piscando e chiando pra você. Nesse aspecto Kurt Cobain foi outro técnico de TV genial, e desconfio que ele também raramente sabia o que ia captar quando apontava as antenas pra si mesmo. Mas a mensagem de Kurt era específica pra nós, geração X, subproduto da era da superinformação, divórcios, e comprimidos que resolvem tudo – nossos pais lutaram contra ditaduras, e nós lutamos contra o quê? Nós mesmos? – e talvez por isso a obra do Nirvana não seja pra todos – mais uma vez, não estou falando de agradar, mas de comunicar. A mensagem está lá. A mensagem sempre está lá quando se fala de arte, mas nem sempre se pode fazer sentido pra todo mundo. Com o Pink Floyd, a mensagem é “uma fumaça de navio distante no horizonte”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;No caso do Nirvana, Kurt Cobain era minimalista, porque sabia que assim quando falasse de si mesmo estaria falando de uma angústia mútua. Até o nexo é um mero detalhe nas letras. O importante é o que se acaba transmitindo, querendo ou não, ligando determinadas palavras de uma determinada maneira. As palavras vinham do que o rodeava, é o máximo que se pode dizer com uma certa segurança, mas na era da convergência isso quer dizer praticamente tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;A música que escolhi pra começar esse texto como talvez alguns já saibam, é “Keep Talking”. Pra quem não conhece, essa frase de abertura, que é também a abertura da música, não é cantada, é falada por ninguém menos que o astro pop da física, Stephen Hawking. Quem já viu fotos, sabe que a única forma de expressão que sobrou ao Hawking é justamente a fala. É através apenas dessa fala, que nem sequer é sua voz original, mas de um sintetizador de voz, que Hawking faz física quântica parecer assunto de mesa de bar. Como ele mesmo diz “All we need to do is make sure we keep talking”. Não dá pra dizer que o cara é só um físico. Hawking é um escritor. Quem melhor que um escritor pra dar início a uma música assim?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Estou dizendo isso tudo simplesmente porque muita gente já me disse que gostava do que eu escrevia, apesar de não entender, quando muitas vezes não tem lá grandes coisas pra se entender mesmo nos meus textos... “It doesn’t have to be like this”. Tudo que eu faço é garantir que continue falando e abrir as janelas pra fumaça de neurônios queimando no horizonte. O que eu escrevo não está nem perto de ser uma hemorragia de sentimento ou sinceridade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;Ou talvez eu não tivesse a menor pretensão de dizer qualquer coisa quando transcrevi o começo da Keep Talking ali em cima, e tudo o que eu disse depois foi simplesmente o que acabou sendo dito quando eu liguei certas palavras numa certa ordem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;O Victor, além de grande amigo meu e parceiro de longas conversas sobre tudo, é guitarrista, compositor, blogueiro e escritor, tendo já um conto publicado na antologia Solarium (de ficção científica). O endereço do seu blog é &lt;/span&gt;&lt;a href="http://blogdesetecabecas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;color:#800080;"&gt;http://blogdesetecabecas.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2618078555046086987?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2618078555046086987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2618078555046086987&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2618078555046086987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2618078555046086987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/12/autor-convidado-victor-stefano-pink.html' title='Autor Convidado - Victor Stéfano - Pink Floyd, minimalismo e o problema da comunicação'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-7265440862940323902</id><published>2009-12-02T23:27:00.004-02:00</published><updated>2009-12-13T22:36:15.970-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Mais um</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pessoal, amigos, parentes, cachorrinhos, vendedores de desodorante, fabricantes de ventilador: que calor que faz nesse fim de ano, e, ainda, que rápido passou esse ano!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passou outubro, e logo em seguida Novembro não passou, simplesmente voou. Talvez o sentimento de expectativa pelo meu aniversário tenha ajudado, ou uma alteração estrutural da forma como o tempo se comporta em relação à matéria, em âmbito quântico e prático... mas daí seria muita canalhisse de Deus, e ele deixou de ser canalha depois do Novo Testamento. Logo, novembro passou rápido por causa do meu aniversário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E foi bom. Eu gosto de ser amado, de ter a sensação de que as pessoas gostam de me ter por perto. Já dizia Schopenhauer (citando alguém que eu não lembro agora ao certo quem era, mas era alguém importante, então por favor respeito aí com os dinossauros da Filosofia) que uma vida feliz é aquela que, em análise fria e racional, é absolutamente preferível em relação à inexistência. O que, torcendo um pouco a idéia, dando umas ajustadas e cuspindo pra dar polimento, pode ser usado no sentido de que se alguém prefere sua companhia à sua ausência, é por que ela gosta de você, e isso é precisamente o que eu gosto de sentir. Carência pra caramba, a rodo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E não sou como algumas pessoas, que fazem de tudo para não serem notadas no dia do seu aniversário. Se eu percebo que alguém não lembra que é meu aniversário, eu dou a idéia sutilmente, pergunto que dia é hoje e tal, mas se ainda assim ela não se liga, eu não desisto e digo na lata “hoje é meu aniversário, não quer me dar parabéns?”. Ninguém resiste a uma cara de pau dessas, e acabam dando parabéns.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas então, só postei hoje para informar ao mundo que eu me sinto bem, estou vivo, ainda respirando, lendo bastante, estudando algo bem próximo do que dizem ser o suficiente, e o mais importante: agora eu já entro na maior parte das boates que antes eu não sabia nem a cor de dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuo sem saber a cor de dentro desses lugares, mas só o fato de saber que eu tenho a possibilidade legal de conhecê-los, já é o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-7265440862940323902?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/7265440862940323902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=7265440862940323902&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7265440862940323902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7265440862940323902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/12/mais-um.html' title='Mais um'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-3230577854560654203</id><published>2009-11-23T00:18:00.002-02:00</published><updated>2009-12-13T22:37:10.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>Viagem, em um ou mais sentidos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gosto muito de viagens, conhecer novos lugares e novas pessoas desses lugares. Acho, inclusive, que serei um desses velhinhos que viverá o resto da vida viajando, embora esse achismo não tenha muita validade, visto que ainda falta um bom tempo até que eu possa me considerar velhinho, se é que isso vai acontecer; às vezes acho que tenho propensão também a virar um velhinho que não se considera velhinho, mas esse também é outro achismo que, pela largura do tempo acaba perdendo o crédito.&lt;br /&gt;Mas o fato, então, é que gosto de viagens, de todo o tipo. Tenho feito, por exemplo, uma incrível viagem pra dentro de mim mesmo. Uma incrível e paradoxal viagem: como um “eu” poderia ir para dentro desse mesmo “eu”, sem envolver uma milagrosa cirurgia de virada do avesso? O “eu” visitado é o mesmo “eu” visitante, portanto isso acaba ficando estranho e...&lt;br /&gt;... e “eu” acaba ficando muito entediado, então vamos, para fins práticos, assumir que eu fiz de fato uma viagem para dentro da minha mente, e que isso é tão possível quanto não ilógico. E “eu” agradeço.&lt;br /&gt;Uma viagem dessas nunca é muito fácil. É preciso aceitar que certas idéias que se tem de si próprio não se aproximam tanto da realidade quanto se imaginava, e essa aceitação é um processo doloroso, quando não é sangrento (se a pessoa se suicida ao chegar à conclusão de que o mundo pouco se lixa dos seus problemas e que chorar não vai trazer uma solução para mais perto). Mas apesar dos pesares, a viagem até se torna agradável conforme a paisagem vai passando.&lt;br /&gt;Não vou mentir para vocês, e tentar inventar alguma paisagem bonita para a mente (a minha) que eu visitei. Por que primeiramente não tem paisagem nenhuma, é tudo feito de cores e sentimentos, e em segundo lugar, talvez não seja bonito. Digo “talvez” por que beleza é uma coisa que depende muito de comparação e eu nunca visitei outro lugar assim, e, se me baseio nas minhas atuais crenças e descrenças, acho provável que nunca visite.&lt;br /&gt;As memórias foi uma parte bem boa de se visitar. Mesmo as memórias ruins foram um bom passatempo; algumas fizeram força para acontecer de novo e não conseguiram e deram saudade. Como se considera lembranças assim? Boas ou ruins? Pois é, mais um mistério para a minha blacklist de curiosidades ainda sem resposta.&lt;br /&gt;Às vezes, no caminho, uma espessa névoa de ansiedade enevoava (gostaram? Uma névoa que enevoava...) os sentidos, e só um grande sopro de vontade e autodisciplina para espalhar essa porcaria e me deixar continuar bem. Ainda não fico batendo o pé a todo o momento, até me considero uma pessoa bem tranqüila, mas em muitos momentos eu me pego com o peito sendo sutilmente estrangulado por esse sentimento, e tenho que respirar fundo para me tranqüilizar a respeito de algo que eu nem sei direito o que é. Mesmo depois dessa viagem que ora relato, não sei a causa da ansiedade. Pode ser só efeito da modernidade na vida das pessoas, que com essa grande facilidade de estar a um clique de distância de qualquer coisa acabam ficando condicionadas a esperar que tudo aconteça logo; mas não tenho certeza disso, por que se estou esperando que algo aconteça logo, ó Monstro do Espaguete Voador, o que seria esse “algo”?&lt;br /&gt;Na área do coração, retratos nostálgicos de situações passadas. Vejo que existe um canto vago nessa parte da viagem, mas um guarda armado, chamado Medo (esse é só o apelido que eu dei pra ele, por que ele tem uma cara de ser bem mais complexo que isso) estava prostrado ao lado desse canto, evitando que qualquer uma ocupe-o. Esse guarda faz parte de mim, como vocês podem compreender, e espero um dia exorcizá-lo.&lt;br /&gt;O resto da viagem não foi tão sombrio, e o merecimento de ser contado é inversamente proporcional à sua sombra. Na área espiritual, a moral foi demitida e no lugar dela eu pus a Ética, muito mais racional e confiável. Nos conhecimentos, eu me perdi um pouco, era uma área bastante grande, mas a Humildade, que eu tento usar de guia, me trouxe de volta para o caminho certo (só consegui contar isso agora, nesses termos, por que a Humildade foi dar uma volta e deixou o Ego comandar um pouco também).&lt;br /&gt;Foi uma viagem muito proveitosa, e eu gostei bastante. Foi feita em parcelas, um pouco a cada dia, já que tempo é artigo raro em final de ano. Espero fazê-la mais vezes, e nas próximas que eu consiga respostas mais consistentes para as dúvidas mil que eu tenho. Por enquanto só sei, com certeza quase razoável, que preciso de férias e de uma namorada, mas nem preciso dizer que essa certeza varia bastante.&lt;br /&gt;Nas próximas viagens desse tipo que falei querer fazer, sou até sujeito a algo que é perigoso (ou não) e desejável (ou não): na volta para cá, seja onde esse “cá” for, o caminho estava diferente, não só por que a mente está em constante mudança, mas por que ocorreram algumas mudanças mais salientes, e nas próximas viagens desse tipo talvez as mudanças sejam tão significativas que eu não encontre o caminho de volta e me perca em mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, me arrisco a dizer, talvez seja o objetivo principal...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-3230577854560654203?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/3230577854560654203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=3230577854560654203&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3230577854560654203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3230577854560654203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/11/viagem-em-um-ou-mais-sentidos.html' title='Viagem, em um ou mais sentidos...'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-4853301714241665703</id><published>2009-11-02T03:53:00.003-02:00</published><updated>2009-12-13T22:39:47.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cazaquistão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uruguai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moldávia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostratec'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inglês'/><title type='text'>Para Além do Muros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caríssimos, o mundo é grande. Muito maior do que podemos imaginar, e isso quer dizer que é bem grande mesmo. Não “grande” como imaginamos na aula de geografia, mas “grande” como quando conhecemos gente legal vinda de lugares que a gente nem sequer sabia que existia antes.&lt;br /&gt;E foi por essa experiência que passei nas três últimas semanas, e será sobre ela que falarei (escreverei) hoje.&lt;br /&gt;Antes de mais nada, para o caso de haver alguém desapercebido de informações relevantes lendo esse post hoje, é interessante que eu apresente alguns fatos. Fato número 1: eu faço parte do Coral Municipal Infanto-Juvenil da Secretaria de Educação e Desporto de Novo Hamburgo (que é a cidade onde moro). Fato 2: quando meu coro viaja para algum lugar longe, dentro ou fora do país, é comum sermos hospedados por corais locais, e, em troca, como diz o Fato 3, quando eles vem para cá nós os hospedamos.&lt;br /&gt;Por isso, há algumas semanas eu hospedei duas coralistas de um coro de San Carlos, Uruguai. (eu fiquei pasmo quando as vi, por serem elas mais bonitas do que se espera de estrangeiras, e por que geralmente a nossa regente não deixa meninos hospedarem meninas, por receio de que nós, brasileiros de mente suja, corrompamos a imaculada pureza das donzelas que vamos hospedar...). Deu bastante correria, fomos até mesmo a um evento do Fórum Social Mundial, o qual merece um comentário à parte por ter tudo a ver comigo: capoeira, cultura afro, ideais hippies, socialismo. Sim, isso foi bem irônico.&lt;br /&gt;Apesar da barreira lingüística, foi uma experiência bastante produtiva, fiz vários amigos e amigas novos, internacionalizei meu MSN, enfim, aproveitei bem a estadia deles aqui. Não corrompi a pureza delas e tal, mas também não se pode ter tudo. (6)&lt;br /&gt;Mas esse não foi o único modo pelo qual expandi as cercas da minha mente. Uma semana depois ocorreu aqui na minha cidade a Mostratec, feira Internacional de Ciência e Tecnologia, segunda maior do mundo, organizada pela minha escola. Nela eu trabalhei de intérprete de inglês, e isso me deu a oportunidade de descobrir que eu já falo o suficiente de inglês para me virar bem por aí, se precisar.&lt;br /&gt;Fiquei traduzindo o estande de um grupo cazaquistanês, lá do (adivinha?) Cazaquistão, a terra do Borat. Por sorte minha, os Kazakhs que eu tinha que traduzir (Yernazar, Galymzhan e Timur) eram super inteligentes e dividiam comigo a tarefa de tentar entender o que o outro quer dizer. Geralmente, em uma relação de um brasileiro e alguém de fora, quem tem que se ferrar para que haja entendimento é o brasileiro, salvo nesse tipo de exceção, ou quando o estrangeiro fala português, o que é ainda mais raro.&lt;br /&gt;Passando o tempo com o pessoal da feira, entre um palavrão e outro (ensinamos ao pessoal da Moldávia, um país minúsculo da Europa Oriental, o equivalente em português para fuck you e para motherfucker, e ambas expressões foram facilmente aprendidas; “Obrigado” e “De nada” foram mais complicadas de ensinar), ficava claro que, ao mesmo tempo que os jovens são os mesmos em todo lugar, só mudando as moscas, também existem diferenças sutis no modo de viver. Em alguns lugares, por exemplo, o banho não parece ser algo que faça parte da rotina; em outros, o contato físico entre homem e mulher é assaz limitado, sendo um verdadeiro sacrilégio você se despedir de alguém do sexo oposto com um beijinho na bochecha. O intercâmbio cultural é bastante intenso, e embora não seja o objetivo principal, conhecer novas línguas é sempre uma atividade desejável. Ainda mais com aquelas argentinas... bah! Não que eu tenha conseguido algo, por que eu apesar da carinha sou meio lento nesses assuntos. Mas isso está sendo resolvido, pois defeitos como esse não são para serem levados para a vida toda.&lt;br /&gt;Isso sem falar que nessas feiras se juntam gente de todos os tipos, com um nível de instrução às vezes bem elevado. No primeiro dia da Feira eu participei (leia-se: ouvi boquiaberto) de uma discussão acerca de Filosofia entre dois espanhóis e um carioca, que tem um sotaque tão forte que praticamente pode ser considerado outro idioma. Nos demais eu assisti a uma palestra de um cara que tem pelo menos seis pós-doutorados, tirei foto com o Marcos Pontes, chupei um pirulito mexicano de melancia com pimenta... e a lista seguiria mais, se minha mente não estivesse embriagada de sono agora. Falar uma língua diferente da materna é exaustivo, e dá dor de cabeça no início.&lt;br /&gt;Enfim, para concluir: o mundo é bem maior do que pensamos, e é uma pena que muitos fechem os olhos para as maravilhas que a compreensão e a razão nos trazem nessas oportunidades. Espero que você, leitor, não seja um desses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-4853301714241665703?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/4853301714241665703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=4853301714241665703&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4853301714241665703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4853301714241665703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/11/para-alem-do-muros.html' title='Para Além do Muros'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2735911679780526908</id><published>2009-09-25T21:46:00.002-03:00</published><updated>2009-09-26T14:24:18.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sex appeal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='garotas'/><title type='text'>Sobre feiras, livros e garotas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Bem, o tempo é uma ilusão e sua contagem é algo deprimente. Só marcamos e contamos o tempo para tentar dar algum brilho àquela coisa insignificante que chamamos de vida, e somos tão obtusos que não temos capacidade de ver o engano que estamos submetendo a nós mesmos. Claro que existem certas aplicações interessantes dessa contagem, desde os tempos remotos de quando plantávamos batatas, ao invés de comprá-las prontas no supermercado. Naquela época, era bastante necessário saber a data mais acertada para fazer com que as batatas crescessem fortes e felizes nos alimentando e nos deixando mais fortes e felizes que elas. Mais tarde, na Segunda Onda (a industrialização), foi bom marcar o tempo para que pudéssemos chegar no horário certo aos compromissos certos, sem falar em fazer com que todos os babacas analfabetos do proletariado trabalhassem a mesma quantidade de horas.&lt;br /&gt;Mas, no fim, o tempo não existe. O que achamos que é o tempo é na verdade uma peça pregada pelas reações químicas no nosso cérebro, como todo o resto. Então, botem fogo nas funções horárias que o professor de Física lhes enfia goela abaixo e esqueçam o fato de que eu demorei uma semana inteira para vencer a preguiça e escrever o post sobre a Feira do Livro da Nilo Peçanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, povo e pova, todo mundo sabe que eu participei de uma feira do livro na semana passada. Quem não sabe é só ler o post anterior que acaba ficando sabendo. E para quem não sabe, mas acha que sabe e por isso não vai ler o post anterior, eu vou explicar a história desde o início.&lt;br /&gt;No início era o Caos. Veio Deus e blá blá blá...&lt;br /&gt;...até que o Frodo, grande amigo meu, convidou o &lt;a href="http://massquemomento.blogspot.com/"&gt;Antônio&lt;/a&gt;, outro grande amigo meu, a participar de uma antologia de Ficção Científica, e num processo de indicações e aceitações de sugestão o Frodo também me convidou.&lt;br /&gt;Eu escrevi um conto então, mandei e fui aprovado (não sem antes aceitar sugestões de mudança em certas partes do texto). Quando dei por mim estava com os exemplares em mãos para vender. Vendi para os amigos, para os amigos dos amigos, e minha mãe vendeu para as clientes dela.&lt;br /&gt;Minha mãe é sócia de um Salão de Beleza, e babona do jeito que ela é, logo todas as clientes dela sabiam do meu livro. A notícia espalhou-se praticamente como a gripe suína. Não, perdão, espalhou exatamente como a gripe suína.&lt;br /&gt;Uma das infectadas pela idéia foi a Profª Lara, agora uma grande amiga minha, que depois de ler o conto, começou a conversar comigo sobre a possibilidade de eu ir na feira do livro da escola onde ela trabalha para conversar com os alunos de lá sobre leitura, escrita e sobre o conto que eu publiquei.&lt;br /&gt;Aceitei, claro. Ela, junto com a Profª Simoni, apresentaram o conto para alunos de 5° e 6° anos, e foi com eles que eu conversei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do bate-papo eu estava super nervoso. Imagina? Falar sobre livros com alunos em uma escola do Brasil? Só podia ser furada. Engoli a desconfiança e intimei a Lara a ficar do meu lado para eventualmente segurar a minha mão e dar um apoio moral (risos). Na hora, com o pessoal ao meu redor fazendo perguntas, eu nem lembrava mais do nervosismo; ele tinha ido parar lá atrás do cérebro, junto com os Sentimentos Esquecidos, se escondendo embaixo dos Sentimentos Que Não Te Abandonam Embora Tu Queira Muito Que Eles O Façam.&lt;br /&gt;As perguntas variaram bastante; foram desde “de onde vem a tua inspiração” até “pra qual time tu torce?”, e me surpreendi respondendo a elas como se estivesse acostumado a fazê-lo há muito tempo. Nem gaguejei! Cheguei até a passar pra eles um discursinho sobre os benefícios da leitura e o porquê de ser perda de tempo não gostar de ler.&lt;br /&gt;Depois do bate-papo, de manhã e de tarde houve também sessão de autógrafos. Sim, caro leitor, não leste errado, “sessão de autógrafos”. Quando vi que tinha gente pedindo autógrafos pra mim como se eu fosse um Stephen King da vida, acho que meu ego não agüentou; foi demais para ele. Quando recobrou a respiração e os batimentos cardíacos, explodiu em um salto magnífico, que faria a Daiane dos Santos babar. Pelo que eu soube, no momento ele está orbitando um sistema estelar binário em algum lugar da Borda Oriental da Galáxia, e vai demorar a voltar.&lt;br /&gt;Foi uma experiência incrível. Muito incrível mesmo. Para mim, que nunca tinha feito isso antes, e para os alunos, que não conheciam um escritor que usasse All Star.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus sinceros agradecimentos a todos os que contribuíram para que isso acontecesse, mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço bem forte em todos vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: uma nota sobre garotas, para fazer sentido o título do post: dê um pouco de fama, ou melhor, dê um pouco de destaque para um garoto, que na hora, imediatamente, o nível de sex appeal dele cresce exponencialmente, independente dos demais fatores de atração. Eu e os cantores emocore que o digam!&lt;br /&gt;PPS: pessoal da Nilo: se fizerem alguma pergunta, deixem um e-mail de contato para que eu possa responder, ok? Ou conversem comigo direto em &lt;a href="mailto:Marcus423@gmail.com"&gt;Marcus423@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2735911679780526908?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2735911679780526908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2735911679780526908&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2735911679780526908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2735911679780526908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/09/sobre-feiras-livros-e-garotas.html' title='Sobre feiras, livros e garotas'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-4148958619496679308</id><published>2009-09-10T20:25:00.002-03:00</published><updated>2009-09-10T20:28:52.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Post Quase Cultural</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Há muito tempo que não comento livros aqui nesse espaço, e não vai ser hoje que eu vou comentar, é claro. Preguiça de elaborar uma resenha que seja legal, e se eu fizer com preguiça, não fica bom. Certas coisas só devem ser feitas se forem bem-feitas, e isso (hoje) é uma delas.&lt;br /&gt;Então, descartada a possibilidade de eu comentar livros aqui, é provável que mais pessoas cheguem ao fim deste texto, e não desistam na metade ou antes. Não os leitores de sempre; esses, eu sei, lêem os meus textos até o fim. Se por que gostam do texto ou por que gostam de mim, já é uma questão metafísica demais para o momento.&lt;br /&gt;Em lugar de resenhas, então, vou falar de literatura, pelo menos a parte da literatura que também faz parte da minha vida, então o que tiver daqui pra diante no post é a intersecção entre a literatura e o meu Eu de Hoje, filtrada pela minha (e de todos nós) incapacidade de descrever perfeitamente determinados fatos e circunstâncias. As idéias e a percepção de cada um são muito difíceis de serem expressadas, por manterem uma distância respeitável das mentes das outras pessoas*. O objetivo de todo escritor (alguns querem é ganhar dinheiro, mas os demais) é melhorar o modo como se traduzem idéias em códigos que as outras mentes, digo, pessoas possam entender, mesmo que tal entendimento não seja também tão fácil**, como vejo que o será esse parágrafo.&lt;br /&gt;Mas enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a escrever em um diário. Como o nome sugere, eu o faço todos os dias. Quando falho em um, no próximo eu duplico o tamanho, não por punição, mas por natureza. A abstinência me entusiasma sobremaneira e quando vejo lá se foram quatro páginas de caderno.&lt;br /&gt;A idéia inicial de fazer o diário eu não sei. Os objetivos são vagos, e para cada pessoa eu teria uma resposta diferente. Por exemplo, se o Amigo Dos Desabafos me perguntar, eu digo que é por que assim eu vejo meus problemas por outro ângulo, e facilito uma possível resolução e amadurecimento.&lt;br /&gt;Pro Amigo Neurocientista, eu digo que é para melhorar a memória (paradoxalmente, ao deixar registrado o que eu fiz, fica mais fácil de eu não precisar consultar os registros...). Pro Amigo Prático, eu digo que é apenas uma forma de melhorar a escrita, e o faço escrevendo um diário por causa do motivo que eu diria para o Amigo Loucão.&lt;br /&gt;Pro Amigo Loucão, eu digo que é por que eu sinto uma necessidade grande às vezes de deixar escorrer as idéias que eu tenho na cabeça para o papel, passando pela escrita. Simplesmente minha cabeça não cala a boca, me deixa hiperativo, meio na lua e, em casos extremos, com insônia. Por essas idéias uivantes serem ou idiotas ou complexas demais (ou ambas), eu não sinto vontade de postá-las no blog. Como grande parte das idéias que eu tenho são desse ou daquele grupo, fica difícil eu conviver comigo mesmo sem deixar isso em algum lugar.&lt;br /&gt;Todos os motivos são reais. E a idéia de que pouca gente entenderia se eu explicasse tudo, achando estranho que eu tenha mais de um motivo para fazer algo, é o tipo de coisa que eu deixo pra escrever no diário. Isso e * e **.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra parte da intersecção de que falei no início, é uma mais literária mesmo. Semana que vem eu participarei de uma feira do livro aqui na minha cidade, graças a minha participação na Antologia Solarium, sobre a qual eu falei em um passado remoto. Eu vou conversar lá com turmas de 5° e 6° ano sobre leitura e sobre escrita. Quando me perguntaram se eu topava participar eu pensei “Se eu gostaria de participar de uma feira do livro, onde eu vou falar sobre duas das coisas que eu mais sou apaixonado? Por acaso macacos gostam de bananas?”. Aceitei, claro, hehehe.&lt;br /&gt;As turmas que eu falei também lerão o meu conto, e parte da conversa será sobre ele. Estou muitíssimo entusiasmado, e acho que será bastante válida a experiência. Depois de ocorrido a dita feira, eu conto como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último ponto importante na intersecção (bem no meio da intersecção: o ego). Recentemente eu recebi o que geralmente se chama de elogio pelo blog. Mas eu diria mais, foi praticamente uma declaração de amor incondicional (exageropontocom), hehehe. Eu gostaria de dizer que se o prazer que as pessoas tem em me ler for metade daquele que eu tenho em escrever pra elas, essas pessoas já tem o equivalente moral de um orgasmo, ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço forte!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-4148958619496679308?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/4148958619496679308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=4148958619496679308&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4148958619496679308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4148958619496679308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/09/post-quase-cultural.html' title='Post Quase Cultural'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-5105010426642170268</id><published>2009-08-23T23:28:00.002-03:00</published><updated>2009-12-13T22:43:48.634-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='academia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Renegando ao Movimento Sedentário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é, caríssimos, a vida está sempre nos provando que idéias que antes tínhamos não são tão boas como achávamos, e que idéias que não tínhamos seriam bem prazerosas de serem tentadas. Novidades são interessantes, e há quem diga que viver é isso mesmo: se tocar de cabeça nas oportunidades, arriscar o que puder, ao mesmo tempo que se mantem a cabeça fixa em cima do pescoço e o pescoço preso ao resto do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer dizer, em outras palavras, que a vida é um troço mutcho loco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é mesmo. Dia desses, minha turma viu uma palestra sobre Kung Fu (a filosofia chinesa) e o Wu Shu (a arte marcial da filosofia chinesa do Kung Fu). Aqui no ocidente ambos conceitos não são lá muito diferenciados, pra nós é tudo um monte de gritos e kame-hame-has.&lt;br /&gt;Posso dizer que adorei a palestra, mesmo. Fiquei todo pilhado para passar a praticar Kung Fu, e até pesquisei alguns preços em algumas academias do centro da cidade. Todos, é claro, estavam fora do orçamento. Por isso tive que mandar pra minha escola um cadastro que, entre outras coisas, os informa de que eu estaria interessado em fazer estágio para ganhar algum dinheiro caso eles estivessem interessados em meus serviços.&lt;br /&gt;Como não me chamaram, fiquei sem ir no Kung Fu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelo a isso, eu estava ficando cada vez mais consciente da saúde e coisa e tal, a baboseira toda que vocês estão sonolentos de saber. E então, só para ajudar, uma amiga, durante uma conversa em que falávamos sobre artes marciais, comentou sobre as pernas de quem faz Muay Thai, que são, nas palavras dela, “nossa...!”.&lt;br /&gt;Me choquei com aquilo. Guardei para mim, mas aquilo foi uma dessas informações que não se contentam em entrar na cabeça, elas entram, quicam lá dentro, e ficam fazendo acrobacias o tempo todo para serem relembradas.&lt;br /&gt;E é por isso que, na última quarta-feira, entrei para uma academia daqui de perto de casa. Não é Muay Thai, mas é o mais próximo que eu consigo chegar disso. Também não está bem dentro do orçamento, mas é bem mais barato e consegui uma amiga da minha mãe que precisa de aulas particulares de matemática e, oh!, descobri que dando aula pra ela eu posso pagar a academia e minha mãe não precisa nem se coçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá conheci bastante gente. A secretária é super gente fina, lê alguns livros que eu já li, e sempre sorrindo de bem com a vida.&lt;br /&gt;Um outro cara que faz nos mesmos horários que eu é, também, muito legal, conta histórias legais e está sempre me ajudando a decifrar as instruções dos treinos.&lt;br /&gt;Tem também, claro, um Negrão, com N maiúsculo, de “Nossa senhora que cara grande”, cujos bíceps tem bíceps que tem bíceps, e que tem, entre seus antepassados, um armário e uma parede. Mas, apesar do tamanho e de falar três tons acima do limite inferior da audição humana, ele é super legal e prestativo.&lt;br /&gt;Em alguns momentos também tem os maloqueiros do morro, levantando pesos consideráveis e ostentando músculos anabolizados, mas com esses eu não conversei muito.&lt;br /&gt;Todo mundo de lá parece ser legal (exceto os maloqueiros) e realmente estou me sentindo muito bem de ir lá. Talvez seja psicológico, mas estou feliz que meu cérebro consiga me enganar tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se preocupem, eu pesquisei na internet e, desde que eu não pegue pesado, o meu crescimento longitudinal não será afetado. Pelo menos até os 21 anos, eu ainda quero crescer um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo o hábito de ir na academia para quem puder, porque apesar das dores, compensa bastante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-5105010426642170268?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/5105010426642170268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=5105010426642170268&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5105010426642170268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5105010426642170268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/08/renegando-ao-movimento-sedentario.html' title='Renegando ao Movimento Sedentário'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-5444807217839000112</id><published>2009-08-10T22:22:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T22:24:40.704-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'>Pé de Valsa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este final de semana foi emblemático, e entrou para a minha lista pessoal de melhores finais de semana do mundo.&lt;br /&gt;Primeiro, durante a semana, recebi o convite, bastante improvável aliás, de ir no Baile da Linguiça. Como todos vocês sabem, sábado foi o dia da linguiça, ou se não sabiam, agora sabem. Em todos os lugares de cultura majoritariamente germânica, como é o caso da minha adorada Capital Nacional do Calçado, o cardápio de sábado foi um só: linguiça. Assada, frita ou crua, o que importava era que fosse linguiça.&lt;br /&gt;E, como é de tradição aqui no bairro, a igreja católica promoveu um baile em comemoração ao dia da dita cuja, que eu só não repito o nome pra não gastar a palavra. A entrada foi cara, como também é de tradição, mas valeu cada centavo. E olha que eu sou migalheiro em relação a dinheiro, mais ainda em tempos de crise do dólar, essas coisas.&lt;br /&gt;Já lá dentro, conversei com algumas pessoas, evitei de conversar com outras, sabem como é. Como era de se esperar de um baile organizado pela igreja, com o agravante de ser da cultura alemã, o grosso do pessoal que estava lá era de jovens sexagenários, septuagenários e octogenários. As pessoas mais novas eram filhas ou netas das papa hóstias e do puxa-sacos do padre. Mas isso não chegou a me abaixar o entusiasmo pelo baile, estava louco para fazer alguma coisa no que eu achava que seria a última semana de férias (ouvi boatos de que existem boatos sobre aumentar ainda mais o recesso escolar de inverno por causa da gripe A) e não seria um ou outro tendo um ataque cardíaco que ia abalar isso.&lt;br /&gt;Na hora da janta, eu estava azul de fome. Tivemos que esperar um monte de gente ir se servir antes de nós, por que ainda estávamos esperando os parentes da minha prima e, principalmente, por que não queríamos ser soterrados pela avalanche de pessoas famintas que se tocaram no Buffet. Na devida hora, nos servimos e, meu chapéu, como a comida estava boa. Eu sou bem chato pra comer, mas aquela comida, apesar de ser linguiça, estava boa, com ou sem trema.&lt;br /&gt;Tempo suficiente depois, um cara foi no palco improvisado e sorteou uma (adivinhem?) linguiça de meio metro, e em seguida uma de um metro e meio. É linguiça pra caramba, passarão semanas antes que os sorteados estejam novamente com o hálito em dia.&lt;br /&gt;Então começou o baile. A banda estava boa, e acabou de vez com o preconceito que eu tinha com bandinhas alemãs, por que tocavam bem mesmo.&lt;br /&gt;E é aí que começa a parte boa mesmo do fim de semana. Fui dançar com a minha prima, dancei umas duas músicas com ela, sentei. Cinco segundos depois a mãe da minha prima me tira pra dançar. Dancei duas ou três músicas com ela, e sentei. Cinco segundos depois, a irmã da mãe da minha prima me tira pra dançar e eu danço umas duas músicas com ela, e sento. Nisso, minha prima me tira pra dançar uma valsa, por que ela queria mostrar para o namorado dela como era. Dancei, e então sentei. A sobrinha da mãe da minha prima veio e me tirou para dançar, por que o marido dela não sabia e não estava no humor para aprender. Pois bem, eu fui, dancei umas duas músicas e sentei de novo. E depois fui dançar, e fui nesse ritmo até o intervalo do baile, quando o pessoal começou a cansar.&lt;br /&gt;Eu, é claro, estava um pouco cansado também, mas estava feliz demais para notar na ocasião. A dança é a linguagem da alma, e a minha alma tinha bastante coisas para falar.&lt;br /&gt;Depois do intervalo e da parte retrô do baile, quando a banda tocou sucessos de antigamente, aconteceu algo que deixaria qualquer um puto, menos a mim, que achei normal. Eu estava lá dançando animado, em um ritmo acelerado, quando a perna da minha parceira de dança, não sei como, nem de que jeito, parou em uma posição tal que impediu a minha própria perna de fazer o movimento de retorno, o que resultou que eu, 15 anos, 1,70m de altura, pesando 65kg, olhos azul-esverdeados, corpo atlético e pinta de galã caí com tudo na tal perna da parceira. Eu não achei ruim, nem ela, creio, mas certamente os espectadores acharam divertidíssimo. Foi a última música que ela dançou comigo, não sei por que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acabou o baile, escutei uma coisa que elevou minha auto-estima a níveis alarmantes e fez o meu ego dar um salto à lua e permanecer lá até agora: “Quem salvou a noite foi o Vini!”. Vini, no caso, sou eu. E é importante ressaltar que isso tem um valor do caramba para mim que, no fundo, tenho complexo de inferioridade. Não me senti o macho alfa do grupo (risos), mas senti como se eu fosse importante, e eu nem lembrava como era isso. Passei por vários momentos, nos últimos tempos, em que eu me considerei um lixo, e relembrar que na verdade eu não valho tão pouco foi bom. Pra dizer o mínimo.&lt;br /&gt;Voltei para casa, ainda levitando, e tomei um banho. Quando o corpo começou a esfriar que eu notei as dores da guerra: minhas pernas e pés estavam em frangalhos, minha bunda (que, por algum motivo inextricável, é a parte do corpo que fica mais tensa quando eu danço) ainda estava dura, etc. Mas quanto a essas eu estava vingado antecipadamente: sei de cinco ou seis calcanhares que eu pisei que nunca mais serão os mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, pessoal, respeitem a linguiça(?)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-5444807217839000112?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/5444807217839000112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=5444807217839000112&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5444807217839000112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5444807217839000112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/08/pe-de-valsa.html' title='Pé de Valsa'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2497460472748015225</id><published>2009-07-15T21:15:00.001-03:00</published><updated>2009-07-15T21:17:06.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Não é a Morte da Bezerra</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O temor da morte é um dos mais antigos, e de certo modo é algo que movimenta o mundo desde sempre. Isso e a vontade de fazer sexo, mas não vem ao caso exatamente.&lt;br /&gt;Medo de morrer e medo de que morra algum ente querido, ou algum querido que não seja ente(!?), nos privando de sua companhia e nos desesperando com o fato de que vê-lo novamente só em lembranças. Porém a dor da perda é superável, mas a morte não, e é por isso que eu temo a minha própria morte mais do que a morte das pessoas a minha volta: se eles morrerem, a dor vai ser grande, enorme em alguns casos, mas passa e momentos alegres voltarão; já se eu morro, não tem choro nem vela, já era. Na minha visão, é preferível uma situação de dor absurda, mas com esperança de felicidade do que uma situação de total falta de expectativa (de tristeza ou felicidade).&lt;br /&gt;No caso improvável de que eu morra, sei que o mundo continua mesmo sem a minha presença. Digo improvável por que existem seis bilhões de pessoas lá fora para morrer, então por que isso aconteceria logo comigo? Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem pessoas que não querem morrer queimadas ou afogadas, devido o alto sofrimento envolvido no processo. Algumas gostariam de morrer dormindo, ou anestesiadas pra caramba. Eu, por outro lado, não gostaria de morrer. De fato, pretendo viver para sempre; mas como os fatos não dependem de pretensões, sei que não vai acontecer como quero. Talvez objetivando tão inalcançável objetivo eu chegue mais longe do que se pretendesse algo não absurdo, mas isso também já é questão para debate de filosofia, e não para este post deliberadamente mórbido. Viver para sempre, então, talvez não seja possível. E também não é tão certo que isso seria legal, já que em termos de tempo, eu só vivi 15 anos. Para o mundo, “todo o tempo do mundo” é a eternidade, mas para mim isso por enquanto dura 15 anos. Essa defasagem de perspectivas certamente leva a julgamentos errados. Concluindo essa idéia, viver na eternidade mesmo que possível, talvez não seja uma boa idéia. Vai saber.&lt;br /&gt;Deixada de lado então a imortalidade, e visto que uma vida que acaba tem um fim (por definição, algo “que acaba”, é por que tem um fim, Ana Maria Braga!), se eu pudesse escolher como eu esticaria as pernas eu escolheria fazê-lo fazendo algo que eu goste. Ou que eu goste na época que tal coisa acontecer. Lendo, caminhando, sentado pensando... Simplesmente do nada meu coração parar e eu fechar os olhos como se fosse tirar mais uma soneca. Afinal, “o sono é uma morte incompleta; a morte é o sono perfeito”.&lt;br /&gt;Em outras palavras, uma morte tranqüila, de causas naturais. Da mesma forma que todo mundo morreria se não existissem as armas e o fast-food.&lt;br /&gt;A época da morte é ainda mais difícil de escolher. Contanto que demore bastante, a morte seria bem vinda apenas depois do momento que eu já não sou independente para viver. Minha cabeça acho que vai ser boa até a hora da morte, então talvez eu vou estar apenas com o hardware avariado. Concluo então que não existe conclusão para isso. Estar lúcido é o suficiente para ser feliz? Cabe a cada um responder, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo já morto, não sei se faz algum sentido eu dizer como gostaria que fosse o meu enterro. A minha atual crença (ou mais apropriadamente “falta de”) é uma visão material e racional da vida, segundo o qual a vida acaba quando as funções cerebrais acabam. Nenhuma alma ou espírito para supervisionar o que os meus amigos e parentes fariam com o meu corpo defunto.&lt;br /&gt;Mas, ora bolas, se as coisas fizessem sentido em tempo integral a vida seria uma sucessão de chatices previsíveis. Como não é o caso, então o que na verdade não faz sentido é eu deixar de dizer como eu gostaria que fosse o meu enterro só por que tal emissão de opinião não vai na prática me dizer respeito. Então lá vai.&lt;br /&gt;Fugindo do lugar-comum de dizer que eu quero um enterro feliz, com música e dança, eu quero um enterro onde todos estejam chorando a cântaros por minha partida. Me reservo o direito a esse egoísmo último. Quero morrer amado e admirado, e quero que as pessoas expressem isso. De preferência em vida, mas se não for possível que o façam no meu velório.&lt;br /&gt;Na parte religiosa, não faço questão que tenha um padre ou pastor abençoando o meu “invólucro sagrado” vazio. O que vai acontecer é que meus parentes vão acabar chamando um, e se isso os confortarem, tanto melhor. Todos nós temos direito a essa irracionalidade em um momento difícil como o que descrevo. Eu, pessoalmente, penso seriamente em pedir apostasia da igreja, se isso não me custar dinheiro ou um preconceito muito forte. Se eu estiver errado, me entendo com o Monstro do Espaguete Voador depois. A possibilidade de que tudo o que sabemos está errado é sempre uma possibilidade; não trabalhar com essa idéia é demonstrar ignorância tanto quanto quem nem quer saber das outras possibilidades.&lt;br /&gt;De qualquer modo, eu também pretendo (por todo o tempo que pretendo viver) ser uma pessoa boa, e isso, espero, talvez me redima do pecado de acreditar no que atualmente me parece mais acreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte é um tema bastante difícil de esgotar. Mas não é de todo triste, pois faz parte da vida e nos impulsiona no sentido de continuar vivendo cada dia como se ele fosse o último. E esse é o nosso objetivo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2497460472748015225?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2497460472748015225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2497460472748015225&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2497460472748015225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2497460472748015225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/07/nao-e-morte-da-bezerra.html' title='Não é a Morte da Bezerra'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-4578491844894084887</id><published>2009-06-26T23:11:00.000-03:00</published><updated>2009-06-26T23:12:38.540-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Um Pouco de Ciência</title><content type='html'>Caríssimos, aviso de antemão que o texto que se segue a essa introdução pode ser bastante chato para pessoas que difiram muito em interesses de mim, mas depois de uma longuíssima e profundíssima reflexão nos últimos cinco minutos me decidi por escrever assim mesmo, por que lê só quem quer e se de algum modo ou outro eu contagiar alguém com minhas idéias, tanto melhor.&lt;br /&gt;Então, aos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mente é bastante inquieta, e raramente que eu consigo de fato pensar em trivialidades. No mais das poucas vezes em que penso em trivialidades, minha mente inquieta (e perturbada, segundo a visão de alguns) acaba expandindo e enfiando algum pensamento diferente no meio, ou vendo tudo de uma perspectiva nova. Isso é legal, e adoro brincar de viajar.&lt;br /&gt;Não é um negócio muito simples, porque requer um grande esforço no sentido de não controlar os pensamentos. Em grau de dificuldade, está um degrau abaixo de não pensar em nada, pelo menos para mim. Pensar objetivamente é um vício, mas que com jeito pode ser contornado, nem que sejam poucas vezes e por diversão.&lt;br /&gt;Stephen King, no livro Saco de Ossos, fala, através do personagem principal do livro, que o escritor é uma pessoa que ensinou a sua mente a se comportar mal. Então, ao menos sob essa definição, eu sou um escritor, hehehe.&lt;br /&gt;Mas então, uma dessas viagens, alucinações, momentos vegetativos, chame como quiser, eu pensei sobre a idéia a seguir. Até nem é uma idéia, é um fato que apenas durante uma dessas deliradas que eu notei, e mais tarde em várias deliradas (nos momentos menos oportunos) que eu entendi melhor as coisas que antes havia deslumbrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pensem em um átomo (a partir daqui, especialmente, vale o que eu falei no início dessa tortura, digo, desse texto). Ou melhor, pensem nos prótons e nêutrons que o formam, e mais a fundo, pensem nos quarks que formam os prótons e nêutrons que formam o átomo que eu falei. Pois então, os quarks, insensíveis que são, não estão nem aí para aquilo que estão formando. Para eles não interessam os nêutrons e prótons, o que lhes apraz é viverem em pares ou trios (pesquisem sobre isso para saber mais). Isso por que as forças de atração e repulsão que existem entre essas tais partículas é de tal forma que inevitavelmente elas iriam “querer” formar pares e trios.&lt;br /&gt;Mais acima no nível de compreensão, estão então os nêutrons e os prótons e também os elétrons, que não citei anteriormente. Os quarks dentro deles estão de tal forma unidos que nem lembramos mais que cada nêutron e cada próton tem três indivíduos específicos dentro de si. De forma parecida a antes, os prótons e nêutrons e elétrons têm uma predisposição (por causa de forças da natureza também, parecidas com as que impeliram os quarks a se unirem) a se unirem em átomos. Como todos vocês já devem ter ouvido falar, existe uma tabela, chamada de “Tabela Periódica dos Elementos Químicos”. Escolheram esse nome por: se tratar de uma tabela, um gráfico composto de linhas e colunas; ser periódica, isto é, certas propriedades se repetirem periodicamente; e ser dos elementos químicos. Criatividade zero, mas enfim.&lt;br /&gt;Nesse nível, passamos a desprezar o que acontece dentro do átomo, lidando com ele como se ele fosse algo sólido (com carga, etc etc etc). Eles se juntam em moléculas, obedecendo as leis químicas, que se juntam em células, que são o constituinte básico de algumas coisas insignificantes, como nós.&lt;br /&gt;Enquanto isso, os quarks estão bem felizes dançando ciranda cirandinha vamos todos cirandar dentro dos prótons, não atentando nem um pouco para o fato de fazerem parte de nós.&lt;br /&gt;O que eu quero salientar, pessoal, a coisa que me fascina na ciência e em tudo, é que por causa de leis básicas, fundamentais, que regem coisinhas pequenas, as coisas grandes acontecem. Quem é que iria dizer que as leis que fazem os quarks se unirem, quando muitos quarks estão juntos, produzem efeitos colaterais tão estranhos?&lt;br /&gt;Vou dar dois exemplos. Hoje estou didático, com vontade de que todos saiam do meu blog com algo novo para pensar, ao invés de só perder temo lendo esse monte de babaquice sem sugar algo de bom. O primeiro, é para o eventual pessoal que sejam meus colegas ou não, que sejam da área técnica. Qualquer um entende, mas é mais aproveitável para quem já sabe das coisas.&lt;br /&gt;Existem determinados materiais que são bons condutores de eletricidade, outros que são maus condutores (isolantes) e existem os intermediários entre eles que são os semicondutores. Não vou nem levantar a questão de que agora já tratei os materiais como se eles não fossem feitos de quarks.&lt;br /&gt;Esses semicondutores, se tratados de uma certa forma, são chamados de tipo N, e de outra, de tipo P. Um tipo tem elétrons sobrando e outro tem elétrons faltando (ambos, então, conduzem eletricidade). Até aí tudo bem, mas o que acontece quando grudamos ambos os tipos em um componente eletrônico?&lt;br /&gt;Juntando os dois, nós formamos um diodo. Esse componente tem a propriedade de conduzir eletricidade em apenas uma direção. Só não explico o porquê para não tornar esse texto ainda mais cansativo.&lt;br /&gt;Se juntarmos três pedaços, dois de um e um do outro, teremos um transistor. Esse é mais complicado que o anterior, e eu mesmo não conheço suas propriedades. Mas são bastante úteis, visto que muitos o consideram como uma das maiores invenções do século.&lt;br /&gt;Se juntarmos vários diodos e vários transistores, nós podemos construir um CI (circuito integrado), que é um componente que realiza uma função específica, e elevando a complexidade, temos um microprocessador, que todos sabemos o que é.&lt;br /&gt;Tudo devido aos átomos de semicondutores.&lt;br /&gt;O segundo exemplo é um que todo mundo que tenha coração vai entender. Por que mesmo o mais impensante dos homens já parou para pensar nisso. Isso ou minha mente é perturbada mesmo.&lt;br /&gt;Falo da emoção. Por que mais complexo que isso, nem o LHC.&lt;br /&gt;Ela surgiu da evolução (Darwin e essa coisa toda), e devido aos inúmeros pequenos detalhes, acabou se tornando algo muito mais grandioso. Muito mais cheio de conseqüências do que de objetivos cumpridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, caras, os quarks não tem culpa. O amor, o desamor, a amizade, e tudo o que você puder relacionar à emoção, são apenas conseqüências do acaso. Portanto, não são mágica ou algo sobrenatural. Elas são hipernaturais, visto que são causadas por uma série de outras coisinhas com causa natural.&lt;br /&gt;E isso não as desmerece ou diminui, só as tornam mais desejáveis. Temos que aproveitá-las. A probabilidade de elas existirem em um universo como o nosso é pequena o suficiente para ser possível que só existam aqui, então, não desperdicem a chance de viverem que todos nós temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sobreviventes, meu muito obrigado por deixarem eu encher suas cabeças de minhoca. Aos não sobreviventes, meus sinceros sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-4578491844894084887?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/4578491844894084887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=4578491844894084887&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4578491844894084887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4578491844894084887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/06/um-pouco-de-ciencia.html' title='Um Pouco de Ciência'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-6703427947283939541</id><published>2009-06-23T21:27:00.003-03:00</published><updated>2009-12-13T22:41:05.937-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><title type='text'>"Be Happy", dizem eles</title><content type='html'>Durante esse último mês, não vou mentir para vocês, só não postei por que eu não estava me sentindo muito bem, emocionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poucas foram as vezes em que vocês leram aqui por essas bandas eu falando que estava triste sem motivo, apenas causas hormonais causadas por essa fase maravilhosa da vida. Pois é, que saudade que eu tinha desse mau humor! Por que pelo menos ele não tinha um motivo real e logo passava. Agora eu sei o motivo da minha aflição muda, mas sinto o peso dos grilhões nos meus pulsos, então não posso fazer nada, ou quase nada, para mudar minha situação.&lt;br /&gt;Poder fazer eu posso, mas o medo é grande e a inexperiência é ainda maior. Quem nunca tropeçou, quando tropeça a primeira vez, destroça os joelhos. E esse é o único ponto bom: é preciso essas batidas de cabeça de vez em quando para acordar o vivente, e me fazer aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pra condensar melhor:&lt;br /&gt;- talvez eu poste, talvez não poste nos próximos dias.&lt;br /&gt;- A emoção é muito mais complicada de controlar do que a razão, e isso, embora eu já tivesse escutado e assimilado, só agora entendo.&lt;br /&gt;- Agora, pela primeira vez, eu me sinto um adolescente normal, que tem problemas e que se odeia de vez em quando.&lt;br /&gt;- A escola está ótima. Embora as coisas estejam mais difíceis, minhas notas melhoraram em relação ao ano passado, quando já eram boas.&lt;br /&gt;- Eu vou sobreviver, ;)&lt;br /&gt;(o problema é como...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não levem em conta esse post de hoje quando forem analisar minha escrita, por que ele é absolutamente frágil frente qualquer crítica bem fundamentada. Às vezes o cara precisa dar uma desabafada para estranhos (e alguns amigos do dia-a-dia, e outros unicamente virtuais), até mesmo sem tocar no problema mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-6703427947283939541?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/6703427947283939541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=6703427947283939541&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6703427947283939541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6703427947283939541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/06/be-happy-dizem-eles.html' title='&quot;Be Happy&quot;, dizem eles'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2787578865726975930</id><published>2009-05-23T17:56:00.000-03:00</published><updated>2009-05-23T17:57:43.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Cultura, pra não perder o costume</title><content type='html'>Comentar filmes é algo que gosto de fazer, por que entre um e outro comentário inteiramente destinado ao filme sempre entra algo extra, alguma coisa que estava boiando na minha cabeça a espera de oportunidade de ser compartilhada com o mundo. Como Asimov disse certa vez sobre seu hábito de escrever: “Sinto um prazer inocente em fazer isso. Afinal de contas, tenho muita coisa a dizer, e procurar manter tudo comprimido dentro de mim facilmente poderia danificar meus órgãos internos”. Faço minhas as palavras dele (quanta audácia!), e toco o bonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vou comentar dois filmes e o primeiro filme que vou comentar é “Perfume – A história de um assassino”. Baseado em um livro de um autor que confesso a vocês que não lembro o nome (Santo Pai Google me soprou agora: o autor chama-se Patrick Süskind, e é alemão, como pode-se notar pelo sobrenome heterodoxo do tiozinho), conta a história de um garoto que tem um dom incrível: um olfato supra humano. A ambição da vida dele é produzir um perfume irresistível, e o jeito que dá para fazê-lo é extraindo a essência de 13 virgens. Para extrair a tal essência, e ele encara isso como mero detalhe, ele mata as jovens, e isso acaba levando as outras pessoas da história, de mentes menos libertas dos conceitos mundanos e portanto pessoas que não vêem com bons olhos o hábito do protagonista de matar jovens e emplastar os seus corpos nus para extrair seus cheiros, a persegui-lo.&lt;br /&gt;A sensação de olhar esse filme é semelhante à de ler um bom livro. O que quer dizer, baseado em uma lógica simples, que esse é um ótimo filme. Não é previsível, não pode-se distinguir rapidamente bonzinhos de mauzinhos e nem pode-se rotular o final de feliz ou triste, então não recomende esse filme para algum espectador assíduo da Mamãe Globo, porque ele não vai gostar.&lt;br /&gt;Ao contrário de outras tantas histórias que estamos acostumados a assistir, essa não tem uma moral ou algo que possamos levar dali. É a arte pela arte, dá pra dizer. Seu final não é triste nem feliz, é apenas um final. Final feliz é coisa de sessão da tarde, e quando algum autor escapa do beco escuro da falta de criatividade que é esse clichê, e cria uma história do calibre do “Perfume”, devemos dar graças a Deus, dançar ao redor da fogueira e acender velas para Buda, só pra ter certeza.&lt;br /&gt;Enfim, recomendado para quem tem um gosto parecido com o meu, que gosta de novidades ou para quem quer ver as virgens nuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo filme que eu gostaria de comentar e indicar para vocês é “V de Vingança”. Igualmente ao anterior, esse não tem bons e maus, embora tenha bastante evidenciado quem é “nós” e quem são “eles”.&lt;br /&gt;O pano de fundo para a história é uma Inglaterra do futuro onde fanáticos religiosos tomaram o poder e instauraram um regime totalitário dos mais completos: repressão da opinião, preconceito a gays/lésbicas/ateus/muçulmanos/outros-grupos-minoritários, lavagem cerebral, toque de recolher... etc. A pena, por exemplo, para alguém que é descoberto com um Al Corão em casa, é a de morte por fuzilamento. Totalitarismo totalmente triste.&lt;br /&gt;A história em si é sobre um revolucionário, chamado simplesmente de “V”, e sobre os mistérios que o envolvem. Nesse filme é preciso pensar mais do que em Perfume, já que aqui o roteiro é mais amarrado e pensado (não que Perfume seja burro, mas é passível de ser olhado sem pensar muito). É baseado em uma graphic novel de mesmo nome, e talvez por isso tenha tantas idéias complexas internas.&lt;br /&gt;Graphic Novel, para quem não sabe, é o nome bonito para História em Quadrinhos. Adulto nenhum, ou pelo menos não um adulto que seja plenamente aceito pela sociedade atual, admite publicamente gostar de HQ. Mas é chique ler graphic novels, e uma revista com esse nome dá a impressão de que só se pode ler enquanto beberica um champanhe francês frente a lareira.&lt;br /&gt;V de Vingança, então, está fortemente recomendado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recado dado, cabeça esvaziada, já me vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2787578865726975930?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2787578865726975930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2787578865726975930&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2787578865726975930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2787578865726975930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/05/cultura-pra-nao-perder-o-costume.html' title='Cultura, pra não perder o costume'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-7966821909032680949</id><published>2009-05-17T21:49:00.002-03:00</published><updated>2009-12-13T22:44:26.962-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esoterismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Positive Vibrations</title><content type='html'>Eu tenho me observado ultimamente, nos últimos 15 anos para ser mais preciso, e notei que sou bastante influenciável. Não por todos, algumas pessoas tem um poder de persuasão maior do que outras, mas não é desse tipo de influência a que me refiro. Por que o que me influencia mesmo, é a atmosfera de algum lugar, me deixando alegre, triste, intimidado, encorajado, com vontade de sair correndo pelado, enfim, mexendo de algum jeito com a minha cabeça.&lt;br /&gt;Eu posso estar totalmente alegre, e do nada ficar triste; ou estar triste e do nada ficar feliz; ou do nada ficar com vontade de fazer alguma coisa (os maliciosos de plantão talvez podem se vangloriar agora, já que é possível que tenham captado corretamente a malícia que eu quis passar). Dependendo da música, da temperatura, da cotação do dólar e da quantidade de compromissos da semana seguinte.&lt;br /&gt;Durante a observação que eu fiz de mim mesmo, então, também notei que certos lugares me deixam deveras deprimido. Quando passo, por exemplo, perto da entrada do shopping aqui da minha cidade, me sinto com cinco centímetros de altura, todas as pessoas ao meu redor parecem querer que eu seja atropelado na próxima esquina e todos os maloqueiros e mendigos parecem mentalizar alguma forma de me assaltar ou espancar. A sensação me persegue, até a entrada do sebo que eu freqüento. Ali, de alguma forma, a atmosfera é mais leve e eu consigo respirar aliviado (apesar do intermitente cheiro de livro velho carcomido de traças). Energias positivas, diriam os hippies.&lt;br /&gt;Mas, de uma vez por todas, o que é essa tal energia positiva?&lt;br /&gt;Primeiro seria interessante descobrir de que energia eles falam. Térmica, química, mecânica, elétrica... não parece ser nenhuma dessas. Correntes esotéricas adoram dar explicações científicas para as coisas que não entendem, dando uma certa credibilidade para as próprias crenças absurdas (e para os produtos das suas lojas).&lt;br /&gt;Dizer que o que causa estresse nas pessoas é o acúmulo de energias negativas no corpo é um exemplo das coisas que eles falam. É possível que exista algo a ver, mas o ponto que eles enfatizam é o “negativas”. Oras, a carga do elétron é dita negativa por pura convenção, poderíamos tranquilamente dizer que na verdade quem tem carga negativa é o próton, mas isso iria contra séculos de afirmação do contrário.&lt;br /&gt;A negatividade de um humor, então, nada tem a ver com essas explicações bestas. Nem a energia vital da pessoa (alguém aí lembra do kame-hame-há do Goku?) tem a ver com isso, se é que existe. O humor da pessoa é algo controlado por dentro, nada tendo a ver com o que existe fora da cabeça da pessoa.&lt;br /&gt;Os estímulos externos desencadeiam emoções na gente, mas somos nós que temos que decidir se isso vai ou não estragar o nosso dia. Um bom dia só depende de nós, que somos quem irá decidir a quais coisas devemos dar importância, as boas ou ruins, e até mesmo se devemos dar importância a alguma coisa. Seria legal se algum fanático descobrisse que a sua tão amada energia positiva depende na verdade de uma certa capacidade de controlar as reações químicas neuronais, e não da vontade divina de obscurecer a sua aura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então pessoas, é isso que eu quero dizer pra vocês hoje, resumidamente:&lt;br /&gt;- se quiserem ser felizes, vocês podem ser felizes;&lt;br /&gt;- esoterismo fede, ciência rules.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: se algum amigo fanático seu ler isso por cima do seu ombro e quiser saber o meu endereço, desconverse e mude assunto. A minha integridade física agradece, ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-7966821909032680949?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/7966821909032680949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=7966821909032680949&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7966821909032680949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7966821909032680949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/05/positive-vibrations.html' title='Positive Vibrations'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2359076266407895883</id><published>2009-05-01T22:02:00.000-03:00</published><updated>2009-05-01T22:03:36.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírio'/><title type='text'>Mundo Estranho</title><content type='html'>Acordei em um dia dessa semana, sem saber que haveria algo diferente. Fiz tudo normal, mas aos poucos fui notando estranhas mudanças ao meu redor.&lt;br /&gt;Primeiramente, não fiquei com sono em nenhum momento da manhã, sendo que tradicionalmente eu dou umas pregadas de olho de alguns segundos. Consequentemente, peguei rapidamente a matéria, algo que não acontecia desde o ano passado com a minha pessoa.&lt;br /&gt;Passou-se algum tempo, sem mudanças estranhas ou interessantes. Então, como era dia de coral, desci pro centro. Ao passar pelo viaduto, estavam andando na minha direção duas garotas. Tudo certo, bonitas, aparentemente simpáticas entre si, e quando passam por mim uma delas estende a mão para mim e na mão dela tinha um desses panfletos que se entrega na rua. Instintivamente estendi a mão, ela era bonita né, fazer o quê. Quase que eu caio na brincadeira da tirana. Mas recuei a mão a tempo de evitar passar por um possuidor de bobice desmedida. Elas riram, eu ri, e continuei andando.&lt;br /&gt;Mais adiante no caminho, um carro vermelho passa por mim e eu olho para o motorista. Por um microssegundo ocorre aquela centelha elétrica de reconhecimento. O carro anda mais um pouco e então estaciona na calçada. Eu dou uma corrida, pensando “Eba, carona!” e quando olho para o motorista, o motorista me olha de volta e nós ficamos nos olhando, quando eu brilhantemente quebro o silêncio constrangedor perguntando “Eu te conheço?”, ao que ele me responde “Não sei”.&lt;br /&gt;O diálogo segue por mais três ou quatro frases curtas, onde ele me pergunta onde eu estudo e para onde estou indo. Aparentemente, ele me conhece do Orkut, mas meu sentido aranha me avisou do perigo de ser um desses engraçadinhos que acham que podem inventar novas formas de seqüestro. Então, falei no melhor jeito amigável possível que valeu a gente se vê, e ele não pareceu se importar com a minha retirada para que ele pudesse começar a se chamar de idiota que fica parando a qualquer momento para ver se conhece um rapaz que estava passando.&lt;br /&gt;Depois desse episódio, passei a notar que todas as pessoas na rua estavam invariavelmente simpáticas, quando sempre é o contrário. Ah, acabei ficando de bom humor também, não dá pra evitar.&lt;br /&gt;Cheguei no ensaio, tudo normal, fui pra casa com uma idéia de post para o blog. Isso, principalmente, foi o que eu achei estranho. Tempão sem escrever e do nada me dá essa lâmpada piscando acima da cabeça com uma idéia. Mas, claro, cheguei em casa, tomei um banho e o entusiasmo foi todo junto no ralo.&lt;br /&gt;Mas hoje retomei a idéia, e está aí o resultado. Estava com saudades disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, espero que amanhã, quando eu acorde, o mundo – ou eu, afinal não sei o que mudou – continue assim como está agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços fortes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2359076266407895883?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2359076266407895883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2359076266407895883&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2359076266407895883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2359076266407895883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/05/mundo-estranho.html' title='Mundo Estranho'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-6861571830318872482</id><published>2009-04-12T22:01:00.002-03:00</published><updated>2009-04-12T22:05:27.346-03:00</updated><title type='text'>Sei que nada sei, mas isso já é alguma coisa</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;Todos que já leram algum texto meu estilo cannabis sabem que eu sou dado a experiências de revelação e libertação mental, as tais divagações sobre o Tudo, o Nada e Nós Aí No Meio. Eu sempre dou um toque de viagem/loucura/alucinação das braba, mas na verdade eu de fato tenho esses momentos em que minha cabeça abre-se a uma nova idéia quase a ponto do cérebro sair rolando pra fora.&lt;br /&gt;Por esses dias tive mais uma dessas (sempre que avistarem o “por esses dias...”, cuidado, lá vem reflexão). E tudo em cima de uma certa frase, ou certas frases. “Trocaria tudo o que sei pela metade que ignoro”, “Quanto mais se sabe, mais se sabe que nada se sabe”. O que me levou a pensar, primeiramente, foi o curso de música. Sabem, eu faço coral há cinco anos e sabia que eu sabia muito pouco, mas pensava que eu pelo menos tivesse uma idéia do plano geral. Que nada. Só se entende o significado de não saber algo depois que já se sabe aquilo. Nem me passava pela cabeça a maior parte das coisas que aprendo agora.&lt;br /&gt;Na mesma semana, pra reforçar a reflexão (no meu caso não precisaria, mas ajudou também) eu descobri que apoiava a voz de forma errada. “Apoiar”, em canto coral, quer dizer controlar o diafragma (músculo que enche e esvazia os pulmões) para a máxima eficiência do uso do ar e para não precisar se esguelar para que a voz saia mais forte. (o jeito científico que usei para explicar soa chato, mas depois de um tempo você entende melhor). E eu o fazia de forma errada. Cinco anos de canto coral, todo ensaio a regente falava pra fazer apoio, desde o tempo em que eu estava aprendendo isso, e nunca fiz de forma correta. Isso dá um banho de perspectiva na pessoa, e mostra que sempre, ever, tem algo a ser aprendido.&lt;br /&gt;Os outros exemplos são da escola, e não vale a pena mencionar cada um. Coisas que eu tinha por certas desde a terceira série se mostraram inválidas, e algumas outras coisas que eu nem sequer imaginava existirem estou aprendendo agora. Meio que eu não esperava mais novidades do mundo, só aprofundamentos no que eu já sabia, mas mais uma vez, felizmente, eu estava errado.&lt;br /&gt;E depois de feito o aumento de percepção, irrevogável, tu passa a enxergar coisas que não teria visto de outra maneira. Isso é tão lindo, transcende tanto a religiosidade e a crença, que me dá pena das pessoas que passam a vida inteira na ignorância, sem nem expressar um interessezinho que seja em mudar de opinião, sem pensar se o que elas acham certo é o certo certo de verdade ou se é apenar um certo que elas acham certo por que disseram que era certo então ta tudo certo. Me trinca os ovos gente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, hostilidades e piedades à parte, o fato é que eu já ficaria bastante feliz se infectasse o pessoal aqui do blog com o vírus da curiosidade, da inquietude e do prazer em descobrir algo novo. A vida é curta demais para que a desperdicemos sem evoluir como seres humanos dignos que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entonces, moçada, Feliz Páscoa, boa renovação da vida de vocês, e pensem no que eu disse e venho sempre dizendo: pensar é bom, faz bem e é um ótimo passatempo quando passa das quatro horas de uma tarde de domingo e você que não tem mais nada pra fazer com o seu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem novidade quente por aqui. Através do convite do meu amigo e ídolo Frodo de Oliveira, vou participar da antologia de contos de ficção científica Solarium Vol. 1, organizada pelo próprio Frodo. Esse livro (em breve série de livros) faz parte do selo Anthology da editora Multifoco, que está interessada em apresentar novos talentos ao mercado literário. E eu entrei de cabeça nessa, claro.&lt;br /&gt;Segue abaixo o Release do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOLARIUM –&lt;br /&gt;Contos de Ficção Científica&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323975454330672274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/SeKPd9RHVJI/AAAAAAAAAA4/JZ4OKPebLEE/s400/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;BEM-VINDOS AO FUTURO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o convite que a antologia SOLARIUM faz àqueles que não têm medo de&lt;br /&gt;vislumbrar o que ainda está por vir. Cidades perdidas, seres de outros planetas,&lt;br /&gt;batalhas monumentais, galáxias distantes, tudo isso faz parte do inconsciente&lt;br /&gt;coletivo dos que, um dia, se apaixonaram pelo mundo fantástico da Ficção&lt;br /&gt;Científica. Convidamos você a desvendar conosco o grande mistério que é o&lt;br /&gt;futuro, este eterno desconhecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTORES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRÉ GARZIA, CHICO ANES, DANNY MARKS, EMANOEL FERREIRA, FRODO OLIVEIRA, GABRIEL ZIGUE, HUGO VERA, HUMBERTO AMARAL, JOSÉ GERALDO GOUVÊA, LARISSA REDEKER, LINO FRANÇA JR., LUIZ R. R. FARIAS JR., MAGALHÃES NETO, MARCELO ANDRADES, MÁRCIO ARAGÃO, MARCUS VINÍCIUS DA SILVA, NUNO LAGO, PABLO CASADO, RICARDO DELFIN, RONALDO LUIZ SOUZA, SABINE MENDES, VICTOR STÉFANO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(fim do release)&lt;br /&gt;Então, amigos e amigas, esta é a minha primeira participação em um livro, a partir de agora eu já posso me considerar um escritor profissional (risos) e não apenas um aspirante a artista. E como nem tudo são flores na vida de Joseph Climber, e como por enquanto eu não sou nenhum Best-seller, quem faz a maior parte das vendas sou eu próprio, além é claro dos outros autores da antologia, cada um com a parte que lhe cabe. Então, se por acaso alguém quiser comprar um exemplar, contatem-me no e-mail &lt;a href="mailto:Marcus423@gmail.com"&gt;Marcus423@gmail.com&lt;/a&gt; para que possamos ajeitar direitinho endereços e modos de pagamento. Não apenas por minha causa também, pois tem muita gente Boa com B maiúsculo nessa antologia. Pois bem, eu podia estar roubando, podia estar matando, mas não, estou aqui pedindo que espalhem o gosto da leitura por aí, ao mesmo tempo que me ajudam a bancar esse meu primeiro passo rumo ao próximo passo (infame essa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, abraços!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-6861571830318872482?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/6861571830318872482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=6861571830318872482&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6861571830318872482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6861571830318872482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/04/sei-que-nada-sei-mas-isso-ja-e-alguma.html' title='Sei que nada sei, mas isso já é alguma coisa'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/SeKPd9RHVJI/AAAAAAAAAA4/JZ4OKPebLEE/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1592424324107341878</id><published>2009-04-01T15:36:00.002-03:00</published><updated>2009-04-01T15:39:54.600-03:00</updated><title type='text'>É o momento certo para isso, acho...</title><content type='html'>Bem, pessoal, é com grande lamentação que venho hoje aqui nesse meu espaço que por tanto tempo foi uma extensão da minha pessoa para dizer que não dá mais. Já chega, é pesado demais para mim a responsabilidade de manter um espaço suficientemente bom para ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rá, peguei vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom resto de 1° de abril pra vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1592424324107341878?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1592424324107341878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1592424324107341878&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1592424324107341878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1592424324107341878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/04/e-o-momento-certo-para-isso-acho.html' title='É o momento certo para isso, acho...'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-7132175447769789680</id><published>2009-03-28T01:50:00.000-03:00</published><updated>2009-03-28T01:51:19.845-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><title type='text'>A Quem Interessar Possa</title><content type='html'>Não é incomum dizermos coisas sem sabermos seu significado, ou sem entender por que elas significam o que significam. Quando dizemos, por exemplo, “o livro está sobre a mesa”, logo nos vem na cabeça a imagem de um livro, que é um amontoado de folhas escritas que trazem informações ou entretenimento, sobre, ou seja, em cima de ou apoiado em, a mesa, que é o apoio mais conhecido das residências deste país, comumente encontrada em cozinhas e, nas casas mais abastadas, nas salas de jantar.&lt;br /&gt;Já quando dizemos “fulano está com mau humor”, não é uma coisa assim tão simples, mecânica. Se ele estivesse com catapora era mais fácil de imaginar, doente, mas mau humor é um negócio mais subjetivo. Amor, amizade, essas coisas, então nem se fala: tu acha que sabe até pensar melhor e descobrir que na verdade não sabe não, e que tem coisa pra caralho que tu não sabe.&lt;br /&gt;E isso já é outro exemplo. O “pra caralho” não tem muito sentido, afinal. Existem outras expressões neste rol, mas vou me aprofundar especificamente nessa.&lt;br /&gt;“Pra caralho” não quer dizer “para o caralho”. É mais uma expressão que denota intensidade, e como toda expressão, essa teve uma origem interessante.&lt;br /&gt;Primeiramente, deixe-me falar-lhes sobre Pérbuly Fuzell (1789-1870). Foi um escritor europeu que deixou sua marca na literatura por exagerar no exagero. Suas obras foram escritas, na maior parte, recheadas de exageros e mais exageros. Quando notou que começava a ganhar má fama por isso, cunhou o termo hipérbole (baseado no seu próprio nome), para mascarar de habilidade técnica esse seu tique literário. Enfim, a sua obra completa já é um exagero por si só: em seus 81 anos de vida, escreveu mais de 300 livros.&lt;br /&gt;Por causa de sua fama (que ele não conseguiria perder nem com a invenção de mil eufemismos para o exagero), ficou comum ouvir-se a expressão “à moda de Fuzell”, mais tarde diminuída para “à Fuzell”. Como em “bonita à Fuzell” ou “morreu gente à Fuzell”.&lt;br /&gt;Durante a Primeira Guerra Mundial ocorreu um conflito menor, mas também muito sangrento, na Europa Oriental. Foi a Guerra do Catete, entre o reino do Catete e uma nação igualmente insignificante. Havia o costume de falar que um soldado “matou x para o Catete”, o que quer dizer que durante os combates ele matou x pessoas das linhas inimigas em nome do Catete. Como eu disse, foi uma guerra sangrenta, então as expressões “matou pra Catete” e “matou a fuzéu” se confundiam bastante.&lt;br /&gt;Bem mais tarde, depois que Catete foi associado a cacete, cacete foi associado a pedaço de pau e pau foi associado a vocês sabem o quê, seguindo no melhor do raciocínio Deus-é-amor/o-amor-é-cego/Steve-Wonder-é-cego/Steve-Wonder-é-Deus, a expressão pra caralho saiu fresquinha do forno. Agradeçam essa pesquisa aos mais conceituados etimologistas da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como a maior parte de vocês deve desconfiar, isso tudo é mentira. Portanto, cuidado com o que vocês leem na internet, por que qualquer um bota o que quiser na rede, e tem lixo a fuzéu por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-7132175447769789680?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/7132175447769789680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=7132175447769789680&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7132175447769789680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/7132175447769789680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/03/quem-interessar-possa.html' title='A Quem Interessar Possa'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-5377016058190996735</id><published>2009-03-17T22:58:00.000-03:00</published><updated>2009-03-17T22:59:09.757-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maionese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Embarcando no Transatlântico da Maionese</title><content type='html'>Oh man, é com grande alegria que lhes digo que não consigo ficar muito tempo sem escrever aqui, ou em qualquer lugar. Alegria minha, não sei a de vocês, mas é com alegria maior ainda que digo que tem gente que também gosta das coisas que eu escrevo e do jeito que eu escrevo as coisas que eu escrevo, mesmo que alguns trechos fiquem praticamente ilegíveis mesmo pra mim, que foi quem criou e coisa e tal.&lt;br /&gt;Os motivos de eu não conseguir ficar sem escrever é o de sempre, e ao mesmo tempo sempre tão novo: a cabeça não cala a boca. Passa um tempo sem que eu expresse os meus pensamentos, e eu começo a ver coisas que eu não veria se não estivesse com a cabeça cheia de pensamentos (ou usando drogas, mas não é o caso), como por exemplo, ver uma formiga passar e ter revelações filosóficas sobre qualquer coisa, e isso é comum. Pode ser uma revelação antiga, reciclada, mas uma revelação é sempre uma revelação, e a cada uma nova muda o jeito de ver a vida, muda tudo, e isso é uma beleza, deixa o espírito pronto pra enfrentar a eterna novidade do mundo.&lt;br /&gt;Outro motivo é por que eu viajo demais nas idéias também. Vide parágrafo anterior.&lt;br /&gt;E isso agora não está acontecendo só no âmbito da escrita e da intelectualidade e pseudointelectualidade, mas também na música. Como os com capacidade mnemônica mais bem exercitada vão poder se lembrar, eu comecei mês passado um curso de piano, e isso me fez pensar em algumas coisas (diga, existe alguma coisa que não surta esse efeito em mim? Eu não saberia responder). Por que depois que comecei a aprender, eu passei a enxergar a música de um modo diferente. Eu, que estou ha pelo menos cinco anos mergulhado na música por causa do coral e das amizades, me impressionei com o aumento da minha sensibilidade nesse campo depois de começar o tal curso. Passei a perceber coisas que antes eu não percebia, passei a lembrar mais facilmente de músicas sendo que antes era preciso ginástica mental pra fazer isso, entre outras mudanças. Então, a conclusão desses pontos desconjuntados, é que por mais que tu saiba algo, tu ainda não sabe nada de nada. Antes de começar o curso, eu era um completo ignorante a respeito da música. E só vou passar da faixa da estupidez em relação a isso se me esforçar muito, mesmo tendo essa minha facilidade natural de sugar conhecimentos e mudar de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse final de parágrafo me remete a outro assuntinho que eu andei pensando nesses dias. Para exemplificar, vou usar um exemplo bem corriqueiro.&lt;br /&gt;Aula de física. Professor explicando a matéria. Depois de explicar, passa a lista de exercícios a serem feitos. Depois de feitos, pergunta se a turma entendeu. E é aí o pulo do gato que eu quero chegar.&lt;br /&gt;Qual é o seu conceito de “entender” algo? Eu quase nunca consigo dizer que entendi bem alguma coisa, assim logo que o professor pergunta, mas baseado no meu passado posso dizer com segurança e conhecimento de causa que se não entendo de cara não é por que sou burro, mas tem a ver com o meu conceito de entender. Se eu disser que entendi, pode esperar um 10 na próxima prova, ou um 9, mas os erros vão ser falta de atenção ou monguisse de minha parte mesmo.&lt;br /&gt;E essa coisa não se restringe a conceitos, pode-se ver em um monte de coisas. Cores, sabores, etc, ninguém sabe se é o mesmo pra todos. Sentimentos, então, nem se fala. Quando alguém diz que morre de amores por outro alguém, isso talvez nem signifique nada, ou talvez signifique, depende quem diz né. Em época de eleição, os “hinos” dos candidatos adoram isso, enchem-se de palavras bonitas que apenas uma em cada 50 pessoas saberia dizer de fato o que é. Poetas passam dias e dias escrevendo para explicar o que é o amor para eles. É um intento meio impossível, mas rende bons versos, meu amigo Camões que o diga (“amor é contentamento descontente”, nada melhor).&lt;br /&gt;Eu cheguei a mentalizar algo, uma “representação gráfica de como se comporta a mente humana e o universo criado por ela” (no melhor estilo trabalho escolar), que desse uma idéia do que eu quero dizer com tudo o que eu disse. Imagine uma bolha. Essa bolha é sua mente, e o universo criado e percebido por ela. Agora imagine várias bolhas, e perceba que essas são as outras pessoas e seus respectivos universos particulares. Conforme a proximidade do centro, a substância da bolha vai ficando mais resistiva ao avanço de algo que tenta penetra-la, ou seja, quando outra bolha tenta ocupar o mesmo espaço da sua bolha, forma-se uma zona de intersecção (sempre quis usar isso fora da aula de matemática) que seja até um máximo de onde não consegue mais seguir adiante, e nessa zona de intersecção está tudo o que você tem de comum com outra pessoa, ou que pode explicar para ela. O resto é totalmente seu, e felizmente ou não nunca vai conseguir explicar satisfatoriamente para ninguém. Exemplificar coisas que estão nesse grupo é trabalho para você e sua reflexão de hoje (ah é, até parece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estou escrevendo tudo isso por que estou lendo um livro sobre Inteligência Quântica, que seria meio que a explicação “científica” (por enquanto e por precaução, imagine muitos milhões de aspas juntas a essas aí) do Segredo. E no livro o cara fala sobre ceticismo e outros grupos que comem criancinhas no café da manhã. E comenta que é bom ser cético (sempre avaliar se uma idéia é boa o suficiente para substituir uma já existente) mas ser cético demais é tenacidade, o que em bom português é ser teimoso. O problema, é que o conceito de cético bom não é o tipo de coisa que está na zona de intersecção da minha mente e da do autor daquela coisa, então não sei agora o que eu penso sobre isso e sobre mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que sou cético? Será que não conseguir engolir um misticismo antigo fantasiado de ciência e embalado em palavras científicas, mesmo que acredite em sua eficácia porém não concorde com suas causas, é teimosia e cabeçadurismo da minha parte? Será que isso importa? Será que Capitu traiu Bentinho, ou isso foi uma ilusão muito bem criada pelo Machado idolatrado salve salve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros mistérios você pode responder nos comentários, ou esperar que um dia eu chegue lá sozinho, neste mesmo batcanal, neste mesmo bathorário (ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;batAbraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-5377016058190996735?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/5377016058190996735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=5377016058190996735&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5377016058190996735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5377016058190996735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/03/embarcando-no-transatlantico-da.html' title='Embarcando no Transatlântico da Maionese'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2336651125711270211</id><published>2009-03-04T20:41:00.001-03:00</published><updated>2009-03-04T20:41:51.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preguiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Notícias e Conto</title><content type='html'>Quinta-feira terminaram as minhas férias, mas só fomos para a escola para não fazer nada e receber o aviso que não pode mais pintar bixos. Agora é sério o aviso. Quero dizer, em todos os anos que houve o aviso o aviso foi sério, mas ano passado, por exemplo, que foi quando eu era bixo, ainda não tinha multa de mil a vinte mil reais para quem submetesse um bixo a qualquer grau de humilhação. Que sem graça. Só por causa dos caras retardados que afogam gente e que sodomizam bixetes eu não posso expressar a minha felicidade em ter novos colegas com um saudável batom na cara!&lt;br /&gt;Mas pelo menos agora não morre mais ninguém.&lt;br /&gt;Há menos que morra de cansaço. Por que bá, estudar cansa mais que trabalho, com certeza. Aqui falo o cansaço aquele de que a qualquer momento do dia que tu deitar, tu dorme. Esforço físico causa cansaço físico, e isso se resolve sentando e relaxando. Já esforço mental dá sono, e esse só se resolve dormindo, e isso descansa também.&lt;br /&gt;No fim da segunda-feira, que foi quando a aula começou a valer, eu parei pra pensar de noite, e notei que eu estava com muita saudade de estar cansado. E na mesma hora matei a saudade, assim, instantaneamente. Mas preciso ser forte, e sangue de Jesus tem poder! Rsrsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de legal para passar a vocês hoje, então vou postar junto com esse boletim de notícias um conto de terror que escrevi nas férias, (férias = aquele período de tempo que eu sinto muita saudade, muita muita muita saudade). É totalmente ficcional, e quero saber o que vocês acham dele que é o meu primeiro conto macabro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo Virtual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lícia o conhecia à apenas uma semana, mas já estava íntima de seus segredos, como não é raro neste tipo de relacionamento. Conhecera-o pela internet, e passou conversar virtualmente com ele desde então.&lt;br /&gt;Descobrira que tinham muitas coisas em comum: livros, músicas, filmes, gostos em geral. Ela sabia que ele estava totalmente apaixonado por ela. Otávio deixava isso extremamente claro, mesmo sem dize-lo diretamente. Por isso, passaram a namorar através da internet, tendo as letras e os programas de mensagens instantâneas como mensageiros.&lt;br /&gt;Depois da primeira vez que fizeram sexo virtual, Otávio enviou para ela a mensagem “Lícia, minha flor, acho que estou te amando”. Por um momento Lícia ficou totalmente sem resposta. Aquilo abriu uma profunda ferida no seu peito, uma ferida que ela sabia que nunca cicatrizaria.&lt;br /&gt;E começou a se lembrar dos momentos felizes, do primeiro beijo, a primeira transa, as confidências, as aventuras, de como ele a chamava carinhosamente de “minha flor”, o amor... A cada nova lembrança, a ferida se abria mais, e por ela só não escoavam lágrimas por que essas já haviam terminado. Era uma dor muda, a pior.&lt;br /&gt;Mas pior do que as lembranças boas, foram as que sucederam-se a elas. Uma tentativa de agrada-lo com uma surpresa, chegando em sua casa sem avisar. O susto. A outra correndo para se arrumar e ir embora, enquanto ele em vão tentava explicar-se para uma Lícia desamparada, sem ação. Tristeza. Apatia total no trabalho. Depois soube que ele se mudou, e isso não contribuiu nada para seu humor. “Eu o amava tanto”, pensava. “Desde os nossos quinze anos, descobrimos tudo juntos, como ele pôde fazer isso comigo?”. Mais tristeza.&lt;br /&gt;Depois de dois anos de zumbi, depois que todos os amigos a abandonaram quando perderam as esperanças de resgatar sua felicidade, tomara sua decisão. E agora estava ali, conversando com Otávio, que indagava a alguns minutos por que ela não respondia.&lt;br /&gt;Parou os devaneios e inventou uma desculpa qualquer para justificar a demora, e continuou conversando. Admirou-o pela webcam, e pensou “Ele é perfeito”. Antes de ir embora, ele ainda comentou que teria que deletar o seu histórico de mensagens, para o caso da sua namorada querer olhar as mensagens dele. “Eu te amo”, justificava ele, “mas quero evitar problemas deste tipo com a minha namorada. Quando eu terminar com ela, nada nos impedirá de fazermos o que quisermos”.&lt;br /&gt;O fato de ele ter namorada não a incomodava tanto quanto se poderia esperar. Lícia, na verdade, dissera a ele que também tinha namorado, por isso apagaria o seu próprio histórico. Otávio saberia da verdade na hora certa. Uma coisa pequena como essa não atrapalharia nada.&lt;br /&gt;Mais alguns dias depois, Lícia não suportou mais e marcou um encontro com Otávio, na casa de Otávio. Ele foi pego de surpresa, mas disse que tudo bem, a casa e ele estariam esperando ansiosamente a sua visita. Sugeriu até que fosse no sábado, para que tivessem mais tempo para se conhecer pessoalmente.&lt;br /&gt;No dia marcado, Lícia estava um pouco nervosa, não por medo, como qualquer uma estaria no seu lugar, mas por que não queria que nada saísse errado. Já se desapontara demais para uma pessoa só. Arrumou-se, pegou o que precisava e foi para a casa de Otávio.&lt;br /&gt;Chegando lá, Otávio a recebeu com um lascivo beijo, o qual foi correspondido a altura. Ele era tão irresistivelmente lindo quanto parecia pela webcam. Lícia entrou, e Otávio fechou a porta.&lt;br /&gt;Os vizinhos ouviram gritos, mas quando a polícia chegou só havia um corpo dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã cedo, Lícia estava em sua casa, assistindo ao noticiário matinal. O sabor da vingança lhe era estranho, mas estava gostando. Em seu regozijo, lambuzava-se e ainda escorriam gotas de sangue até o chão, quando no noticiário informaram do assassinato brutal de um homem que foi identificado como sendo Otávio Meirelles. Os peritos declararam que o assassino, ainda não identificado, tinha usado um objeto como uma adaga para dilacerar o corpo da vítima.&lt;br /&gt;Lícia não demonstrou reação. Eles não mostrariam, mas o assassino havia retirado o coração da vítima, e ele não se encontrava na cena do crime. Por que estava agora no colo de Lícia, parcialmente consumido, como símbolo do início de uma sangrenta vingança contra todo um gênero.&lt;br /&gt;E com esse pensamento, Lícia finalmente sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2336651125711270211?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2336651125711270211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2336651125711270211&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2336651125711270211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2336651125711270211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/03/noticias-e-conto.html' title='Notícias e Conto'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-78022923008454779</id><published>2009-02-25T22:18:00.000-03:00</published><updated>2009-02-25T22:19:08.063-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>A Minha Alegria de Pobre</title><content type='html'>E amanhã termina as minhas férias. Logo agora que eu estava tão no ritmo do blog e dessa vida de nadafazência. Nadafazência, a propósito, vem do francês vagaboundàge, a título de curiosidade.&lt;br /&gt;Recomeçam os trabalhos sérios, as preocupações que me estressam, enfim, as coisas ruins. Por outro lado, recomeçam as notas boas (ou não, mas eu tenho uma autoconfiança perigosa e um otimismo pouco espontâneo mas muito eficiente), o aprendizado, por que eu de fato vou a escola para aprender, recomeçam as amizades e tal. No fim, a balança pende para o lado bom e todo mundo fica bem.&lt;br /&gt;E tudo indica que este ano será o melhor, como foi o ano passado. Por que ano retrasado eu achava que ia ser difícil o ano seguinte, e de fato foi, mas por causa disso também foi o melhor. Isso que ano passado eu não estava lá muito próximo de alguns amigos de fora da escola, e como esse ano estou, então será perfeito e ai de quem achar o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano perfeito começando pelas férias perfeitas. Li muuuuito¹²³, tanto quanto as outras atividades deixavam, e um pouco além. Escrevi algumas coisas ficcionais, de terror e ficção científica. É ótimo não ter nada de fora para turvar a criatividade ou para postergar uma escrita. Dormi muuuito, tanto quanto li, e realizei uma fantasia quase erótica que eu vinha nutrindo desde o início do ano letivo de 2008: passar o dia todo na cama, se não dormindo, assistindo filmes. E, por falar nisso, também assisti muuuitos filmes, não tanto quanto li ou dormi, mas assisti mais do que costumo.&lt;br /&gt;Fora essas atividades sedentárias e solitárias (que eu amo de paixão), eu fui pra Imbé (praia) e comemorei o aniversário do Jader lá, visitei parentes, saí com amigos, com a minha guria, passeei pelo bairro, enfim, fiz tudo o que podia e não podia.&lt;br /&gt;E, como vocês estão inteirados, eu escrevi algumas coisas legais aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me preocupava era terminar as férias antes de sentir saudades da escola. Por sorte isso não vai acontecer. Ontem, às 23h e 56min, aproximadamente, eu senti saudades das aulas e do resto. Tardiamente, mas ela veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo está muito louco. Do inferno mormacento que foi alguns dias atrás, passou-se para uma fraca era glacial agora. Estou exagerando, obviamente, por que adoro uma hipérbole exagerada, do mesmo modo que gosto de pleonasmos redundantes. Mas não deixa de ser. Foi dar 25°C que todo mundo desaposentou os casacos e foi à luta. O cheiro de naftalina da rua os denunciava.&lt;br /&gt;Eu, pessoalmente, aproveitei para usar uma calça, sem passar calor. Na verdade, quase passei frio, apesar da camiseta grossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, acho que era só isso mesmo. Tenho que me controlar e escrever menos hoje, por que tenho que ir pra cama daqui a pouco se eu quiser ter uma duração saudável de sono. Eu só vim escrever hoje por que queria dar um último suspiro antes de mergulhar de novo no submundo do colégio. Duvido que eu vá deixar o blog largado como ano passado, agora que o blog está totalmente agradável para mim, mas tudo é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-78022923008454779?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/78022923008454779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=78022923008454779&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/78022923008454779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/78022923008454779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/minha-alegria-de-pobre.html' title='A Minha Alegria de Pobre'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2968437485389497502</id><published>2009-02-23T18:57:00.000-03:00</published><updated>2009-02-23T18:58:41.002-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><title type='text'>Sobre Capas de Livros</title><content type='html'>Mesmo com a globalização quase no auge, o que mais existe por aí são tribos. Tipo de gente. Gêneros de música. Tipos de gente + gêneros de música. Tudo.&lt;br /&gt;Emos, punks, pagodeiros, roqueiros, funkeiros, manos do rap, maloqueiros do shopping, patricinhas, mauricinhos, góticos, hippies, indies, otakus, homossexuais, heterossexuais, transexuais, pansexuais, feministas, machistas, ateus, católicos, protestantes, crentes, islâmicos, judeus, budistas, hinduístas, deístas, agnósticos, nerds, geeks, gremistas, colorados, brancos, negros, amarelos, vermelhos, ingleses, europeus, asiáticos, brasileiros, gaúchos, varzeanos, esquerdistas, centristas, direitistas, conservadores, liberais... são tantos rótulos que é só esperar mais um pouco que eu lembro de mais.&lt;br /&gt;Tudo bem agrupar as pessoas nesses diferentes grupos, mas isso já virou um vício que leva ao preconceito. Por que ao agrupar, de certo modo criamos na cabeça uma imagem do grupo, e não de cada um separado. Para quem vê de fora, todos naquele grupo são iguais, e isso é o preconceito em sua mais literal interpretação.&lt;br /&gt;A única coisa que todos temos iguais é que somos diferentes uns dos outros. Não só fisiologicamente, já que gêmeos univitelinos tem o mesmo DNA e cabeças muito diferentes. O que acontece, é que desde que nascemos a mente muda devido a cada experiência que temos, e cada experiência nova nós vemos com a mente que viu a experiência anterior, então para duas pessoas serem iguais, só se elas tiverem todas as experiências iguais. O que, amigo bom de física, é impossível desde o momento que é impossível duas pessoas ocuparem o mesmo lugar.&lt;br /&gt;Estranho isso, mas verdadeiro: duas pessoas não podem ser iguais por que elas não são a mesma pessoa! Se você pensar nisso, a fundo, vai torrar uma meia dúzia de neurônios, mas os sobreviventes ficarão mais fortes do que antes e você vai no fim ser uma pessoa melhor.&lt;br /&gt;Se ninguém é igual a ninguém, não convém determinar de antemão que, por exemplo, dois hippies sejam iguais, ou que todos os comunistas são canibais que comem criancinhas com chimia no café da manhã. Cada pessoa tem tanto a mostrar quanto nós mesmos, e perdemos muito ao ignorar isso.&lt;br /&gt;Claro que uma certa generalização é importante, senão não haveriam culturas diferentes (nem boa parte das guerras), o que eu gostaria que o mundo todo entenda, a começar pelos loucos que me lêem, é que o rótulo que a pessoa leva é só um rótulo, diz respeito a apenas uma parte do que a pessoa é por dentro.&lt;br /&gt;Então não é verdade que todo funkeiro/punk/pagodeiro/outro-grupo use drogas. O que acontece é que uma pessoa que tem na mente um mundo tão pequeno a ponto de só conhecer um tipo de música por que é modinha, é uma pessoa bastante propensa a ser usuária de drogas. Isso pode até ser preconceito meu, mas assumo ele.&lt;br /&gt;Outra coisa tão irritante quanto a generalização dos rótulos pelos costumes, é a generalização dos costumes pelos rótulos. Ouvir Simple Plan não é “coisa de emo”. É uma característica bastante importante nesse grupo, mas daí a achar que qualquer um que escuta essa banda é emo é muito preconceito.&lt;br /&gt;Alguém que, como eu, deseja acabar com o preconceito (todos eles), não deveria se importar de ser chamado de emo. Mas acho que todos que, como eu, são gente fina e que gostam de ter amigos, vão entender que é necessário essa porção de hipocrisia para manter uma rede de amizades respeitável. Muitos dos meus amigos mais próximos são preconceituosos. Mas essa é só uma das características deles. Não dá também para criar mais um grupo e rotulá-lo como “preconceituosos”. Quero ser feliz e o jeito é ser tolerante mesmo com os intolerantes. Ou não, muahahaha. Até porque eu adoro piadas sobre emos, gays, loiras, e piadas preconceituosas em geral. Nada pode limitar o humor, nem nenhuma outra criação da mente. Podem até me punir pelo que eu falo, mas atrás dos meus olhos e entre minhas orelhas quem manda sou eu.&lt;br /&gt;Para citar um exemplo mais grotesco e insólito, eu gostaria de pedir que qualquer um que tenha menos de uma idade em que consiga discernir certo e errado, ou que esteja lendo isso de um país com leis rígidas a respeito do que é respeitável ou não, ou que vai se ofender com isso, parasse de ler agora ou continuasse a ler depois do próximo parágrafo.&lt;br /&gt;Então, uma coisa que sempre é associada ao homossexualismo, em tal grau que nem notamos mais, é o sexo anal. Quem, dos homens que estão lendo isso aqui, nunca passou pela situação de, entre os amigos, falar alguma coisa e eles levarem na malícia, tirando o cara pra gay? “Posso sentar?”, você pergunta inocentemente para o amigo que tem um lugar vago ao lado, e ele responde (isso na melhor das hipóteses) “Ah, sei lá, isso é contigo e com tua orientação sexual”. Falo isso por que sei, e ouvi de gente que sabe, de homens que sentem prazer no brioco, e (quando estão numa relação de intimidade em que o homem pode conversar com a parceira sobre esse tipo de coisa) pedem pra sua mulher para satisfaze-los. Os mesmos homens vomitariam se fosse outro homem a satisfaze-los, ao invés da própria mulher.&lt;br /&gt;Enfim, é desagradável esse assunto, não se pode negar. Existem milhares de tabus que a gente nem sabe que é tabu. Mas deu pra captar a moral.&lt;br /&gt;E também serve pra que vejam que existem coisas piores do que meus eventuais posts científicos, que eu sinto que tanto aborrecem os leitores. Quando eu botei o pretensioso subtítulo de “um blog sobre tudo, e mais”, eu não estava brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguém vier me chamar de qualquer um dos rótulos que listei no início do post, é por que não entendeu NADA do que eu falei hoje. Mas aceito que me chamem de nerd. E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, povo e pova, é isso. Como diria meu amigo Bob Marley, “Dis is mai méssedj tchu iu-rurru”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2968437485389497502?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2968437485389497502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2968437485389497502&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2968437485389497502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2968437485389497502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/sobre-capas-de-livros.html' title='Sobre Capas de Livros'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-370873963179565771</id><published>2009-02-18T01:49:00.004-03:00</published><updated>2009-12-13T22:46:46.045-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguística'/><title type='text'>OMG, a Língua está Mudando</title><content type='html'>Pois é, dizem as más línguas que quando um povo se isola acabam surgindo diferenças. Quando é por pouco tempo, na linguagem; quando por muito, até na fisiologia. O exemplo da fisiologia foi o que deu origem às diferentes etnias, e o da linguagem deu origem aos diferentes modos de se comunicar verbalmente.&lt;br /&gt;Por exemplo, o sânscrito. Antigo bagarai, deu origem aos idiomas e dialetos da Índia e arredores (na Índia tem línguas e deuses de todos tamanhos, formas e cores, pra todos os gostos). O latim, mais conhecido nosso, em um lapso de sorte, se misturou com o grego e em menor escala com outras línguas e acabou se transformando na Língua Portuguesa, com letra maiúscula e tudo. Teve menos sorte com o espanhol, que eu acho uma língua muito feia, mas teve sorte parecida com o italiano, que é show de bola.&lt;br /&gt;Mas o que acontece quando nenhum povo está isolado, todos interconectados através desta rede amada idolatrada salve salve que é a internet? Poucos tem o direito de arriscar uma resposta.&lt;br /&gt;Por que a internet, assim como foi a televisão em sua própria época, é uma grande mudança. Quem foi criança antes de mim deve saber melhor disso. Milênio passado computador era raro, e hoje em dia abundam lanhouses em qualquer lugar. E por isso não dá pra saber as conseqüências a longo prazo, por que é a primeira vez que as crianças tem quatro “genitores”: o pai, a mãe, a televisão (que foi também pai/mãe/educador da geração passada) e a internet.&lt;br /&gt;Mas uma mudança significativa está em âmbito lingüístico, e isso não é nenhum palpite meu, está acontecendo de fato.&lt;br /&gt;A começar com o internetês. Filho direto do português com o computador/SMS/MSN, essa linguagem é bastante útil por que economiza caracteres e dinamiza as conversas via messenger. Todos o conhecemos, e depois de um mês sendo assíduo freqüentador de orkut e chat qualquer um já é craque para decodificar o que os outros estão dizendo. Algumas palavras do internetês:&lt;br /&gt;q = que&lt;br /&gt;qt/qto = quanto&lt;br /&gt;qd/qdo = quando&lt;br /&gt;td/tdo = tudo&lt;br /&gt;tb/tbm = também&lt;br /&gt;bm = bem&lt;br /&gt;c = se&lt;br /&gt;bj/bjo/bju = beijo&lt;br /&gt;abs = abraço&lt;br /&gt;flw = falou&lt;br /&gt;rs = risos&lt;br /&gt;rsrsrs = muitos risos&lt;br /&gt;E por aí vai. A moral é diminuir o número de letras sem alterar o sentido, trocando sílabas por letras que a representem (cá por k) ou engolindo vogais inúteis (não lembrei de nenhuma, hehehe).&lt;br /&gt;O vc é um caso á parte. Por que essa palavra é alvo de muitas diminuições ao longo do tempo. De vossa mercê, passou para vosmecê, então para você, em alguns lugares é ocê ou cê, e na internet assumiu a forma vc, ou v6 quando no plural. Outro caso criado com o internetês é a carinha feliz :), que também pode ser carinha triste :(, com rabo de cavalo :)~, mandando beijo :* ou mostrando a língua :P.&lt;br /&gt;Outro caso especial são as risadas. Um bom "falante" de internetês não se satisfaz com um simples hehehe, hahaha, hihihi ou similar, ele usa husahusahusahusahusahus para demonstrar que ele está realmente se rindo todo do outro lado da tela. Isso quando o capslock não entra na parada, por que quando entra shUSHAUSHAUshUSHusahuSHUsahusHUShu é por que a pessoa está morrendo de rir, sem conseguir respirar, se debatendo no chão e ainda assim conseguindo teclar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo mais fundo na genealogia do português, percebemos que o internetês ficou careta, qualquer um usa. Então o internetês, através de inseminação artificial, teve um filho com a rebeldia e a carência, ao som de muito Simple Plan, que chamamos carinhosamente de miguxês. O nome é derivado da sua mais conhecida palavra: miguxo. Quando ler um texto em miguxês, você deve estar psicologicamente preparado para imaginar, sempre, que a pessoa que fala está falando meio pra dentro, com as mãos cruzadas na frente do cinto de couro, escondendo o pescoço, beicinho, com a maior cara de pidão do mundo. Qualquer coisa que ressalte a atitude emo que estiver ao alcance do teclado.&lt;br /&gt;Mas em termos práticos, o miguxês é muito complicado. Ele não facilita a vida da pessoa, pelos xxx que entram na conversa. Mas é bem bonitinho, quando não é irritante.&lt;br /&gt;Se você quiser escrever em miguxês, deve botar som de ch (mas escrevendo x) no lugar dos s's. E inventar algumas palavras: miguxu, coleguxu, morixu... E plural é sempre com x também: miguxux, coleguxux, morixux. No resto, eleve as características do internetês à máxima potência.&lt;br /&gt;Nas gargalhadas, faça parecer que você teve um ataque em cima do teclado. Nada de se conter com h, u, a e s. Pode k, l, p, f, g, r, tudo. Desde que inspire vontade no seu coleguxo de MSN de chamar a SAMU, tá valendo. E emoticons, nossa, solte a criatividade. Se quer dar um beijo grande, mande dois pontos seguidos da intensidade do beijo, tipo :*********. Se misturar isso com mudanças de cores e botar em negrito/itálico/sublinhado, a coisa no fim pode parecer obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo ainda mais fundo na fertilidade da mente virtual, encontramos o tiopês, que tem traços do miguxês, mas tem como idéia central inversão de letras e acréscimo desnecessário de acentos e símbolos gráficos. Gato vira gaot, idiotice vira iidotiec, essas coisas. Não existem letras maiúsculas, por que um verdadeiro tiopense tem total incapacidade de apertar duas teclas ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Há algumas palavras inventadas também. Essas surgiram em círculos de amigos nerds. Você pode reparar quando puder, que onde tem um grupo nerd, existem algumas palavras ou sinais que só eles entendem, para que possam chamar de noobs ou wannabes quem não entender. Segue uma lista de palavras encontradas no tiopês que um amigo meu postou na comunidade da turma:&lt;br /&gt;/euri &lt;-- EU RI&lt;br /&gt;fikdik &lt;--- Fica a dica&lt;br /&gt;gaydacu &lt;--- viado&lt;br /&gt;q &lt;--- ? (sim, literalmente o ponto de interrogação)&lt;br /&gt;-q &lt;--- ? (sim, literalmente o ponto de interrogação)[2]&lt;br /&gt;-qqqqqqqqqqqqqqqqqq &lt;---- WTF&lt;br /&gt;tiopes consiste em escrever tudo junto e ateh msm errado (inverter algumas letras e talz)&lt;br /&gt;substituir o UEI por AY (de gay) tbm eh uma modinha do tiopes....&lt;br /&gt;Nota: WTF vem do internetês inglês, e significa what the fuck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais indecifrável do que o tiopês só a língua do 1337 (leet). Essa surgiu em rodinhas de nerds (mais uma), que tinham uma calculadora científica e tempo livre de sobra. Não que isso seja um crime. Eu e meus colegas conseguimos fazer uma calculadora dizer "belos seios" virando o visor de cabeça pra baixo e apertando algumas teclas, ;). Depois que saiu das calculadoras ociosas e veio pra net, a língua do 1337 incorporou ao seu alfabeto símbolos e tudo o que tiver no teclado (e o que não tiver no teclado também. Alguns mais viciados sabem algumas manhas pra conseguir qualquer símbolo teclando uma sequência numérica enquanto segura alt). Matemática vira M473m471{4, e o resto das palavras é ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para onde nossa língua está evoluindo? Qualquer coisa é uma evolução, mas bah, as pessoas me olham como se eu fosse um alienígena por escrever certo, hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs p/ tds!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois da reforma ortográfica, nunca mais trema na linguiça".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-370873963179565771?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/370873963179565771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=370873963179565771&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/370873963179565771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/370873963179565771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/omg-lingua-esta-mudando.html' title='OMG, a Língua está Mudando'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-5680984658390750286</id><published>2009-02-12T03:02:00.001-02:00</published><updated>2009-02-12T03:03:47.822-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cérebro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='condicionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>O que é um Pontinho Minúsculo Dentro de Outro Pontinho Minúsculo?</title><content type='html'>Caras, estou começando a me encher do ócio. Me matriculei em uma escola de música, para aprender a tocar piano, e a semana ficou longa demais, demora demais para chegar o dia do curso. Se fosse em qualquer outra época eu provavelmente nem notaria a semana passar, talvez esquecesse de ir no curso, mas nas férias isso não é possível. Estou empolgado com o curso, e isso fica ainda mais em evidência por eu não ter mais nada (ou quase nada) com o que ficar empolgado.&lt;br /&gt;Vendo o professor tocar, acabei por finalizar um processo de mudança de conceito que já vinha tomando espaço na minha cabeça desde que eu me aproximei mais da música. Agora eu sei que não quero apenas saber tocar, mas quero saber usar o instrumento como se fosse uma mera extensão da minha vontade, com o intuito único e grandioso de não apenas me aprazer com a música, mas me aprazer com o fato de que eu que estou produzindo os sons que estão agradando os meus ouvidos.&lt;br /&gt;Digo isso para sentirem o quanto estou sem nada com o que pensar. Quando um cara sério como eu (?) tem tempo para pensar e conseguir entender as próprias emoções a ponto de expressa-las tão poeticamente como eu fiz no parágrafo anterior, é por que a situação ta preta mesmo. Isso pode não ser uma regra geral, até por que regras gerais não existem, tudo é uma grande exceção (viram? Poetizando tudo...), mas se aplica a mim no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava esses dias, em um desses dias calorentos e bafentos que foram cometidos aqui (sim, “foram cometidos”, por que dias como aqueles devem ser considerados crimes, não meros acontecimentos banais), e fui pra cozinha tomar água, como tenho feito alguns milhares de vezes ultimamente. Peguei a garrafinha com o líquido que, mesmo sem ter gosto, em um dia como aquele agradava tanto o paladar quanto uma galinha escabelada (requeijão no fundo, seguido de uma camada de galinha, uma de queijo para tampar a galinha e uma de batata palha, para terminar o prato e justificar o nome pouco ortodoxo) o agradava em uma gelada noite de sexta no inverno, e me parei em frente à janela da cozinha que dá para o quintal dos fundos. Primeiramente, estranhei alguma coisa, mas não tinha certeza do que era. Então parei para analisar as coisas: o céu estava um pouco maior do que de costume. Sim, eu sei que o céu tem sempre o mesmo tamanho, mas visto da janela da minha cozinha, o azul do céu não é tão significante quanto seria de esperar de algo que cobre (do lado de fora da casa), metade da visão, do horizonte pra cima.&lt;br /&gt;Mais alguns milissegundos de observação e notei a causa de tamanha algazarra no setor de novidades do cérebro: uma árvore foi cortada no vizinho de trás, e onde estava antes o verde das folhas agora encontravam-se outras coisas, desde o azul do céu, que me chamou a atenção no início, até casas, lá longe, no morro, que eu nunca tinha visto por esse ângulo.&lt;br /&gt;Nada demais, com certeza. Eu nem iria me lembrar disso, não fosse por ter o blog, que abre portas para novas reflexões no dia-a-dia mais do que muitas outras coisas. Mas mesmo que eu não tivesse esse tino para coisas insignificantes, o “susto” de ver azul além do normal não seria evitado. Por que quando uma pessoa passa quinze anos indo até a janela da cozinha para tomar água e pensar em coisas corriqueiras e se acostuma a ver uma árvore, a escutar os passarinhos nela, e uma vez ou outra, ver os maconheiros fumando coisas no telhado parcialmente escondido pela árvore, e do nada tudo isso vira lembrança, não é uma coisa que possa passar despercebida pela mais insensível das criaturas. Ainda mais quando os quinze anos em questão são a vida toda da pessoa.&lt;br /&gt;Isso porque o cérebro humano é altamente condicionável. O costume é muito importante, neuralmente falando. Quando do tipo bom, nos faz fazer atividades naturalmente, sem o esforço do pensamento. Quando do tipo ruim, nos faz não perceber certas coisas. Quebra-lo estimula sinapses neurais e evita o Alzheimer, e no fim deixa o cérebro mais saudável.&lt;br /&gt;Essa capacidade de mudar as lembranças já guardadas, isto é, a capacidade de assimilar que uma árvore foi cortada e em seu lugar agora há uma visão mais ampla, está por trás de grandes e importantes características dos seres humanos. É isso que possibilita a nós: aprender a tocar piano, aprender novas línguas, lembrar do número novo do celular de um amigo, e várias outras, das quais “poder ficar tão inteligente quanto qualquer um, não importa o que os genes digam” não é a mais importante.&lt;br /&gt;A aprendizagem modifica-nos, melhora-nos, nos faz diminuir um pouco o abismo que nos separa do que quer que seja para o qual temos potencial. Não importa a situação, nós nos acostumamos a ela, e logo ela nos é natural mais uma vez. O cérebro é novidadeiro, gente.&lt;br /&gt;Este tipo de visão sobre nós, quer dizer, analisar o bicho homem como um animal não diferente dos outros, pode parecer triste para alguns, por desmistificar um pouco a idéia de que o homem é importante. Não é importante não, só somos uma mera ameba vivendo nas encostas suaves de um grão de areia, e esse grão de areia está numa praia gigante, situada em um mundo maior ainda. E essa é ainda uma visão otimista das coisas. Por que na verdade uma visão da verdade, uma perspectiva real da importância da gente no cosmo, não nos cabe. Nossas mentes fracas, que foram produzidas em um mundo de coisas médias, que passaram por eventos históricos aparentemente grandiosos, e que chegaram aos dias atuais com essa idéia fixa de importância, não foram feitas para entender o Tudo. Não foram feitas para terem perspectivas reais sobre algo. Uma “prova” disso, se é que me é permitido chamar assim, é que mesmo que saibamos que é o que acontece, somos naturalmente compelidos a rejeitar a idéia de que uma pluma e uma bola de chumbo caem com a mesma velocidade no vácuo. Isso por que nós não nascemos no vácuo, e onde nascemos uma pluma, quando cai, e se cai, cai muito vagarosamente. A bola de chumbo não, não interessa o vento, ela cai tão rápido quanto pode e, não raro, esmaga o nosso dedão.&lt;br /&gt;Mas enfim, o fato de não sermos nada mais que um amontoado de moléculas orgânicas, que, por sobreposição de complexos mecanismos, e sobreposição de sobreposições de complexos mecanismos, pensam que pensam, diminui o fascínio que temos que ter por estarmos aqui levantando essas questões? Eu acho que não.&lt;br /&gt;Essa é a mensagem que tenho hoje: a complexidade do universo, a nossa complexidade, isso tudo é fascinante, por ser o que é. Todos fariam bem em ver isso, e experimentariam de momentos agradáveis e sublimes de reflexões sobre isso tudo se o fizessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, deixo aqui o meu pedido de desculpas por mais esse post longo (isso se alguém de fato chegar tão longe para ler esse pedido de desculpas), mas é que meus dedos são cada vez menos domesticáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não hesitaria um segundo em trocar o maravilhamento da ignorância pelo maravilhamento da compreensão” – Douglas Adams&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-5680984658390750286?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/5680984658390750286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=5680984658390750286&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5680984658390750286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/5680984658390750286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/o-que-e-um-pontinho-minusculo-dentro-de.html' title='O que é um Pontinho Minúsculo Dentro de Outro Pontinho Minúsculo?'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-6410557440293605690</id><published>2009-02-09T23:11:00.003-02:00</published><updated>2009-12-13T22:45:27.525-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inútil'/><title type='text'>De qualquer modo, você não perde muito tempo.</title><content type='html'>"Então, alguma idéia pra hoje?"&lt;br /&gt;"Na verdade, não."&lt;br /&gt;"É, foi o que eu imaginei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos foram felizes pra sempre e fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-6410557440293605690?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/6410557440293605690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=6410557440293605690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6410557440293605690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6410557440293605690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/de-qualquer-modo-voce-nao-perde-muito.html' title='De qualquer modo, você não perde muito tempo.'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-1244562775520265908</id><published>2009-02-06T02:33:00.000-02:00</published><updated>2009-02-06T02:34:03.350-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Post Cultural</title><content type='html'>Cultura era o que estava faltando em um blog que leva a minha assinatura. Blogueiros de todos os tipos tem isso em comum: fazer com que o blog tenha sua cara. E seria impossível que o meu blog tivesse a minha cara sem que tivesse alguns posts sobre cultura. A cultura de verdade (literatura, cinema, música, diversão), além da já familiar cultura pop, tão presente aqui, nas diversas reflexões que eu meto entre uma piadinha mal-sucedida e outra.&lt;br /&gt;Por que eu, do alto da minha falsa modéstia de mentira, não poderia fazer de conta que eu não gosto de cultura. Todas elas. Ta certo que abomino a banda Calipso, torço o nariz para best-sellers e tenho igual pé atrás com filmes superproduzidos, mas no geral, sou bem eclético e respeito razoavelmente as diferenças entre um estilo e outro. Então, o que eu quero dizer com essa introdução desconjuntada, é que a cultura faz parte da minha vida, e de mim, e portanto eu não posso ter um blog sem que ela faça parte dele também, e não posso perder a chance de espalhar um pouco bons memes, mesmo sabendo que quem de fato vem ler isso aqui já deve estar, em maior ou menor grau, infectado pelo gosto do conhecimento, da cultura, da inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como post cultural inaugural, hoje eu vou deixar minha opinião sobre alguns filmes que olhei nas férias. Aguardem para breve (ou não), post sobre livros, sobre jogos de computador, talvez um sobre música e outros sobre os assuntos culturais que me vierem na telha, quando eu não tiver causos como o do ônibus para contar ou uma opinião polêmica que eu tenha para discretamente compartilhar com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hancock&lt;br /&gt;Bem diferente dos demais filmes sobre super-herois. A idéia de um super-heroi (com essa reforma, como afinal se escreve super herói?) bêbado, que voa bêbado, e que causa furos gigantescos no orçamento do governo é uma coisa que ocorre a poucos de nós. A idéia do orçamento furado pode nos atingir quando vemos o super homem tocando um prédio em cima do vilão, mas só quando temos um senso crítico um pouco acima da média. Os efeitos especiais são ótimos, bem reais mesmo, e nos extras do DVD pode-se ver o quanto a tecnologia está no cinema: inventaram uma máquina, meio que uma esfera, e o ator fica dentro dela, fazendo as expressões que o diretor pedir; então, de vários pontos diferentes da máquina começam flashes e fotos (uma de cada vez, mas extremamente rápido), para ver perfeitamente como a pele do rosto reage com a luz. Segundo um dos carinhas que trabalha com isso, a pele não só reflete a luz, como também a refrata e a desvia, algo assim, que no mais quer dizer que não é brincadeira de criança fazer um rosto que pareça real no computador, mas que com aquela máquina isso pode ficar bem mais fácil.&lt;br /&gt;Tecnologias à parte, eu sempre gosto dos filmes em que o Will Smith trabalha, e a moral desse filme é bem boa. Não posso dizer com certeza se as atuações são verossímeis, por que não sou a pessoa mais sensível do mundo para isso, mas posso dizer que se o filme não é ótimo nesse quesito, ele engana bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia em que a Terra Parou&lt;br /&gt;Os efeitos especiais desse são mais impressionantes do que os do Hancock, beeem mais, só que no resto deixa a desejar. A idéia é ótima, uma raça alienígena manda um representante para falar com os líderes mundiais sobre salvar a Terra. Mas é só isso. As demais surpresas durante o filme são derivações dessa idéia base. Comentei com alguns amigos que esse filme ficaria ótimo como um conto, ou uma noveleta, mas como filme... não foi tão feliz. Poderiam ter explorado mais o lado ficção científica do filme, que não teria ficado pesado.&lt;br /&gt;Uma coisa que notei com esse filme, é que o Keanu Reeves de fato não é tão bom ator assim. Eu achei ótima a atuação dele no Matrix e nesse filme agora, por que aquela cara de nada dele combina com os papéis. Mas aquilo não atuação, é ele mesmo. Por isso que tantos falam mal dele. Não vou apedreja-lo, mas preferia o Christian Bale pra esse papel, como para qualquer papel dele.&lt;br /&gt;Vale a pena assistir pelos efeitos, e por que a idéia é bem forte, o tipo que faz amantes de FC se emocionarem. Se tu não se propor a achar as falhas que apontei, você vai gostar bastante do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrando a Banca&lt;br /&gt;Não é tão novo quanto os outros dois, mas ainda assim é recente. O que deixa a história de alunos gênios do MIT que usam a matemática para se dar bem no blackjack ainda mais fascinante, é que ela é real. O jeito que eles fazem para ganhar dinheiro existe e funciona, e de fato os cassinos não gostam disso. E amo de paixão filmes como esse, que fazem pensar sem ter lição de moral. Outros nesse rol são Número 23, Uma mente Brilhante e um que deu há poucos dias de madrugada na Globo, Kinsey: vamos falar de sexo.&lt;br /&gt;Não há muito o que dizer desse filme. Nota dez, com nota extra se você for alguém que gosta de matemática tanto quanto eu. Se não gosta, depois de olhar esse filme talvez goste. Se não gostar de matemática depois de olhar o filme, provavelmente vai estar apaixonado por jogos de baralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, me estendi demais com esse post. Esse é um assunto tão simples de falar, e tão extenso! Com apenas três filmes, eu já excedi o tanto que eu escrevo em cada post. Se continuar, metade dos que me visitarem não vão ler metade desse post. Então por hoje é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-1244562775520265908?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/1244562775520265908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=1244562775520265908&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1244562775520265908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/1244562775520265908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/post-cultural.html' title='Post Cultural'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-4229832488126680362</id><published>2009-02-02T01:52:00.000-02:00</published><updated>2009-02-02T01:53:24.727-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ócio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gorda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Chamem o Greenpeace</title><content type='html'>“Ah, ócio!&lt;br /&gt;Me crias bócio&lt;br /&gt;Queria a última flor do lácio&lt;br /&gt;Mas eu não posso&lt;br /&gt;Que fracasso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para citar um &lt;a href="http://massquemomento.blogspot.com/2007/04/preguia-potica.html"&gt;amigo poeta&lt;/a&gt; e minha atual situação. Toda a ação no orkut ainda é insuficiente para acalentar o meu espírito entediado. Não é possível que todos estejam desfrutando da praia, ou em algum lugar sem internet, ou seqüestrados pelas Farc, mas as vezes é isso mesmo que eu penso, dada a situação vazia do orkut e, não por acaso, da minha agenda. O ano passado me viciou em tarefas, em ocupações. Não sabia que isso iria continuar mesmo durante as férias. Pensei que não, que eu ia passar o tempo todo estirado na cama descansando os neurônios pro próximo round na escola, mas se o faço não é por cansaço, e sim por pura falta de algo melhor para fazer.&lt;br /&gt;No início da semana fui lá eu pra minha dinda, passar o tempo, abstrair um pouco dessa minha rotinazinha mixuruca. Funcionou.&lt;br /&gt;No caminho pra lá, especificamente no ônibus, entrou uma senhora calibre 2362 mais ou menos, que, como as leis da física e do olhômetro de qualquer um preveriam, entalou na roleta da passagem. Na hora do ocorrido eu estava distraído, olhando pela janela e pensando na diferença entre os liberais e os conservadores, que um amigo meu me ensinou pelo MSN, e só voltei à superfície do planeta Terra por que ouvi uma onda de risos indo desde perto do motorista até o fundão do ônibus.&lt;br /&gt;Então, eis os pensamentos que me ocorreram nos segundos seguintes a eu notar a tia gorda presa lá na frente: “Ah, não, seis bilhões de pessoas no mundo e isso tem que acontecer no ônibus que eu estou usando!”, “Coisa triste isso acontecer com essa mulher, aposto que ela nunca mais vai no McDonalds depois dessa!”, e o último pensamento antes dos segundos que eu falei acabarem “Que falta de respeito dessa gentalha (gentalha!, gentalha!, pffff) rir dela... Pobre é bucha”.&lt;br /&gt;Depois dos pensamentos, parei pra avaliar melhor a situação. A porta estava perto, então qualquer emergência (baleias encalhadas explodem por causa dos gases dentro do corpo, certo? Se não, o cheiro delas apodrecendo deve ser tão ruim quanto) era só escapulir por ela, nem que tivesse que abri-la a dentadas.&lt;br /&gt;A mulher lá na frente tentava de todo jeito se mexer e nada, ela tinha se trancado de vez naquilo lá. Passados os cinco minutos iniciais de deslumbramento com a novidade, a pobraiada passou a parar de rir e lembrar do que o pastor falou-lhes na missa do final-de-semana, aquele papo de ter compaixão pelos menos afortunados e tal. Mais cinco minutos e eles notaram que no momento a senhora gorda (imensa!) era a pessoa menos afortunada da hora, e puseram-se a ajudar. Dois homens foram ajuda-la a se acalmar (um deles estava ajudando desde o início); uma moça estendeu uma água pra tia agonizante, pois essa última apresentava uma insalubre cor avermelhada, e não sabia-se ainda se era só de vergonha ou se ela estava sufocando mesmo; e o resto do pessoal “ajudou” dando a sua própria opinião. Todos ao mesmo tempo. Parecia reunião de família, todo mundo falando, cortando o assunto dos outros, discutindo a morte da bezerra e de quem ia ficar com a herança, essas coisas. Eu captei alguns dos discursos, e um deles até deu uma boa idéia para remover a coitada. Foi lá e passou-lhe a idéia e os votos de melhora de todos os passageiros que conseguiram cutucar ele para que ele passasse a mensagem. A idéia era a seguinte: ela mesma se segurar nos ferros de cima e se içar, para conseguir girar um pouco a roleta, e pôr fim ao seu sofrimento.&lt;br /&gt;Mas não deu certo. Ela não se mexia de jeito nenhum. Nem pra frente, nem pra trás, nem pra cima, nem pros lados, nem diagonal direita superior, nada. Como não surgiam idéias melhores, todos (ao mesmo tempo ainda), começaram a fazer críticas de tudo, do transporte público, do governo, do Seu Norberto que saiu do BBB, do cobrador imbecil que “não sei como não viu que uma senhora daquele tamanho não passaria na roleta!”, esse tipo de reclamação.&lt;br /&gt;E eu quietinho ali no meu canto. Só observando. Pensando que apesar do sufoco eu ia ter finalmente assunto pro blog. Para pelo menos uns parágrafos de um post. Desgraça de uns, alegria de outros, totalmente justificável. Quando chegou na minha parada, desci faceiro por deixar pra trás aquela situação. Entraram pessoas pelo lado que eu saí, por que lá na frente não cabiam mais seres viventes (sim, o motorista continuava pegando passageiros, por que, oras, não é qualquer coisinha que vai deixar de movimentar a roda capitalista, né).&lt;br /&gt;Pelo que eu escutei antes de sair, eles iriam até o fim da linha e de lá pra garagem desmontar a roleta e retirar os restos mortais da tia. Se fosse circular, acho que iam rodar com ela lá até de noite, para só então tira-la. Suponho que ela passa bem, ela tinha pelo menos bastante reservas para o inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pessoal, é por isso que é importante comer devagar e ter uma dieta balanceada, fazer bastante exercícios físicos. Isso, e ter dinheiro e um carro para não precisar andar de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-4229832488126680362?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/4229832488126680362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=4229832488126680362&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4229832488126680362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/4229832488126680362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/02/chamem-o-greenpeace.html' title='Chamem o Greenpeace'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2590196098678773516</id><published>2009-01-25T03:12:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T03:13:03.789-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ócio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bactérias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seguir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Marcus, e o mundo dos Quem</title><content type='html'>É que eu quase não gosto de férias, né. A minha imersão na preguiça é tanta, que não foram poucas as vezes em que eu estive totalmente desorientado quanto ao dia da semana, que dirá, do mês. É bom demais essa ausência de preocupações, que me desprende perigosamente da realidade. Mais um pouco e vou estar quase ficando com saudade da rotina normal.&lt;br /&gt;Enquanto a saudade não chega, eu estou aproveitando o meu ócio. Li a série Crepúsculo tão rápido quanto a minha voracidade desejou em seus sonhos mais obscuros; fiz tudo o que eu tinha pra fazer na internet, e estou agora sem mais nada pra fazer; estou dormindo em média dez horas por dia, com toda a consciência de que isso é bastante prejudicial a minha saúde; e a pilha de livros que eu arrumei durante o ano para ler agora já está pela metade, restando apenas aqueles que a capa não é lá essas coisas de atrativa. Agora, de fato, estou clamando por uma atividade útil.&lt;br /&gt;Tanto ócio me permite fazer várias reflexões importantes, imprescindíveis para o bem estar da humanidade. Por exemplo, a pouco pude comprovar através de uma experiência bastante simples e por demais espontânea, que micróbios são verdade, e não algo que os fabricantes de latas hermeticamente fechadas querem que você acredite que exista.&lt;br /&gt;Desde a metade do ano passado eu tomei uma atitude saudável quanto a água, bebendo o máximo que eu consigo todos os dias. Acabei tomando uma garrafinha de meio litro como meu xodó, a predileta, e passei a sempre tomar nela, no bico. Por mais que eu escove meus dentes, vocês sabem, nem eu sou perfeito, não consigo deixar minha boca imaculadamente limpa (risos). O resultado é que através do tempo, e de um asseio sumário com a garrafa que recebia meus germes bucais todo santo dia, acabou que se formou, no bocal dessa garrafa, uma colônia de bactérias. Elas seguiam o humanismo e eram altamente avançadas, tendo noções de arquitetura e uma religião que via a origem do universo no palato mole de um adolescente e achavam que o fim do mundo viria em uma era que eles chamavam de “A Chegada da Água Fervendo”. Tive que cometer uma espécie de genocídio, assassinando todos os germes a sangue frio e água quente, antes que eles me assassinassem (uau, quanto S numa palavra só).&lt;br /&gt;Esse tipo de coisa (está no rol das reflexões sobre as baratas que fiz um post atrás), me mostra que minha cabeça não foi feita para períodos tão longos de calmaria, embora eu sei que ela aguenta muito bem mais umas duas ou três semanas antes de começar a falhar e ter alucinações e querer sair na rua pelado em protesto contra recessos escolares tão longos. Já me vejo rearrumando o quarto de forma diferente, mudando a ordem no banho (xampu-sabonete-escove-de-dentes, ou dentes-sabonete-escova-xampu-de?), fazendo palavras cruzadas ou aprendendo a escrever com a mão sinistra. Esse tipo de coisa me mantem ocupado quando mais nada parece capaz e, não bastasse isso, também previne o Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nenhum motivo para postar hoje. Não que tenha motivo para postar alguma vez, em algum dia, mas hoje especialmente eu o faço apenas para silenciar minha mente, que não calaria a boca se eu não fizesse. Antes de dar crujcrujtchau eu ainda gostaria de chamar a atenção dos caríssimos e caríssimas para esse novo esquema do BlogSpot, que é ser seguidor de blogs. Não peço que vocês tenham parte em minhas opiniões religiosas e aspirações narcisistas virando seguidor (ou seguidora, eta linguazinha machista que é o português) daqui, mas se você gosta de ler as minhas linhas enquanto eu escrevo sobre essas coisas e outras coisas como bactérias na minha garrafa, então o certo a fazer é clicar ali. Isso vai inflar meu ego, e tornará muito mais prático para vocês saberem quando vir atrás de novidades aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2590196098678773516?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2590196098678773516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2590196098678773516&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2590196098678773516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2590196098678773516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/01/marcus-e-o-mundo-dos-quem.html' title='Marcus, e o mundo dos Quem'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-3486434323076188997</id><published>2009-01-15T01:52:00.001-02:00</published><updated>2009-01-15T01:54:15.628-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baratas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ratos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cruel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nojo'/><title type='text'>Minhas Caras Baratas</title><content type='html'>Mais cedo, à tarde, eu estava recompondo os líquidos perdidos ao longo do suplício que foi o dia de hoje no quesito calor, escorado na pia da cozinha bebendo uma garrafa de água a grandes goladas e olhando para fora através da janela basculante que tem lá. Entre um gole e outro, percebi uma pequena movimentação no pátio (a janela dá para os fundos da casa) e, com um pouco mais de atenção, notei que o protagonista do movimento que chamara a minha atenção foi um rato. Não um rato qualquer, mas um Rato, com H maiúsculo. E atrás dele, outro rato, tão grande ou maior que o primeiro, e mais atrás deste, ainda espreitando do buraco de onde eles vieram, um terceiro rato, parecendo ser o mais tímido deles. Fui até lá para ver a situação, ergui a pedra que tampa o buraco de onde eles saíam (não perfeitamente, pois se o fosse os ratos não teriam como sair), e só vi um fiapo de rabo descendo pelo cano. Não investiguei mais por que sou muito nojento, e maiores investigações demandariam maiores nojeiras, então declarei neutralidade em relação aos ratos. Pelo menos por agora, enquanto minha mãe não compra veneno para ratos. Ou um lança-chamas, o que vier primeiro.&lt;br /&gt;Até lá, não terei roblemas com eles desde que eu não pegue leptospirose. O meu problema são as baratas, que não se sentem satisfeitas comendo a nossa comida depois de digerida, nos esgotos, elas precisam comer coisas frescas.&lt;br /&gt;Nem tanto por comerem as coisas frescas, se fosse só isso, eu até poderia fazer vista grossa como faço com os ratos, só que elas tem aqueles montes de pernas, e antenas, e fazem barulho andando na madeira, e andam rápido, e insistem em fixar objetivos atrás de nós, para poderem, pérfidas, chegarem lá atravessando no meio das nossas pernas... Puro preconceito, eu sei. Você, amigo budista, vai dizer que todas as criaturas merecem uma chance de sobrevivência na Terra, e eu vou lhe responder que a chance de sobreviver que a barata tem é inversamente proporcional a chance de eu acertar-lhe uma chinelada. Muitos justo, não podes negar.&lt;br /&gt;Mas por vezes nem a chinelada eu não tento. Por que, como eu falei mais acima, sou muito nojento, e acertar a barata com o chinelo implica em espalhar suas entranhas pelo chão, que implica em ter que limpar a sujeira, o que implica que eu tenho a forte opinião de evitar ao máximo aumentar a sujeira com uma poça de vômito, por que sou nojento e o estômago dos nojentos é fraco, assim como a força de vontade de fazer sujeira. Funciona assim: eu levanto de madrugada para beber alguma coisa. Enquanto bebo, olho a cozinha ao meu redor e vejo, lá, ela, espreitando meus movimentos para ver o que de comestível que eu deixarei ao alcance de suas patas. Então faço rapidamente uma conta de cabeça para decidir se a mato ou não. Levo em conta o estado gástrico em que me encontro, para ver se posso aguentar ver a morte de perto ou não. Levo em conta a idade relativa da barata, pelo tamanho; mas isso nunca é muito útil, pois, se for nova, tenho de matá-la antes que chegue a idade adulta para por ovos, e se for velha, tenho de matá-la por que pode ser que ainda tenha chance de matá-la antes de por ovos. As duas me levam a matar. Levo em conta mais dois ou três fatores randômicos, decididos na hora.&lt;br /&gt;Então, se o lado assassino vence, preparo minha havaiana e PÁFT!, dou-lhe uma chinelada. Se não morreu, PÁFT!, outra chinelada. E dou quantas precisar, PÁFT! PÁFT! PÁFT!, até ela não se mexer mais. Se é no banheiro que a vejo, eu posso matar com desodorante aerossol, dependendo do grau da minha perversidade na hora.&lt;br /&gt;Porém, se a preguiça e o estômago fraco vencem no meu julgamento, faço o possível para fazer de conta que não a vi, ficando com os olhos em cima dela de modo a me assegurar de que ela também quer manter as nossas relações pacíficas sem correr ou se esconder de mim. E para saciar a parte de mim que gostaria de vê-la morta, fico imaginando crueldades. Li a pouco tempo sobre um método de tortura oriental, que seria o canal para qualquer pessoa doente botar seu lado mal pra fora. Chama-se as Mil Mortes.&lt;br /&gt;A brincadeira é basicamente assim: em mil papéizinhos, escrevem-se os nomes de mil órgãos ou partes do corpo diferentes. Um em cada papel. Depois tu bota tudo num pote, mexe bem, e sorteia o primeiro papel. Digamos que nele diga "orelha esquerda". Muito bem, tu vai lá, e arranca a orelha esquerda de quem quer que seja o infeliz que tu esteja torturando. Depois "rim direito", "olho esquerdo", "dedo mindinho", e assim por diante. Chegará um momento que o dito cujo estará rezando para que você tire do pote um papel que lhe faça retirar algum órgão vital, para acabar de uma vez com aquilo. Divertido, não? Acho os orientais criativos pra caramba.&lt;br /&gt;Mas, como eu dizia, quando eu não mato as baratas mesmo, imagino coisas como essa. Mas só imagino, por que não teria perícia para arrancar as partes nem visão para isso: dos meus cinco olhos, um é fechado e não enxerga nada, dois enxergam mal e os outros dois são de vidro e não enxergam sozinhos.&lt;br /&gt;Outra coisa que eu penso, tirando essa parte assassina das mil mortes, quando vejo uma barata, é que elas podem até merecer certo respeito. Por que, afinal, serão elas que herdarão a Terra depois que nós, humanos, seres altamente complexos, nos autodestruirmos em uma guerra nuclear. É aquele papo de que elas são altamente resistentes à radiação, e tal. O respeito, claro, não vai muito longe. Grande coisa que elas aguentam radioatividade. Eu, que não aguento, suporto muito bem chineladas, não vivo de restos e creio ser resistente ao veneno para baratas também (se bem que não estou de modo algum inclinado a provar essa tese). No fim, a única barata que merece respeito, é a Megaloblata Longipennis (repare o nome), que é a maior: 30 centímetros do que há de melhor na arte da baratinagem. Não só respeito, temos de ter até temor dessa Godzilla ticuda. Imagina, vocês tentando matar ela, com um chinelo provavelmente menor? Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, o que eu quero dizer é que detesto seres que vivem em esgotos, sejam baratas, ratos ou crocodilos geneticamente modificados. Asco é uma palavra com pouco valor semântico para a ideia que quero passar. Mas fica aí a ideia, e os meus sinceros votos de que, para os sobreviventes da Terceira Guerra Mundial, reste, pelo menos, um inseticida ou um chinelo decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-3486434323076188997?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/3486434323076188997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=3486434323076188997&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3486434323076188997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/3486434323076188997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/01/minhas-caras-baratas.html' title='Minhas Caras Baratas'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-8199835400773085627</id><published>2009-01-10T01:27:00.001-02:00</published><updated>2009-01-10T01:29:51.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Pensamento e Livros emocore</title><content type='html'>Graças ao fim da ressaca do reveillon, a agitação da vida voltou à internet, e às ruas. Pessoas felizes, mas no fundo desanimadas, voltam ao trabalho, enquanto eu, feliz estudante, ainda gozarei de dois meses de férias e mais um pouco. Mais dois meses dormindo tanto quanto eu mesmo não considere insalubre, comendo nas horas que eu mesmo não considere estar dormindo e lendo ou escrevendo nas horas que eu mesmo não considere estar comendo. De forma simples, minhas férias se resumem a isso.&lt;br /&gt;Mas eu não sou simples, embora tente ser humilde e modesto. Mais da metade dos títulos que eu havia imaginado para o blog em sua nova fase fazia alusão à complexidade. Optei por um título que fizesse alusão às consequências (sequelas, que a propósito, fica bem sem graça sem o trema) da meditação, por que eu realmente tenho várias horas voltadas para o meu íntimo, e não raro saio de lá com a mente aberta a uma nova idéia (amém, Einstein). Isso, por si só, dá um chute na poupança da simplicidade e a expulsa do meu saloon, como nos filmes. Recomendo fortemente para todos que dediquem alguns minutos do dia, não necessariamente sempre à mesma hora, pois estas coisas funcionam mais através da vontade do dono da mente meditativa em questão, para de fato pensar nas questões mais fundamentais: De onde viemos? Para onde vamos? O que vai ter de almoço?&lt;br /&gt;Agora, sem brincadeiras. Acho de verdade o pensamento profundo muito saudável, e bastante útil para vermos a vida de uma forma diferente. Portanto, desapegue-se das amarras da tradição e do preconceito, e passe a pensar verdadeiramente em por quê, por exemplo, existe o preconceito. Pense nas pessoas que o praticam, nas pessoas que o sofrem, nos tipos diferentes de preconceito, nos preconceitos que você mesmo tem e justifique-os. Nesta parte, se funcionar com vocês como funcionou comigo, vocês vão perceber que o preconceito não se justifica, exatamente por que ele não tem uma base racional para existir. É apenas uma idéia boa em se propagar, em infectar mentes com preguiça de fazer esse tipo de autoquestionamento e, infelizmente, já provocou e provoca ainda muito sofrimento. Pense nisso. As sequelas serão agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já abordei uma questão importante pra hoje, posso abraçar-me alegremente naquilo a que os blogs inicialmente se propõem, que é falar do seu próprio dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano passado foi de grandes provações e de muito amadurecimento emocional e intelectual. Me senti triste algumas horas, no entanto a alegria predominou na maior parte do tempo. A escola ocupava uma boa parte do meu tempo e 90% da minha cabeça, já que eu não queria decepcionar a pessoa que eu mais amo nesse mundo inteiro: eu. Tanto esforço foi recompensado com boas notas, acima das minhas próprias expectativas. Em contrapartida, esse mesmo esforço que me presenteou com o prazer de um objetivo alcançado foi o que trouxe também um grande cansaço físico e mental pra mim, e em suma é por isso que essas estão sendo as minhas melhores férias até agora.&lt;br /&gt;Como falei no início do post, estou dormindo, comendo, lendo e (bem pouco) escrevendo ao meu bel prazer. É maravilhoso. Dizer que estou nas nuvens seria insultar a altura a que essas atividades me levam. Notei, hoje mesmo, que o único revés das leituras é as despesas com livros. Ontem e hoje me dei de presente alguns livros novos, o que sugou quase todo o dinheiro que eu ganhei no meu aniversário, Natal e Ano-Novo. E, como vocês não sabem, mas devem imaginar, minha única fonte de renda são presentes e a mesada da minha vó. A bolsa que eu ganho em um curso de matemática que eu faço deveria ajudar, mas minha mãe é detentora dos direitos de ir e vir da conta e eu mesmo ainda não tive necessidade de mexer lá. A lógica que me faz não me sentir nauseado com esses gastos é a de que eu não preciso me sustentar, portanto se eu não gastar com isso, vou gastar com o quê? Nunca curti drogas, e meu namoro não faz nenhum estrago no orçamento, então gasto em livros mesmo.&lt;br /&gt;Estou no segundo livro da série Crepúsculo, da Stephenie Meyer, autora nova. Apesar de encabeçar todas as listas possíveis dos mais vendidos e já ter até virado filme, é um ótimo livro. Mais viciante que Harry Potter, mais triste que Caçador de Pipas e mais emocionante que o Código Da Vinci. Devorei o primeiro da série e no dia seguinte ao que eu terminei de lê-lo, já fui comprar a sequência. É tão bom, que na noite em que ia terminar de ler ele, limpei o óculos com tal entusiasmo que uma das hastes caiu fora, a lente acompanhando-a alegre logo em seguida. Caráleos, pensei. Juntei as peças, e, com a ajuda de um adulto (isso não lembra os programas infantis que ensinavam a fazer coisas com tesoura sem ponta?), colei as partes com fita adesiva, e deste modo terminei de ler o livro. Nas três horas que se seguiram, eu não consegui dormir, e pesquisei na internet o preço médio do livro Lua Nova, que é o seguinte da série. Na manhã do outro dia fui no Centro para levar o óculos no conserto, e já passei na livraria perguntando o preço do tal livro. Passei a tarde sem ler coisa nenhuma, sem meus olhos reserva. Poderia ter lido, com o óculos antigo, mas nao me animei. Quando chegou a hora de buscar o óculos, desci lépido para o Centro. Comprei o livro, e na ótica, tendo que esperar o óculos ficar pronto, li o primeiro capítulo inteiro sem óculos, e me senti o deus grego da autossuficiência.&lt;br /&gt;De filmes, olhei Hancock, a trilogia Piratas do Caribe, um American Pie dos novos, Quebrando a Banca e mais um que eu não vou lembrar agora. Todos ótimos, recomendo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso, crianças, vou nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem sobre o que eu disse e tchau!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-8199835400773085627?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/8199835400773085627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=8199835400773085627&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/8199835400773085627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/8199835400773085627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/01/pensamento-e-livros-emocore.html' title='Pensamento e Livros emocore'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-2382404763834234239</id><published>2009-01-05T00:26:00.001-02:00</published><updated>2009-01-05T00:29:08.330-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>The Ghost Town</title><content type='html'>A situação atual da internet me remeteu a um jogo que eu era viciado a alguns verões: GTA San Andreas. Não vou falar do jogo, apenas do aspecto que me fez lembrar dele. Eu usava uma trapaça (tá, ok, ninguém é perfeito) que deixava totalmente sem ninguém as ruas do jogo. A trapaça era GHOSTTOWN (cidade fantasma) e era especialmente útil para andar nas ruas a altas velocidades sem o perigo de "esbarrar" em alguém (e claro, estraçalhá-lo e estraçalhar-se no processo). A internet está assim, sem ninguém, nenhuma atualização seja no orkut seja na blogosfera.&lt;br /&gt;Coisa mais triste era eu indo de página em página do orkut, procurando algo novo, que piscasse, ou que eu ainda não tivesse visto. Os últimos posts nas comunidades que eu frequento eram todos meus, e não foram poucas as vezes que eu fui numa comunidade, depois de ver que ela tinha sido atualizada, crente de que havia algo além de vento e de mim na rede, e o que eu vejo? Um post meu, é claro.&lt;br /&gt;Em tempos de orkut novo e blog novo, é ainda pior, por que no orkut eu adicionei zilhões de pessoas e grande parte delas ainda está como convite em aberto, e no blog só recebi até agora comentários da &lt;a href="http://botandopra-fora.blogspot.com/"&gt;Kari&lt;/a&gt;. Logo agora, que eu estou tão bem disposto com o blog! Por sorte, ainda tenho os comentários dela, uma das poucas que nunca me deixou por inteiro, mesmo quando parecia que eu nunca mais ia dar o ar da graça por aqui. Obrigado, de novo, &lt;a href="http://botandopra-fora.blogspot.com/"&gt;Kari&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu sou o único que não ficou de ressaca depois do Reveillon. Passei ele na casa de uma das sócias do salão de beleza da minha mãe, e foi tudo de bom. Cheguei a pisar em cocô de cachorro durante os fogos, e espero que isso signifique dinheiro, ou no mínimo um tênis novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais a dizer, infelizmente, hoje postei só por vontade de mexer um pouco com as teias do teclado, que ainda não se acostumou com o dono novo. Como eu falei, comprei um PC novo, e o teclado novo é bem diferente, mais duro, e as vezes o espaço e a letra P não saem. Vou me dar um novo quando sobrar dinheiro, até lá, relevem se faltar alguma letra aí, e tenham em mente que não foi por fome que comi elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus votos de que todos voltem à ativa logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-2382404763834234239?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/2382404763834234239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=2382404763834234239&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2382404763834234239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/2382404763834234239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/01/ghost-town.html' title='The Ghost Town'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3224617886373384212.post-6216242986738929793</id><published>2009-01-02T23:05:00.003-02:00</published><updated>2009-01-02T23:11:49.793-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='início'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recomeço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><title type='text'>De Novo, Um Recomeço</title><content type='html'>Não é a primeira vez que eu faço uma mudança de blog. Creio que todos, ou grande maioria, já me liam quando eu estava em outros lugares. Pois bem, mais uma agradeço a lealdade que vocês demonstram por mim ao me seguir apesar dessas constantes mudanças de ares.&lt;br /&gt;As coisas que me levaram a mudar para cá são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Não que eu acredite em "forças negativas", mas na falta de uma explicação sicologicamente mais simples vai essa mesmo. O outro blog estava por demais associado à idéia da obrigação de escrever, o que, embora estimule muitos a continuar postando, é extremamente broxante e não me inspira nem um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Outra causa puramente psicológica é que eu sentia a necessidade de mudança para refrescar os neurônios e dar a eles maior liberdade para criar (até aqui tem funcionado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Tão idiota quanto as outras duas é essa última: o título. Como foi o &lt;a href="http://massquemomento.blogspot.com/"&gt;Antônio&lt;/a&gt; quem me deu o primeiro impulso para criar um blog (amém, muitississíssimo obrigado), o título do blog foi na linha das interjeições, tal qual &lt;a href="http://massquemomento.blogspot.com/"&gt;o dele&lt;/a&gt;, e isso meio que manteve um vínculo que auxiliou-me até um momento, mas que a partir desse tal momento me refreou, sei lá por quê, ninguém é mestre absoluto das coisas que se sucedem entre as próprias orelhas. Então criei esse blog novo, para tentar um novo caminho, voar com as próprias asas, e finalmente deixar o ninho quemomentista (risos), tirando um peso virtual das costas do meu &lt;a href="http://massquemomento.blogspot.com/"&gt;irmão-por-escolha&lt;/a&gt;. E quero sinceramente pedir que ninguém insinue que eu fui mal-educado ou insensível ao fazer isso ou dizer aquilo, por que o &lt;a href="http://massquemomento.blogspot.com/"&gt;Antônio&lt;/a&gt; é um dos que eu tenho em mais alta conta, excetuando-se dessa regra da insinuação ele próprio, que sabe que pode vir me falar se não gostar de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o título até rende um parágrafo ou dois. Não o título mesmo, mas a busca por ele.&lt;br /&gt;Eu estava a meses ansiando pela criação de um novo blog, desde as férias de inverno mais ou menos. Como eu era (notem o uso do pretérito - é que eu espero ter deixado essa caracteristica para trás, e farei tudo o que puder para que isso seja verdade) muito procrastinador, acabei deixando para agora essa tarefa. Tinha um título em mente, que era, na minha concepção (e até onde eu sei desses assuntos, no fim é minha concepção mesmo que importa), muito bom, e só não o digo aqui para que não desprezem o título atual tão penosamente encontrado, mas quando fui ver no Google se já existiam blogs com aquele nome minhas suspeitas tenebrosas se confirmaram: existiam pelo menos 6, não lembro exatamente quantos, mas para mim qualquer número diferente de zero já era um blog com nome igual, e isso não pode. Atentem para o fato de que estava incubando esse título há meses, e não poder usá-lo não foi uma das minhas mais agradáveis experiências.&lt;br /&gt;Recuperado do choque, adentrei mais uma vez no meu cérebro na demanda por um título razoável. E pouco tempo depois voltei com a luminosa idéia de botar por título algo relacionado com a escrita, ou com a Língua Portuguesa, pouco importava. Mas depois de procurar um pouco mais, notei que não fui o único a ter a tal luminosa idéia. É de espantar quantos blogs tem como título "Etc" ou "Reticencias". Tentei "Et Caetera", e existe também. "Três Pontinhos" não faz exatamente o meu tipo, embora não tenha preconceito nenhum. A propósito, uma hora dessas falarei sobre isso; até lá, fica dito aqui que certas atitudes, de minha parte, que alguém pode achar preconceituosas, só o são por que gosto de ter muitos amigos, e gosto dos meus amigos, apesar de que alguns são preconceituosos (mesmo afirmando o contrário) suscitando em mim essas atitudes que falei a pouco. Explico melhor: as vezes para manter um amigo é preciso evitar, por exemplo, falar de novela; por que isso pode provocar nele uma onda de homofobia e aos poucos ele vai deixando de ser seu amigo de verdade. (Por incrível que pareça, essa atitude que descrevi agora, mesmo tendo outro objetivo, pode parecer preconceituosa a olhos novos. Então, se a leitura deste pedaço de parágrafo por acaso faz com que você tenha uma imagem negativa de mim, esqueça o que leu. Se não, ótimo! Meu objetivo foi alcançado. E se nem entendeu esse meu texto truncado, tão melhor que a primeira opção).&lt;br /&gt;Voltando ao título.&lt;br /&gt;Depois de esquecer a idéia luminosa, pus-me a escrever todos os títulos que me vieram à cabeça, mesmo os mais estapafúrdios que eu tinha certeza que não sairiam do papel. Ao final dessa brainstorm, eu tinha 16 títulos no papel. Risquei alguns, descobi que outros já existiam (é pessoal, o número de blogs cresce a cada dia: concorrência pra caramba) e no fim optei por este, tão a ver comigo. Na minha concepção, é claro, por que talvez vocês achem "MasAhh" mais a minha cara. É uma questão de ponto de vista, e depois de pensar muito, uma sequela do pensamento é que a minha opinião importa bastante pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, quero dizer que só não faço a lista habitual de primeiro post explicando os assuntos que falarei aqui por que "definir-se é limitar-se" e creio que não haja um assunto que não possa ser abordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um feliz 2009 para todos nós, e vida longa ao Sequelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3224617886373384212-6216242986738929793?l=sequelasdopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/feeds/6216242986738929793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3224617886373384212&amp;postID=6216242986738929793&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6216242986738929793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3224617886373384212/posts/default/6216242986738929793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sequelasdopensamento.blogspot.com/2009/01/no-primeira-vez-que-eu-fao-uma-mudana.html' title='De Novo, Um Recomeço'/><author><name>Marcus Vinícius da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03608100151553086563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_duJxb9yPTwM/S3LFgBushGI/AAAAAAAAABA/0pLhLYZhOO4/S220/17.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
